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Ave rara é fotografada na APA da Pedra Branca em Jacarepaguá

  • Writer: Alexandre Madruga
    Alexandre Madruga
  • 2 hours ago
  • 2 min read
Foto de Sandro da Silva Santos melhorar por IA (original ao final da matéria)
Foto de Sandro da Silva Santos melhorar por IA (original ao final da matéria)

Uma das maiores florestas em área urbana do mundo voltou a ser palco de um achado biológico singular na Zona Oeste, durante um monitoramento de rotina em uma trilha do Camorim, em Jacarepaguá. O guarda-parque Sandro da Silva Santos registrou em fotos um exemplar do gavião-pombo-pequeno (Amadonastur lacernulatus). O registro fotográfico chamou a atenção de ambientalistas e pesquisadores por se tratar de uma espécie rara, graciosa e ameaçada. Com plumas alvas e detalhes negros que remetem à figura de um pombo durante o voo, a ave mede cerca de 45 centímetros e alimenta-se prioritariamente de insetos e pequenos vertebrados. Encontrado exclusivamente no Brasil, o animal é uma raridade endêmica do bioma da Mata Atlântica. Por habitar o interior de matas extremamente densas e preservadas, a visualização da espécie costuma ser um desafio à parte, tornando cada registro um acontecimento celebrado pela comunidade científica e de conservação.


A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica o gavião-pombo-pequeno na categoria "vulnerável de extinção". A espécie enfrenta um contínuo declínio populacional, provocado principalmente pelo desmatamento e pela consequente fragmentação de seu habitat natural ao longo dos anos. Por essa razão, o surgimento da ave no Área de Preservação Ambientar (APA) Parque Estadual da Pedra Branca traz uma importante mensagem ambiental para a região metropolitana fluminense. A presença de um animal tão exigente quanto ao seu ecossistema reforça que a unidade de conservação cumpre plenamente o seu papel ecológico como refúgio de biodiversidade. A manutenção da vegetação nativa preservada e a disponibilidade de recursos alimentares adequados garantem a sobrevivência de espécies sensíveis mesmo nos arredores do ambiente urbano.


Abrangendo 12.491,72 hectares, a APA da Pedra Branca conecta parte de 17 bairros das zonas Oeste e Sudoeste carioca. As encostas e matas do parque beneficiam diretamente as populações de Jacarepaguá, Taquara, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes, Grumari, Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Jardim Sulacap, Realengo, Santíssimo, Campo Grande, Senador Vasconcelos, Guaratiba e Barra de Guaratiba, provando que a convivência entre a metrópole e a biodiversidade ainda resiste com força no Rio de Janeiro.  


Foto original de Sandro da Silva Santos
Foto original de Sandro da Silva Santos

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