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Mais de 400 casos de violência contra a mulher são registrados em 2025 no principal hospital municipal da Zona Oeste

  • Writer: Da Redação
    Da Redação
  • 4 minutes ago
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Hospital Albert Schweitzer organiza painel gerencial que detalha tipos de violência, recorrência e formas de chegada das vítimas



O Hospital Municipal Albert Schweitzer contabilizou 430 atendimentos a mulheres vítimas de violência no último ano. Predominam casos de agressão (37,44%), violência interpessoal (25,35%) e violência auto-provocada (16,05%). Também há registros de perfuração por arma branca e por arma de fogo, violência sexual e maus-tratos. Mais de 81% são mulheres pretas (260) e pardas (65), o que reflete o perfil demográfico da região e aponta para a intersecção entre desigualdade social e violência de gênero. A maior parte das pacientes violentadas são jovens: 138 na faixa de 19 a 29 anos e 130 entre 30 e 39 anos, somando mais de 60% dos registros. Também foram identificados atendimentos envolvendo adolescentes de 15 a 18 anos (30 casos) e meninas de 10 a 14 anos (20 casos).


Diante desse cenário, o hospital estruturou o Painel de Monitoramento da Violência Contra a Mulher, um dashboard técnico e gerencial, que detalha tipos de violência, recorrência dos casos e fluxos de entrada na unidade. A plataforma online é voltada exclusivamente à gestão assistencial e ao aprimoramento institucional e permite análise contínua, qualificação das notificações e integração com a rede de proteção.



Em relação à forma de chegada no hospital, 291 mulheres procuraram atendimento por conta própria, o que representa mais de 67% dos registros. As outras formas de entrada foram via SAMU/GSE (49), Polícia Militar (27), transferência (20) e Corpo de Bombeiros (19).


Para a coordenadora de Enfermagem da Emergência da unidade, Larissa Amanda, o impacto emocional das vítimas é um dos principais desafios no atendimento.

“Observo que a maioria das vítimas sente muita vergonha por estar passando por essa situação, além do receio de que aconteça novamente e do medo de denunciar o agressor. O acolhimento é fundamental, por isso a equipe multidisciplinar atua de forma contínua para oferecer conforto e segurança neste momento delicado”, reforça a profissional.

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