top of page

Seguro de automóvel na Zona Oeste do Rio custa 108,6% a mais do que na Zona Sul, aponta estudo

  • Writer: Alexandre Madruga
    Alexandre Madruga
  • 13 hours ago
  • 3 min read

O local de moradria do motorista é um fator determinante e pode fazer o preço do seguro veicular mais do que dobrar dentro da própria cidade do Rio de Janeiro. É o que revela o Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA + IPSM), levantamento elaborado pela TEx, empresa que integra a Serasa Experian. Referente ao mês de julho, o estudo mostra que o índice do seguro de carros na Zona Oeste carioca chegou a 7,3%, patamar 108,6% superior aos 3,5% registrados na Zona Sul da capital. No segmento de motocicletas, a disparidade geográfica também é expressiva. A maior diferença ocorreu entre a Zona Norte, que atingiu o índice de 14,6%, e a Zona Sul, com 8,4%, o que representa uma variação de 73,8%. O mapa do risco na capital fluminense aponta ainda que, para os automóveis, a Zona Norte marcou 7,0%, o Centro ficou em 6,1% e a Zona Sudoeste em 5,1%. Já para as motos, além do pico na Zona Norte, o Centro registrou 14,2%, seguido pela Zona Oeste, com 13,5%, e pela Zona Sudoeste, com 11,7%. Para o gerente executivo de Seguros da Serasa Experian, Rodolfo Brandão, as diferenças expressivas dentro da cidade justificam a necessidade de uma leitura regionalizada para compreender como o risco é precificado de forma mais granular pelas companhias.

“O Rio apresenta diferenças bastante expressivas dentro da própria cidade. No seguro auto, o índice da Zona Oeste foi mais que o dobro do observado na Zona Sul. Nas motos, a distância entre Zona Norte e Zona Sul também foi relevante. Isso mostra porque a leitura por região é importante para compreender como o risco é precificado de forma mais granular”, afirma Rodolfo.

O peso no bolso do condutor fluminense se destaca inclusive no cenário nacional. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro apresentou os maiores índices entre as áreas analisadas, atingindo 5,6% para o seguro de automóveis e 12,0% para o de motos. A título de comparação, a Grande São Paulo registrou 4,4% e 11,4%, respectivamente. O contraste é ainda mais nítido ao observar a Região Metropolitana de Fortaleza, que teve as menores taxas (3,0% no auto e 7,5% na moto), tornando o seguro de carro no Grande Rio 86,7% mais caro do que na capital cearense, e o de moto 60% superior. Cidades como Recife e Belo Horizonte mantiveram médias mais amenas, variando entre 3,9% e 4,1% para carros.


Apesar da pressão dos custos locais, o panorama brasileiro trouxe um alívio em julho, mês que marcou o menor patamar do seguro automotivo de toda a série histórica analisada. No acumulado de 12 meses, o índice nacional de automóveis (IPSA) recuou de 5,1% para 4,3%, uma queda de 15,7%. O indicador de motocicletas (IPSM) acompanhou o movimento e caiu 14,9%, passando de 10,1% para 8,6%. Contudo, o levantamento adverte que as apólices para motos seguem em um patamar mais elevado e sofrem maior oscilação no curto prazo.


Além do CEP, as características da frota continuam ditando as regras de precificação. O envelhecimento do bem, por exemplo, agrava o risco: um veículo com seis a dez anos de uso registrou um índice de 5,7%, sendo 90% mais caro de segurar do que um modelo zero quilômetro, cotado a 3,0%. Entre os veículos seminovos, com até dois anos de uso, os carros a gasolina protagonizaram a maior queda anual no preço do seguro, recuando de 4,0% para 3,4%.


O perfil das cotações realizadas reflete também a transição do mercado automotivo. Embora os veículos a gasolina ainda dominem amplamente com 81,0% do volume total, o interesse por novas tecnologias já aparece nos números: os carros elétricos somaram 8,8% das cotações, seguidos por híbridos (6,1%) e modelos a diesel (4,1%). No ranking de carros mais procurados no sistema TELEPORT no mês de julho, o Chevrolet Onix liderou o volume total com 5,1%, seguido pelo Hyundai HB20 (4,4%) e Volkswagen T-Cross (4,0%). Já no segmento de eletrificados, os chineses despontam: o BYD Song foi o mais cotado entre os híbridos, respondendo por 45,1% da demanda, enquanto o BYD Dolphin dominou mais da metade das cotações de elétricos, com 52,2%.

Torne-se um doador. Nos ajude a manter vivo o jornalismo local. Mais informações de como fazer a doação, clique AQUI.


O Sulacap News também está no Facebook, Instagram e Twitter. Se quiser receber notícias em primeira mão, basta ingressar no canal NOTÍCIAS DO SULACAP NEWS. Para se cadastrar, basta acessar os link abaixo:


Whatsapp - clique AQUI

 
 
 

Comments


Ajude a manter vivo o Jornalismo Local

Pedimos sua contribuição para mantermos um jornalismo profissional, valorizando informações qualificadas, contra fake news e dando voz a nossa região. Somente com seu apoio e ajuda financeira, conseguiremos continuar trabalhando para todos vocês, que confiam na nossa missão.

Jardim Sulacap - Zona Oeste do Rio de Janeiro - Brasil

© 2024 Sulacap News

bottom of page