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  • Foto do escritorAlexandre Madruga

Com a melhor picanha da região, Restaurante Ki-Chopp completa 35 anos em Jardim Sulacap


Um negócio familiar e hoje administrado por um ex-militar do Exército, ex-gerente do Bradesco, formado em administração de empresas e pós-graduado em gestão pública. Morador de Bangu, Frederico da Rocha, 34 anos é filho de Nilton Luiz e sobrinho de José Wagner, antigos proprietários que inauguraram o Restaurante Ki-Chopp, em Jardim Sulacap, em 1989. Em outubro de 2023, Fred assumiu a direção após ter tido pequenas experiências no restaurante entre 15 e 21 anos de idade, quando foi garçom e outra experiência mais recente, anos atrás, dessa vez rendendo o pai como gerente, que precisava de férias. Durante todos esses anos, ilustres autoridades e artistas passaram para deliciar uma das melhores picanhas da cidade. Da família Bolsonaro ao prefeito Eduardo Paes já estiveram na casa para aproveitar o prato principal do restaurante.

“Carlos, Eduardo e próprio Bolsonaro vinham muito aqui. Só o Lula que não veio (risos). Os filhos do ex-presidente vieram aqui muito mais que o pai, mas virou presidente e agora eu sei que fica difícil deles aparecerem. Antes andavam com mais tranquilidade. Mas aqui também vem grupos de pagode, cantores e essa semana veio o Eduardo Sterblitch. Queremos conversar com os clientes, ficar mais próximo deles, independente se são famosos ou não. A ideia é dar um ar mais familiar, porque tem gente que vem aqui porque se sente em casa e isso faz a diferença”.

Com o slogan “a melhor picanha do Rio”, o restaurante mantém fieis clientes e consumidores dessa carne especial e que, no caso do Ki-Chopp, não fala português. Frederico explica porque a carne dos ermanos é melhor que a nossa.

“O boi brasileiro é um boi criado em terreno, faz muito esforço e, com isso, a carne tem mais proteína e tende a ser mais dura. Agora, se você trabalhar com uma carne argentina que vem de um boi, um gado criado em planície, confinado, ele faz menos força e, então, você tem uma qualidade de gordura superior a da brasileira. As carnes argentinas e uruguaias tendem a ser uma carne mais gordurosa, menos quebrada, têm a mesma qualidade.”.

Mas quem pensa que o segredo da picanha mais procurada na região é não ser brasileira, está totalmente enganado. Fred conta que um tempero todo especial, um “mix de ervas finas” que deixa a carne ainda mais saborosa.

“Diferente de muitos lugares, a gente mostra a carne antes e leva direto pra chapa, que fica ali do lado das mesas, você pode ver ela sendo feita e vai sendo servida aos poucos. Mas do lado da chapa tem um pote grande e ali é o segredo. Uma manteiga com 11 ervas, de todos os tipos. Uma para deixar mais saborosa, outra mais macia, que reforça a qualidade da carne, enfim, são tantas ervas que, cada vez que se prepara para colocar na chapa, entra esse mix de ervas finas. Fica uma loucura de sabor mesmo”.

Desde que assumiu a administração do Ki-Chopp, mudanças vêm sendo implementadas, modernizando a casa, acrescentando atrativos para dar mais conforto para os clientes novos e antigos. Recentemente, adotou o rodízio de pizzas, petiscos e chopp, além das apresentações musicais a noite. Mas como pai de três filhos e preocupado no conforto de uma família quando vai no restaurante, Frederico deu um spoiler e informou que irá implementar um espaço infantil em poucos dias.

“Aqui do lado do bar, numa parte da casa que tem um piso superior, vou montar uma área infantil, um brinquedo de dois andares e diversos outros espalhados pelo chão. Isso tudo para deixar a família mais a vontade, para vir desfrutar uma boa refeição e saber que existe um espaço para as crianças brincarem tranquilamente”.

E toda essa familiaridade e clientela fiel traz alguns “problemas”, típicos de quem realmente se sente em casa. Alguns clientes tem mesas fixas, de preferência, ao ponto de ficarem de pé esperando a mesa vagar, mesmo tendo outras vazias. Para Frederico, isso demonstra o quanto de identificação se tem com o restaurante. Mas atualizar, modernizar o espaço, esbarra na imensa carteira de clientes antigos, que segundo ele é 80% da presença.

“Tem muita coisa que não é que pode mudar, é difícil mudar, porque tem clientes aqui de 30 anos. Esse cliente é tradicional, exigente. Ele quer o jeito que já conhece. Clientes daqui reclamam se mudar o garçom. Tem gente aqui com mesa específica para sentar. Uma cliente se tiver com a família, os filhos, se senta apenas naquela mesa do canto. Quando vem com sozinha com o marido, se senta apenas aqui na mesa do lado. E fica em pé esperando sentar, no cantinho da parede até que a mesa vague. Como explicar isso?”.

Como todo empresário, a pandemia assolou os negócios, mas hoje em dia o prato principal é o referencial para saber se “o tempo de ouro” retornou ao patamar pré-pandêmico. Atualmente, o restaurante vende 100kg de picanha por semana. Recolocar o Restaurante Ki-Chopp de volta ao cenário sulacapense, e de toda região da Zona Oeste, é o orgulho dele, já que sempre sonhou em assumir os negócios da família.

“Sempre achei que viria administrar isso aqui. Eu era o único filho que pensava assim. Não era quando se iria assumir, mas quando. Eu sempre dizia isso para minha mãe. Quando eu trabalhei aqui, foi a primeira vez que meu pai tirou férias, fez cruzeiro, passeou com minha mãe de carro. Foram 20 anos dele aqui que ele não conseguiu tirar férias. E o tempo que passei aqui, já foi uma preparação e quando estive longe, no banco ou no quartel, eu estava apenas esperando esse chamado. E aqui estou agora”.

Do tradicional para atualizações e modernizações tão necessárias, para se adequar aos novos tempos e as exigências de um mundo mais exigente. O certo é que em Jardim Sulacap, com certeza, você encontra uma das melhores picanhas do Rio de Janeiro.

 

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