Museu Aeroespacial recoloca aeronave em exposição e reabre salas para visitação
- Da Redação

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Nesta terça-feira (11), o Museu Aeroespacial (MUSAL) reabriu duas salas de exposição permanente, que passaram por um período de reformas e melhorias estruturais. O novo circuito destaca a Sala de Aerofotogrametria, técnica voltada à obtenção de medições e dados geográficos via imagens aéreas, e a Sala de Armas, que apresenta a evolução tecnológica dos sistemas de defesa e ataque da aviação militar. A exposição dedicada à aerofotogrametria mostra como o mapeamento aéreo se tornou fundamental para a cartografia moderna. Esta técnica desempenhou um papel estratégico no planejamento urbano, no reconhecimento do território nacional e em estratégias militares de inteligência. O acervo reúne câmeras históricas de grande formato, painéis explicativos e registros fotográficos que demonstram a evolução do mapeamento técnico. Em destaque, o percurso apresenta uma câmera aerofotogramétrica histórica preservada em uma vitrine, peça que exemplifica a robustez dos equipamentos de precisão do século passado.

A Sala de Armas detalha o progresso dos sistemas bélicos empregados por meio de um acervo que reúne armamentos históricos, representações visuais e conteúdos audiovisuais. O circuito expositivo contempla itens utilizados na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, com destaque para metralhadoras, bombas e mísseis, além de canhões aéreos de diversas origens e outros componentes fundamentais para o sucesso de missões de defesa e ataque. A exposição ajuda o visitante a compreender como esses equipamentos foram adaptados às aeronaves e como influenciaram o desenvolvimento do combate aéreo.

Com as melhorias nos espaços expositivos, o MUSAL busca tornar a visita mais completa e educativa, aproximando, ainda mais, o público da história da aviação e dos avanços tecnológicos que ajudaram a moldar o setor aeroespacial no Brasil.

AERONAVE RETORNA PARA EXPOSIÇÃO
O caça Republic P-47D Thunderbolt A6, um dos aviões mais emblemáticos da história da aviação militar brasileira e mundial, retornou ao circuito expositivo do Museu Aeroespacial (MUSAL) nesta terça-feira (11), após passar por um processo de restauração e pintura, medida estratégica para a manutenção, proteção e valorização do Patrimônio Histórico Aeronáutico. A aeronave, que participou de diversas operações de combate durante a Segunda Guerra Mundial, ganha um lugar de destaque entre os caças do acervo permanente do Museu. Com 15.683 unidades fabricadas pela Republic Aviation Corporation, nos Estados Unidos, o P-47 foi um dos caças mais robustos e versáteis operados durante o maior conflito mundial da história, na década de 1940. O primeiro protótipo do modelo, conhecido como XP-47B, realizou seu voo inaugural em 1941, dois anos antes de a aeronave operar intensamente em diversas frentes do conflito.

A Força Aérea Brasileira operou este caça entre 1944 e 1958. Durante a campanha da Itália, o P-47D matrícula A6 realizou mais de 50 missões de combate ao comando do 2º Tenente Aviador Raymundo da Costa Canário, um dos mais jovens pilotos do 1º Grupo de Aviação de Caça ("Senta a Pua!"). Ao longo da guerra, por suas características, o Thunderbolt se destacou como uma das aeronaves mais eficientes de sua categoria, sendo considerado um verdadeiro “trator de guerra”.
Décadas após o fim do conflito, essa aeronave passou a integrar o patrimônio histórico da aviação brasileira. O exemplar atualmente preservado no MUSAL chegou ao Museu Aeroespacial em 27 de maio de 1974. Sua matrícula norte-americana original é 44-19663, porém é identificado como A6, código utilizado pelos aviões do 1º Grupo de Caça brasileiro. Além da importância histórica, o P-47 também chama atenção por suas características técnicas. A aeronave é equipada com sistema propulsor Pratt & Whitney R-2800-59 Double Wasp de 2.300 hp, radial de 18 cilindros, capaz de levar o caça a uma velocidade máxima de cerca de 704 km/h, com alcance aproximado de 1.488 quilômetros. A estrutura mede 11 metros de comprimento, possui 12,4 metros de envergadura, 4,3 metros de altura e peso vazio de 4.491 quilos.

O caça podia operar com oito metralhadoras Browning calibre .50”, além de transportar duas bombas de 453 quilos e seis foguetes de 127 mm sob as asas, além de uma bomba de 226 quilos sob a fuselagem. Essa combinação tornava o P-47 uma aeronave altamente eficaz tanto em combate aéreo quanto em missões de ataque ao solo.
A reincorporação do P-47D Thunderbolt A6 à exposição permanente de aeronaves reitera o compromisso do Museu Aeroespacial com a salvaguarda do patrimônio aeronáutico nacional. O retorno permite ao público um contato direto com uma peça fundamental para a compreensão da participação brasileira no maior conflito mundial, permitindo aos visitantes a análise de um dos caças mais robustos da época.
O Museu Aeroespacial fica na Avenida Marechal Fontenelle, nº 2000, no Campo dos Afonsos, zona oeste do Rio de Janeiro. As visitas acontecem de terça a domingo, com abertura às 9h, fechamento do portão às 15h30 e encerramento das atividades às 16h. Às quartas-feiras, das 8h às 9h, o museu oferece um horário exclusivo para pessoas com deficiência intelectual ou mental e seus acompanhantes, conforme determina a Lei Municipal nº 6.278/2017. A entrada e o estacionamento são gratuitos, exceto durante grandes eventos, quando podem ser adotadas regras especiais de acesso e circulação.
Fonte: Museu Aeroespacial
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