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  • Leandro Borges - Fisioterapeuta

FISIOnews | Bursite no ombro: entenda o problema


A articulação do ombro é uma das mais complexas do corpo humano, pois é a articulação que permite o maior grau de liberdade de movimentos. As estruturas importantes do ombro podem ser divididas em :

• Ossos - O ombro, ou melhor, a cintura escapular é composta por 3 ossos: a escápula, a clavícula e o úmero. Ligamentos - Existem vários ligamentos importantes no ombro, eles são estruturas moles que ligam e estabilizam ossos aos ossos. Através deles é que nós conseguimos evitar o seu deslocamento (luxação).

• Musculos/Tendões - Outros estabilizadores são os músculos e tendões do manguito rotador, exercem vital importância para a estabilização e para a força de elevação do braço, bem como seus movimentos de rotação interna e externa, são eles: - Supraespinhoso, - Infraespinhoso, - Subescapular, - Redondo menor.

• Nervos - O plexo braquial é constituído essencialmente pelos ramos anteriores dos últimos nervos cervicais e do primeiro torácico. Dele provêm os nervos que se destinam ao ombro.

• Vasos sanguíneos - Eles percorrem por todo o braço. Os grandes vasos sanguíneos abastecem o braço com o sangue e nutrientes. A grande artéria axilar viaja através da axila. Se você colocar a mão na axila, será capaz de sentir o pulsar desta grande artéria.

• Bursa - É um tecido que atua como uma pequena almofada localizada no interior de uma articulação, através dele que evitamos o atrito entre o tendão e o osso, pois nela possui um liquido chamado sinovial.

A bursite é uma inflamação da bursa sinovial. É uma das causas mais frequentes de dor nesta articulação, estima-se que 70% das pessoas terão este tipo de dor ao menos uma vez ao longo das suas vidas, ela é chamada de bursite subacromial, está localizada entre o acrômio e o úmero, e com menos frequência, a bursa subdeltóidea também pode ser afetada. A bursite subacromial é a causa mais comum de dor no ombro e geralmente está relacionada ao impacto que a bursa sofre entre os tendões do manguito rotador e o osso acrômio.

A causa mais comum é pelo uso excessivo das articulações e movimentos repetitivos dos músculos e tendões. Esforço e traumas produzidos por golpes violentos sob as articulações também podem irritar o tecido dentro da bursa e causar inchaço e inflamação.

Entre as possíveis causas de bursite, estão:

• Traumatismo, • Postura errada, • Infecções, • Movimentos repetitivos, • Artrite, • Gota.

O quadro de bursite do ombro é clinicamente semelhante da tendinite, por isso, é comum ouvir de uma pessoa que está com dor no ombro e que tem uma bursite.

A dor costuma se localizar na parte superior do braço, ao longo do músculo deltoide, podendo irradiar-se até quase o cotovelo. Pode vir acompanhada de sinais como inchaço e vermelhidão e, por vezes, o calor. Essa dor inicia-se de forma leve, agravando-se ao longo de dias ou semanas.

No movimento do braço a pessoa normalmente relata dor, principalmente quando tentamos levantá-lo acima da linha do ombro. Com o passar do tempo, o incômodo torna-se presente mesmo com o braço em repouso. No período da noite, a dor pode atrapalhar o sono, principalmente nos momentos em que a pessoa dorme com o corpo virado de lado, em cima do ombro afetado. Com o agravamento da dor, a pessoa começa a limitar os movimentos com o braço. O coçar as costas, colocar uma roupa, fechar o sutiã ou levantar o braço acima da cabeça tornam-se atitudes muito dolorosas.

A tendência é que ele utilize cada vez menos o ombro afetado. Essa restrição dos movimentos do ombro pode levar ao surgimento de um segundo problema, que é a capsulite adesiva, também conhecida como ombro congelado, e isso é assunto para detalharmos em um outro momento.

Sendo que a bursite no ombro caso não seja tratada na sua fase inicial, a inflamação tende a ser tornar crônica e de mais difícil resolução. Em casa normalmente recomendo o repouso, aplicação de gelo local para controle da dor.

A utilização de gelo deve ser utilizada com a orientação do seu fisioterapeuta, podendo ser de diversas formas, como com o gelo picado ou em pedra, envolto em um pano, ou com bolsas especiais. Estas bolsas são encontradas em farmácias e em casas de materiais hospitalares, e podem ter de vários tipos e tamanhos, podendo ser flexível ou com velcro. Seja qual for a técnica escolhida, o uso de gelo deve ser interrompido em caso de desconforto ou perda da sensibilidade significante. O tempo de contato do gelo com o corpo não deverá ser superior a 20 minutos, para não queimar a pele.

Durante a aplicação da crioterapia, dependendo da modalidade usada e da área a ser tratada, os primeiros dois minutos provocarão sensação de queimação e dor, isso pode manter-se até aproximadamente 5 minutos numa intensidade cada vez menor. Após essa fase, começará a ter acomodação da dor e surgirá a analgesia ou uma sensação de anestesia.

Como prevenir a bursite?

• Alongamentos antes de fazer exercícios físico, • Fortaleça a musculatura ao redor do ombro, • Faça pausas durante a realização de exercícios repetitivos, • Mantenha sempre uma boa postura corporal, tanto no trabalho como nas atividades diárias.

A fisioterapia é essencial para manter a função articular do ombro e ajudar a combater a dor e o processo inflamatório. Um tratamento fisioterapêutico bem orientado, utilizando exercícios adequados, previne a instalação de um quadro de rigidez marcada no ombro. O objetivo é retomar gradualmente os movimentos visando também fortalecer a fim de proteger a articulação de novas lesões.

Leandro Borges é Fisioterapeuta e Instrutor de Pilates, Pós-graduado em Traumato-ortopedia com ênfase em Terapias Manuais.

Contato: 99550-9212 ( whatsapp )

Email: leandrorjfisio@hotmail.com

Blog do Facebook: Fisiot. Leandro Borges

#Fisioterapia #Bursite

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