VÍDEO | Operação flagra asilo clandestino com idosos em condições insalubres e análogas a cativeiro em Realengo
- Da Redação

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A Prefeitura do Rio realizou na manhã dessa quinta-feira (26), a operação “Direito da Pessoa Idosa” para apurar denúncia encaminhada pelo Ministério Público sobre o funcionamento de um asilo clandestino na Rua Professor Carlos Wenceslau, em Realengo. A ação reuniu diversos órgãos municipais em uma força-tarefa coordenada pela Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SEMESQV), com a participação do Instituto de Vigilância Sanitária (IVISA-RIO), a Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPTI), além de equipes da Assistência Social e da Saúde, com objetivo verificar a procedência da denúncia, identificar possíveis situações de risco e vulnerabilidade envolvendo idosos e apurar irregularidades sanitárias. De acordo com o relatório de inspeção da Vigilância Sanitária, trata-se de uma Instituição de Longa Permanência para idosos (ILPI) que funcionava de forma clandestina, em situação análoga a cativeiro.

No momento da fiscalização, dois idosos foram encontrados no local, sem que fosse possível qualificá-los formalmente, devido à ausência de documentos pessoais, contratos de prestação de serviço ou qualquer tipo de registro administrativo. O estabelecimento não possuía prontuários, documentação institucional, alvará de funcionamento ou qualquer outro documento obrigatório. O ambiente apresentava condições insalubres, com estrutura física inadequada, ventilação e iluminação precárias, além de cobertura com telhas de amianto. O imóvel é confinado e havia câmera de monitoramento instalada na cozinha, onde também foi constatada a ausência de abastecimento regular de alimentos secos e proteínas. Na geladeira, foram encontradas duas panelas com sobras de feijão e uma frigideira contendo linguiça picada com cebola, sem qualquer identificação quanto à data de preparo ou validade. O acondicionamento de alimentos ocorria em ambiente impróprio e sem organização sanitária adequada. As medicações estavam sendo administradas por pessoas sem qualificação técnica comprovada.

Entre os acolhidos, a idosa J. apresentava hérnia umbilical visível e o idoso C. possuía diagnóstico de doença de Alzheimer, o que reforça a necessidade de cuidados especializados.

A iniciativa reafirma o cumprimento do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), que assegura direitos fundamentais às pessoas com 60 anos ou mais e prevê punições para casos de abandono, negligência e maus-tratos.
A Secretaria Municipal do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida destaca que o abandono de incapaz e a violência contra a pessoa idosa são crimes previstos em lei, sendo a proteção dessa população um dever compartilhado entre família, sociedade e poder público.

Confira vídeo do secretário da SEMESQV, Felipe Michel:
Entre 2025 e o início de 2026, a pasta já realizou o resgate de 147 idosos em situação de vulnerabilidade, abandono ou maus-tratos, além de promover o fechamento de 22 instituições irregulares no município.
A Prefeitura do Rio orienta a população a denunciar qualquer suspeita de negligência, violência ou exploração financeira contra pessoas idosas por meio da Central 1746 ou pelo canal Rio Cuidadoso, no telefone (21) 97533-8831.
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