Celebrações dos 95 anos do Correio Aéreo Nacional e da Aviação de Transporte tem exposição do MUSAL
- Alexandre Madruga
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A Força Aérea Brasileira (FAB) celebrou, na última quinta-feira (11), na Base Aérea dos Afonsos (BAAF), os 95 anos do Correio Aéreo Nacional (CAN) e da Aviação de Transporte. Em uma solenidade marcada por homenagens e forte teor histórico, o grande destaque visual e simbólico ficou por conta das aeronaves do acervo do Museu Aeroespacial (MUSAL), que deixaram os hangares para emoldurar o pátio da tradicional base carioca, berço da aviação civil e militar do país.

A cerimônia foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, recepcionado com as devidas honras militares pelo Comandante da BAAF, Tenente Coronel Aviador Leonardo Teles Gomes. O evento reuniu membros do Alto Comando da Aeronáutica, autoridades civis e militares, além do Diretor do MUSAL, Brigadeiro do Ar Mauricio Carvalho Sampaio, e do Chefe da Assessoria de Comunicação Social do museu, Coronel Aviador Sarandi Oliveira da Silva — ambos oficiais com profundas raízes na Aviação de Transporte.

Uma Linha do Tempo sobre o Pátio
Quatro aeronaves emblemáticas do MUSAL foram posicionadas estrategicamente, traçando um panorama da evolução tecnológica e estratégica da FAB:
Curtiss Fledgling K263: O veterano monomotor que deu início à epopeia do Correio Aéreo Militar, incorporado ao museu em 1974.
Embraer E-110 C-95 Bandeirante: Marco da indústria aeronáutica nacional dos anos 1970, essencial para a integração da Amazônia.
C-115 Buffalo: Famoso por sua robustez e capacidade de pousar em pistas curtíssimas e isoladas.
Embraer E-120 C-97 Brasília: Símbolo da consolidação da engenharia brasileira e do transporte regional no mercado internacional."O Correio Aéreo Nacional nasceu do compromisso de integrar o solo pátrio. O tamanho continental do Brasil impunha severas barreiras logísticas. A distância física funcionava como um obstáculo real para o desenvolvimento das comunidades mais distantes", contextualizou o historiador do MUSAL, Suboficial Luiz Cláudio Campos Velasquez, lembrando os desafios da década de 1930.

Reconhecimento e Tradição Operacional
O evento também foi palco de justas homenagens. O Major Brigadeiro do Ar Antonio Ricardo Pinheiro Vieira e o Suboficial Especialista em Mecânica de Aeronaves Luiz Henrique Pereira receberam placas comemorativas das mãos do Comandante da Aeronáutica pelo legado deixado na Aviação de Transporte.
Durante a leitura da Ordem do Dia, o Tenente Brigadeiro do Ar Damasceno conectou o passado pioneiro à modernidade da FAB:
"Passados 95 anos daquele histórico voo, percebemos que, para que nossos homens e mulheres da Aviação de Transporte alcançassem, hoje, o mais elevado patamar de excelência no cumprimento da missão, foi contínuo o desenvolvimento das metodologias de capacitação, assim como a evolução das tecnologias embarcadas", discursou o Comandante.
Na esteira das condecorações, foi realizada a imposição da Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura, distinção voltada a comandantes de unidades aéreas que se destacaram pela liderança e eficiência operacional.
A solenidade foi encerrada com o desfile militar. Sob as asas da história resguardada pelo MUSAL, veteranos e a nova geração marcharam juntos, simbolizando que a missão de integrar o Brasil pelos céus permanece viva e inalterada.

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