• Alexandre Madruga

'O Rei da Vela' entra em cartaz na Cidade das Artes


O ​espetáculo icônico da companhia Teat(r)o Oficina faz curtíssima temporada no Rio de Janeiro. Os espetáculos acontecem nos dias 14, 15, 20, 21 e 22 de abril, na Grande Sala da Cidade das Artes​. Em 2017, o Teat(r)o Oficina celebrou os 50 anos da montagem de ​O REI DA VELA - encenada pela primeira vez no fogo das reviradas de 67. Escrito em 1933 pelo poeta Oswald de Andrade, e publicado em 1937, o texto virou peça, virou filme e ganhou vida de novo em peça, numa temporada de sucesso, com todas as sessões esgotadas, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros.

Sem patrocínio, com uma produção de guerrilha​, a companhia conta com apoios preciosos para sua vinda ao Rio de Janeiro: a Fundação Cidade das Artes; o movimento #342 artes; o restaurante Fiorentina e um cordão dourado formado por diversos artistas, jornalistas, intelectuais, estudantes, cariocas que se mobilizam para receber os artistas do Teatro Oficina.

Um crowdfunding para arrecadar fundos na plataforma Benfeitoria, produzido por Paula Lavigne, oferecerá aos apoiadores como recompensa preciosos presentes como violãoautografado por Caetano Veloso, compositor da Canção de Jujuba, composta originalmente para a montagem de 1967; cartazes originais autografados do filme O Rei da Vela, de Zé Celso e Noilton Nunes; livros autografados de Fernanda Torres, entre outras jóias.

Em 2018, logo após o carnaval, a companhia fez uma curtíssima temporada no Teatro Sérgio Cardoso, ganhando ainda mais fôlego com a atualidade absurda do texto de Oswald e alcançando ainda mais potência com as interpretações do Oficina ligadas ao aqui agora da tragédia nacional.

Com direção de Zé Celso Martinez Corrêa, atravessando o espaço-tempo na velocidade antropófaga, O R​E​I DA V​E​LA devora, em Paródia TragíCômicaOrgiástica, ​o Brasil Colônia, racha a Casa Grande e expõe o nosso abscesso fechado na praça pública na chapa quente de 2018. Com aproximadamente 3h e dois intervalos, esta peça de Oswald de Andrade e sua encenação cinquentenária é obra de arte plástica ao vivo no palco italiano.

Em 2017 a montagem celebrou os 80 anos de Zé Celso e de Renato Borghi que, juntos, novamente contracenaram com o artista Hélio Eichbauer e seu magnífico cenário original com palco giratório e telões pintado. O espetáculo recebeu o grande prêmio da crítica e o prêmio de melhor ator ​(Renato Borghi) pela APCA​. Foi eleita a melhor estreia de 2017 pelo júri do Guia da Folha de São Paulo.

#CidadedasArtes

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