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INCAER e MUSAL sediam o 4º Encontro Técnico do Patrimônio Histórico e Cultural das Forças Armadas

  • Writer: Da Redação
    Da Redação
  • 2 days ago
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O Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) e o Museu Aeroespacial (MUSAL) sediaram, nos dias 19 e 20 de março, o 4º Encontro Técnico do Patrimônio Histórico e Cultural das Forças Armadas. Organizado pela Assessoria do Patrimônio Histórico e Cultural Militar da Chefia de Educação e Cultura do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (CHEC/EMCFA-MD), a programação foi dividida entre o Centro Cultural Força Aérea Brasileira (CCFAB), no primeiro dia (19), e a sede do MUSAL, no Campo dos Afonsos, no dia 20. Ambos considerados espaços simbólicos para a história da aviação no país, reunindo acervos e estruturas que representam o desenvolvimento da aviação civil e militar no Brasil. O evento reuniu autoridades como o General de Brigada (R/1) João Roberto Albim Gobert Damasceno, Assessor Especial da Chefia de Educação e Cultura do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Ministério da Defesa; o General de Brigada (R/1) Marcio Tadeu Bettega Bergo, Presidente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB); o Brigadeiro do Ar (R/1) Roberto Ferreira Pitrez, Subdiretor do INCAER; e o Brigadeiro do Ar (R/1) Mauricio Carvalho Sampaio, Diretor do Museu Aeroespacial; além de representantes da Chefia de Educação e Cultura (CHEC), da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx), do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), do Museu Aeroespacial (MUSAL), do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB) e da Pátria Filmes, bem como especialistas, gestores e militares, com o objetivo de discutir ideias, projetos e estratégias voltadas à preservação da memória militar brasileira.



O Brigadeiro do Ar (R/1) Roberto Ferreira Pitrez deu as boas-vindas aos participantes e destacou que o encontro buscou melhorar a integração entre as Forças Armadas, com ações práticas para fortalecer a preservação do patrimônio histórico-cultural e ampliar sua valorização na sociedade. Também ressaltou a importância da cultura para a Defesa, destacando a necessidade de melhor organização, atualização da gestão e maior aproximação com o público civil.


O General de Brigada (R/1) João Roberto Albim Gobert Damasceno apresentou o painel central da APHCM/CHEC, detalhando as diretrizes institucionais e as principais pautas estratégicas, como o seminário conjunto de história militar, o calendário integrado de patrimônio histórico cultural, o apoio a ações das Forças e o desenvolvimento do turismo militar. Também destacou o papel das Forças Armadas em incentivar a cultura de defesa, por meio da preservação da memória e da ampliação do acesso da sociedade a acervos, museus e espaços históricos.


Na programação, o Prof. Dr. Daniel Mata Roque falou sobre o Festival de Cinema de História Militar MILITUM, realizado pela Pátria Filmes. Criado em 2017, o evento chega a sua 8ª edição em 2026, prevista para acontecer entre 17 e 21 de setembro, com apoio de várias instituições como ANVFEB, IGHMB, AHIMTB, DPHCEx, DPHDM e, mais recentemente, da CHEC/MD. O festival é aberto à participação de civis e militares, permitindo a inscrição de produções em diferentes formatos e durações, desde que abordem a história militar brasileira, nas categorias ficção, documentário e animação.


Em seguida, o General de Brigada (R/1) Marcio Tadeu Bettega Bergo apresentou o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB) e o 51º Congresso Internacional de História Militar, que será realizado em agosto de 2026, em Foz do Iguaçu (PR). O evento terá como tema “Fronteiras: integração e harmonia versus separação e conflito” e reunirá pesquisadores de vários países para discutir questões históricas, geopolíticas e culturais relacionadas às fronteiras, além de marcar os 90 anos de atuação do IGHMB na pesquisa, preservação e difusão da história militar brasileira.



No período da tarde, o painel da Marinha do Brasil tratou da conservação, guarda e divulgação de acervos, com destaque para a Biblioteca da Marinha e o Projeto Memória. A Capitão de Mar e Guerra (T) Leniza de Faria Lima Glad explicou a importância do acervo, que começou em 1802 e hoje tem cerca de 110 mil itens especializados, enquanto o pesquisador Wagner Luiz Bueno dos Santos destacou o uso da história oral para registrar experiências de militares e apoiar pesquisas.


Depois, o painel do Exército Brasileiro apresentou propostas voltadas ao ensino, preservação e difusão da história militar no âmbito da Força. O Coronel de Cavalaria R/1 Mello falou sobre a proposta de formação continuada no ensino de História Militar, destacando a necessidade de diretrizes estruturadas e ações permanentes, enquanto o Coronel Euler Gomes Antunes do Nascimento apresentou as ações do CEPHiMEx, incluindo atividades relacionadas aos 160 anos da Batalha de Tuiuti, em 2026.


