• Cristiane Pontes - Enfermeira

SAÚDEnews | Esporotricose: Aprendendo a zelar pela sua saúde e a do seu gato


A esporotricose é uma micose da pele que atinge também os vasos linfáticos próximos ao local da lesão. Todas as formas de esporotricose em homens são causadas por uma única espécie de fungo, o Sporothrix schenckii (S. schenckii).

A doença era comum em jardineiros, agricultores ou pessoas que tivessem contato com plantas e solo em ambientes naturais onde o fungo pudesse estar presente.Conhecida assim, como doença de jardineiro, pois o fungo causador da esporotricose, geralmente habita o solo, palhas, vegetais e madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. O homem pega o fungo geralmente após algum pequeno acidente, como uma pancada que cause uma ferida e onde a pele entra em contato com algum meio contaminado pelo fungo.

Outra forma de contágio são arranhões e mordidas de animais que já tenham a doença ou o contato de pele diretamente com as lesões de bichos contaminados.O felino doméstico representa papel fundamental na transmissão do agente a outros animais e para o homem, sendo que os relatos envolvendo essa espécie animal (gato) demonstra que o homem adquire a micose através de arranhadura, mordedura ou pela contaminação por uma lesão na pele preexistente.

Desde o final da década de 1990, no Estado do Rio de Janeiro, tem sido grande a ocorrência da doença em animais, especialmente em gatos.

Os nódulos (“caroços”) na pele acima da lesão,surgem no trajeto dos vasos linfáticos apresentando coloração avermelhada da pele.Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de “carocinhos” ou feridas. Aparecem as ínguas (nódulo axilar ou inguinal palpável) e ainda pode ocorrer dor nas articulações e dor no local do comprometimento dos vasos linfáticos. Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o ideal é procurar um médico dermatologista, para o diagnóstico e tratamento

O tratamento recomendado, na maioria dos casos humanos e animais, é comantifúngico que deve ser receitado por médico ou veterinário (no caso de animais doentes). A dose do medicamento a ser administradoserá avaliada por esses profissionais, de acordo com a gravidade da doença. O tratamento pode durar meses ou mais de um ano. É muito importante que o tratamento seja seguido de maneira correta.

No momento não existe vacina contra a esporotricose.

A transmissão entre animais tem ocorrido através de arranhaduras, mordeduras ou contato com as secreções de lesões de gatos doentes.Por isso é importante que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o animal doente receba o tratamento adequado.Nos gatos, as manifestações clínicas da esporotricose são variadas. Os sinais mais observados são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente e espirros frequentes que auxiliam o diagnóstico.

O tratamento é prolongado em animais também (em casos mais graves, com duração de mais de um ano) e exige cuidados especiais pelo dono para que este não contraia a doença.

Muitos proprietários que são infectados pelos animais temem outros casos no domicílio e abandonam seus gatos.

Após a contaminação, há um período de incubação, que pode variar de poucos dias a 3 meses.

A esporotricose apresenta formas cutâneas, restritas à pele, tecido subcutâneo e sistema linfático, que são as mais frequentes, e formas extracutâneas, que afetam outros órgãos e são mais raras.Na forma extracutânea a infecção atinge outros órgãos como: pulmão, testículos, ossos, articulações e sistema nervoso. Nesta forma, a via de contaminação costuma ser a ingestão ou inalação do fungo e também pode haver imunodepressão do paciente.

Lesões na pele de um paciente causadas pelo fungo Sporothrix schenckii (S. schenckii).

A forma que a doença se apresenta é determinada pela resposta imunológica do hospedeiro (o doente- humano ou animal). Formas graves da doença, podem necessitar de tratamento por via venosa.

Cuidados em geral: - Isolar o gato do contato com outros animais, separando-o num ambiente próprio, para que receba os cuidados de que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa. - Evitar espremer a lesão e não usar pomadas não receitadas por um médico! - Animais doentes não devem nunca ser abandonados. Se isso acontecer, eles vão espalhar ainda mais a doença.

- Caso suspeite que seu animal de estimação está com esporotricose, procure um médico veterinário para receber orientações sobre como cuidar dele sem correr o risco de ser também contaminado.

- A melhor solução para evitar que a doença se espalhe é cuidar dos animais doentes, adotando, para isso, algumas precauções simples, como o uso de luvas e a lavagem das mãos.

- Uma boa higienização do ambiente pode ajudar a reduzir a quantidade de fungos dispersos e, assim, novas contaminações.

- Não abandone, maltrate ou sacrifique o animal com suspeita da doença.

- Em caso de morte dos animais doentes, não se deve enterrar os corpos, para evitar que o fungo se espalhe pelo solo. Deve ser encaminhado ao serviço de veterinária para necropsia e posterior cremação.

- Isolar o animal doente do contato de crianças

- Não é recomendado que se manipule o local das lesões nos animais, pois pode aumentar o risco de infecção nos cuidadores.

- A administração do medicamento em animais só deve ser feita após avaliação veterinária.

Lesão em região nasal em felino

Locais de atendimento para a população: - Clínicas e ambulatórios de dermatologia. - O atendimento de esporotricose no Rio de Janeiro é realizado por médicos de Postos de Saúde. - Casos que apresentam uma complexidade maior, serão então encaminhados para o Centro Clínico do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, onde a consulta médica é previamente agendada, mediante a posse de encaminhamento. - Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais - Telefone (21) 3402-0388 (Centro de Proteção Animal). - O Ipec/Fiocruz atende pessoas com doenças infecciosas e parasitárias-Ambulatório do Ipec (21) 3865-9506. Atendimento aos animais: O animal com suspeita de esporotricose deve ser levado a uma clínica veterinária. - Unidade de Medicina Veterinária da Prefeitura, informações acesse o site www.rio.rj.gov.br/ijv . - Centro de Controle de Zoonoses no Rio de Janeiro (21) 3395-1595. - Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro telefone 1746 sitehttp://www.1746.rio.gov.br/. - Prefeitura:1746 - Unidade Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (UJV):ijv@rio.rj.gov.br - Administração no Centro Administrativo São Sebastião (CASS):2292-6516;

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