• Alexandre Madruga

Uma bandalha que congestiona as pequenas ruas do Jardim Sulacap


Um pouco antes da inauguração da Transolímpica para o público, logo após as Olimpíadas em 2016, a Prefeitura do Rio precisou fazer alterações viárias em algumas ruas do bairro, visando o impacto da abertura da via expressa. As vias mais impactadas foram as Ruas Oliveira Martins, Carlos Pontes, Desembargador Oliveira Sobrinho e General Azambuja Villanova. Uma das medidas que causou reclamação, ainda durante as obras, foi o fechamento do acesso na Avenida Marechal Fontenelle ao fim da Carlos Pontes, para seguir em destino a Mallet. Já nessa época, as bandalhas ficaram constantes, pois os motoristas não queriam fazer o retorno pela Rua Pacífico Pereira, mais conhecida como tobogã, a pista de desemboque da Estrada do Catonho e de grande fluxo de veículos.

Com o clamor popular, a Associação de Moradores de Sulacap (AMISUL) recebeu abaixo-assinados e uma reunião emergencial foi marcada com a Companhia de Engenharia de Tráfego (Cet-Rio). Naquela época, o trajeto da pista auxiliar ("ciclovia") no Restaurante Peixe Frito estava em mão única, sentido Praça Mário Saraiva.

A maioria dos moradores presentes, que lotaram o auditório do Galpão Comunitário, eram das ruas impactadas e fizeram valer o direito deles. Os moradores da Rua Joaquim Ferreira compareceram para impedir a abertura do portão que ligava a Rua Carlos Pontes. A justificativa era a segurança e a Prefeitura que pensava em retirar o portão, foi demovida da ideia. Outro pedido foi a reabertura do acesso na Marechal Fontenelle para ir em direção a Mallet. A Prefeitura iria deixar o acesso fechado definitivamente, obrigando o retorno pelo tobogã, mas atendendo pedido dos moradores, o acesso foi reaberto, assim como a conversão em mão dupla da pista do Peixe Frito.

Atendido esses pedidos dos moradores em sua maioria presentes a reunião, ficou a cargo da Cet-Rio resolver como ordenar o trânsito, para que os motoristas oriundos da Praça Mário Saraiva, pudessem acessar a Rua Carlos Pontes e seguir para Mallet pela Marechal Fontenelle em segurança. A ideia era evitar o "x" na Carlos Pontes, entre veiculos vindo da Sulacap e outros da via expressa. A saída que a Prefeitura encontrou, para evitar maiores despesas e derrubada de árvores foi o resultado do que é hoje.

Ficou decidido, após uma obra que para acessar a General Azambuja Villanova e em seguida a Carlos Pontes, os motoristas precisam acessar a Desembargador Oliveira Sobrinho, pois o pequeno trecho da "ciclovia" entre a Desembargador e Azambuja virou contramão. Infelizmente, muitos motoristas não respeitam a sinalização, insistem em fazer uma bandalha para acessar a Carlos Pontes e essa manobra vem causando sérios problemas no trânsito dentro do bairro.

Como se não bastasse o acesso a Rua Carlos Pontes estar com uma agulha em ângulo que dificulta manobra, os bandalheiros (como na foto), pegam a contramão tanto em parte da "ciclovia", como na agulha de acesso que desce a Transolímpica. Resultado tem sido um trânsito praticamente parado e infernal, tendo dias que os carros tomam todas as ruas internas do bairro, por conta da falta de educação de alguns motoristas.

A Prefeitura queria outro projeto totalmente diferente do atual, mas atendendo pedido dos moradores precisou adaptar um projeto alternativo, por conta do clamor popular em manter certas ruas fechadas e facilitar o acesso em destino a Mallet. Hoje, os moradores desses locais estão com o ônus de engarrafamentos gigantes, buzinas estridentes e sem direito de saírem de suas casas.

O pedido popular foi atendido e agora o problema virou eterno.

#CarlosPontes #CetRio #Transolímpica #MarechalFontenelle

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