Dando continuidade, a Força Aérea Brasileira apresentou o painel sobre o INCAER e a valorização da cultura militar, conduzido pelo Cap QOEA MUS R/1 Marcelo da Silva Dittz. Ele abordou iniciativas como a transferência da sede do INCAER para Brasília, a criação do Centro Cultural da Força Aérea Brasileira (CCFAB), o Dia da Cultura da Aeronáutica e a proposta de patrono. Também destacou a importância dessas ações para fortalecer a organização interna e ampliar o acesso da sociedade às atividades culturais.


Logo depois, a 2º Ten QOCon MUG Natasha Caldeira Mól apresentou projetos voltados à gestão e preservação do patrimônio cultural da FAB, como o Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), melhorias no sistema e-SISCULT e a integração do patrimônio ao projeto do ITA em Fortaleza. Ela destacou que essas ações buscam melhorar a organização das informações, evitar perdas e aproximar a cultura da área educacional.


Em seguida, a 2º Ten QOCon HIS Monique de Araujo Vasconcelos falou sobre a preservação da história de missões operacionais do COMAER, explicando o uso da história oral e a atuação de historiadores diretamente nas operações. A iniciativa evidencia a aplicação prática da pesquisa histórica no contexto operacional, com produção de registros, relatórios e integração com sistemas institucionais como o e-SISCULT.



Por fim, o painel do Museu Aeroespacial (MUSAL) apresentou o processo de restauração da aeronave Catalina FAB 6527, conduzido pelos Tenentes 1º Ten QOCon MUG Cintia da Silva Figueiredo e o 2º Ten QOCon MUG Giovanni Augusto de Oliveira. O trabalho envolveu pesquisa, técnicas específicas e cuidados para manter as características originais da aeronave, garantindo sua preservação e futura exposição ao público.


Visita técnica revela bastidores da preservação da aviação no MUSAL


No segundo dia do encontro, realizado em 20 de março, a programação foi dedicada a uma visita técnica presencial ao Museu Aeroespacial (MUSAL), no Campo dos Afonsos. A atividade teve início com as boas-vindas do Brigadeiro do Ar (R/1) Maurício Carvalho Sampaio, Diretor do MUSAL, que apresentou a estrutura e explicou o funcionamento interno do espaço, destacando que grande parte do trabalho ocorre nos bastidores, responsáveis pela conservação, manutenção e preparação do acervo para visitação pública.


Durante a visita, os participantes tiveram acesso a áreas normalmente não abertas ao público, conhecendo de perto o funcionamento das oficinas e setores técnicos do museu. Foram apresentados os processos de restauração e conservação de aeronaves históricas, incluindo atividades como entelagem, soldagem, pintura e recuperação estrutural, evidenciando o trabalho especializado realizado pelas equipes do MUSAL.


Na sequência, a visita seguiu para a oficina de restauração, onde foram demonstrados casos práticos de recuperação de aeronaves. Técnicos explicaram as etapas do processo, desde o tratamento de corrosão até a reconstrução de peças que já não existem mais, além de detalharem as características de aeronaves antigas, que combinam materiais como madeira, metal e tecido, exigindo técnicas específicas de conservação.



Os participantes também realizaram uma visita guiada à exposição de longa duração do museu, acompanhados por mediadores, que auxiliaram na condução e contextualização histórica das aeronaves e dos acervos em exposição. A atividade permitiu uma compreensão mais ampla da evolução da aviação militar brasileira e do papel do museu na preservação da memória.


Durante o encerramento, o General João Roberto Albim Gobert Damasceno destacou a relevância do acervo apresentado, afirmando que

“o que se vê aqui é a história em construção”, e ressaltou a importância de aproveitar a presença de fontes vivas da história da Força Aérea para fortalecer iniciativas como a história oral e projetos de memória institucional.

O Brigadeiro Sampaio também reforçou o papel dos museus militares como espaços abertos à sociedade, destacando que

“o museu estará sempre de portas abertas, permitindo que o público conheça a história da aviação e da Força Aérea, ainda que parte das atividades permaneça restrita por questões operacionais”.

Ao promover o intercâmbio de experiências, a integração institucional e a aproximação com a sociedade, o encontro se consolidou como caminho estratégico para o fortalecimento da memória militar brasileira, ampliando o acesso ao patrimônio cultural e contribuindo para a construção de uma cultura de defesa mais sólida, participativa e conectada com o futuro.


Fonte: Museu Aeroespacial

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