• Andressa Gonçalves - Estudante de Design de

CINEnews | O Retorno de Mary Poppins traz consigo o melhor da magia do cinema!


O clássico infantil Mary Poppins, protagonizado por Julie Andrews e Dick Van Dyke em 1964, está de volta em uma nova versão, desta vez protagonizado por Emily Blunt (no papel de Mary Poppins) e Lin-Manuel Miranda como Jack, seu fiel amigo. O longa mais recente, o qual falaremos sobre nesta semana, recebeu 3 indicações ao Oscar 2019, nas categorias: Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte.

O Retorno de Mary Poppins continua a história iniciada em Mary Poppins (1964). Agora, os irmãos Banks cresceram, e as novas crianças a serem ajudadas por Poppins, são os filhos do primogênito da família: Michael Banks. Michael (Ben Whishaw) é viúvo, e conta com a ajuda da irmã Jane (Emily Mortimer) e da simpática governanta Sra. Ellen (Julie Walters) para tomar conta de seus três filhos: Annabel, John e George.

A casa está uma bagunça, as crianças indisciplinadas, e as finanças um caos! Por isso, como é esperado da trilogia: Mary Poppins aparece triunfante por entre as nuvens, desta vez voando em uma pipa, para ajudar mais uma vez a família Banks a resolver os seus problemas. Durante o longa, podemos perceber algumas referências ao filme original, como a senhora que alimenta os pássaros na praça em frente ao banco, o Almirante Boom e seu fiel escudeiro, Sr. Binnacle, que também retornam ao longa em sua incessante missão de informar à vizinhança a hora exata; os pinguins dançantes estão de volta, bem como Dick Van Dyke, que agora interpreta o banqueiro Sr. Dawes Jr.

Essas referências e muitas outras não mencionadas aqui tornam o filme interessantíssimo tanto para os fãs da película original, quanto para quem está conhecendo a história de Mary pela primeira vez. É que os fãs antigos se emocionarão com as homenagens feitas pelo longa ao seu predecessor; e a nova geração está tendo a oportunidade de nele, conhecer alguns dos elementos vitais do filme de origem.

Um dos pontos que se destacam logo de cara são os figurinos utilizados no filme, não é a toa que esta é uma das categorias em que a produção é uma das favoritas para ganhar. Um dos figurinos mais marcantes, por exemplo, é o do take em que Mary e as crianças são transportadas para um universo paralelo dentro de uma vasilha de porcelana, lá, suas roupas são incríveis e parecem, de fato, serem desenhos e não algo real. Em outras ocasiões, também é possível ver o cuidado que a produção claramente teve com os tons escolhidos nas vestimentas, os tecidos e, até mesmo o tipo de costura utilizado. É incrível a acuracidade histórica que as roupas têm, apesar de fazerem parte de um filme de fantasia.

As músicas também são maravilhosas. Tudo bem, você pode dizer: “Ah, mas é um musical! As músicas precisam ser boas!”, é verdade meu caro leitor, contudo, como você bem sabe, a excelência esperada nem sempre é atingida. As melodias utilizadas neste filme eram uma grande preocupação para os fãs do longa original “Será que terão a mesma magia?”, felizmente, podemos afirmar que sim! As músicas em O Retorno de Mary Poppins continuam ensinando grandes lições de vida tanto para os pequenos, quanto para os adultos, e são incríveis! Com ritmos dançantes (por vezes, emocionantes) e letras que tocam o coração e a alma de quem está assistindo, muitas delas lembram bastante as do filme original, dando uma sensação de que o tempo não passou e esta é uma continuação imediata ao filme anterior.

Ainda sobre a questão musical que, obviamente, é forte no filme, podemos ver números musicais icônicos, como a dança de Jack e Mary com os "iluminadores" em uma praça de Londres, e também nas cenas dentro da porcelana. As atuações no geral merecem grandes elogios, com menção especial a Lin-Manuel Miranda, que é um dos destaques. O ator é tão carismático e pareceu tão confortável no personagem, que ele merecia mais destaque e falas no longa, ou até mesmo um spin-off totalmente dedicado somente ao seu personagem.

Emily Blunt também segura bem a grande responsabilidade de ser a nova Mary Poppins, o que podemos presenciar em sua interpretação é uma grande homenagem da atriz à intérprete original: Ela repete alguns de seus trejeitos mas confere seu próprio toque a personagem também.

O longa é uma grande viagem nostálgica pelos anos 30, e, apesar de ser um filme de fantasia, como sempre, vemos grande apelo por meio do roteiro à questões bem reais e pertinentes, que todos já passaram na vida: como a perda de um ente querido ou a questão de se tornar um adulto.

Os efeitos visuais, bem como a fotografia como um todo, também é fantástica e encantadora. O espectador mais atento e que for aos cinemas de coração aberto, com certeza passará bons momentos na companhia de Mary Poppins e sua turma e embarcará com ela em um mundo de aventuras, emoção e aprendizado.

Nota do Filme: 04 Pipocas

É um filme para todas as idades, para todo o tipo de humor, para todas as gerações, para quem já assistiu Mary Poppins ou quem nunca ouvira falar antes na babá encantada. O filme foi muito elogiado pela crítica especializada e também é recomendadíssimo por esta coluna. Permita-se viajar no tempo, retornar ao mundo dos Banks e viver estes momentos mágicos com Mary Poppins! Um supercalifragilisticexpialidocious dia a todos!

Por: Andressa Gonçalves

Colunista de Cinema por paixão. Designer de Interiores por opção. Futura Jornalista por vocação. Música e Cinema me fascinam.

Contato: miss.gonc00@gmail.com


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