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  • Alexandre Madruga

Jardim Sulacap perdeu pequeninos anjos pelo descaso das autoridades


Noite de quinta-feira (13). Estrada do Catonho. Uma dedicada avó voltava com seus dois netinhos, que estudavam no Ciep Aracy de Almeida. Esses pequeninos anjos moravam, estudavam no bairro e só estavam indo para casa para terminar mais um dia, mas um carro surgiu no meio do caminho, tirou a vida dos três e simplesmente fugiu sem prestar socorro. Mas ele não é o único culpado. Os governantes que abandonaram a Estrada do Catonho ao longo do tempo, também estão na cadeira de réus. Um via principal que liga Jacarepaguá com Jardim Sulacap, a tempos está abandonada a própria sorte. Calçamento inexistente e um asfalto, até em bom estado, propiciam as altas velocidades que não são incomuns. Com esses ingredientes, a receita para uma tragédia sempre foi claro, mas nenhum político quer saber de urbanizar uma via tão importante, onde circulam tantos veículos.

Agora, que Miriam Moura, de 60 anos e seus dois netos de 4 e 7 anos foram assassinados por um motorista irresponsável, a dor da família com a perda é algo irreparável. Condenar os culpados não os trarão de volta, mas no Brasil o remédio só é dado após a consequencia e nunca se pensa na prevenção. Os condenados por ceifarem vidas talvez nunca cumpram pena por isso. E o que fazer? Hoje, as manifestações populares no local visam não se perder mais vidas. Mas até quando a Estrada do Catonho será uma via sem nenhum calçamento ou proteção aos seus pedestres. E a velocidade? O que será feito para que o “autódromo Catonho” tenha suas atividades interrompidas? As perguntas são muitas, mas as respostas protocolares. A vida se foi, mas a atitude para mudar algo está distante.

Aos anjinhos Kaio e Raphael Coelho, amigos, professores e família sofrem com a perda sem explicação, sem razão e sentido, mas o céu ganha dois lindos meninos e uma avó dedicada. Que a família guarde todos os momentos de alegria que tiveram com eles e comemorem por isso. Enquanto puderam, tiveram a linda experiência de conviver com dois “seres humaninhos” maravilhosos e cheios de alegria, além do amor incondicional da vovó.

A despedida de todos será amanhã (15), às 11h em Ricardo de Albuquerque. Que descansem em paz e que todas orações sejam voltadas aos familiares.

Que na memória fique apenas a alegria deles, estampada na foto que ilustra essa crônica.


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