• Alexandre Madruga

PSICOnews | Estresse e os impactos psicológicos na quarentena


A quarentena, devido à pandemia gerada pelo novo coronavírus, tem provocado inúmeros prejuízos, tanto no cenário econômico, na saúde física, mental, como também nas relações interpessoais. Com o isolamento social muitos perderam seus empregos, sendo obrigados a ficarem em casa, mesmo contra a própria vontade. Com o passar do tempo, esse confinamento tornou-se uma armadinha emocional, gerando medo de sair de casa e retornar a vida normal.


É inegável que o decreto da quarentena, apesar de necessário para o controle da doença, aumentou a quantidade de pessoas ansiosas e depressivas. Além disso, muitas pessoas que se consideravam saldáveis nessa quarentena estão sendo acometidas de um estresse severo, entrando para a estatística de um novo grupo de sintomáticos, vítimas emocionais da pandemia do novo coronavírus.


Dentre os sintomas físicos do estresse, alguns são possíveis destacar: acne, dores de cabeça, dores no corpo, alergias ou problemas de pele, resfriados frequentes, diminuição da energia, insônia, alterações na libido, problemas digestivos, alterações no apetite, queda de cabelo, taquicardia, bruxismo, sudorese e tensão muscular.

É importante informar que esses sintomas não fazem parte necessariamente de um diagnóstico de estresse.

E caso você tenha algum desses sintomas, e se persistirem, procure um médico especialista para que possa fazer o diagnóstico preciso e tomar as devidas providências para um eventual tratamento, caso seja necessário.


Um estudo feito pela empresa Brooks em fevereiro desse ano identificou cinco fatores predominantes que são responsáveis por gerar estresse nas pessoas durante a quarentena, e dentre eles estão:


• Duração da quarentena: ao mesmo tempo em que as pessoas querem que acabe para que a vida volte ao normal, ficam com medo de não ser como antes, e por isso não se sentem seguras em sair de casa. E o fato dessa geração não ter experimentado tamanho isolamento, agrava a sensação de insegurança quanto a quarentena;


• Medo de infecção: o estudo aponta que, mulheres grávidas ou com crianças pequenas possuem um medo maior de se infectarem. Este medo também atinge as pessoas que possuem familiares próximos e principalmente os idosos. Quando são acometidos de algum sintoma que pode indicar o covid-19, como: tosse, dor de cabeça e outros, o medo aumenta provocando respostas psicológicas severamente negativas podendo perdurar por meses;


• Frustração e tédio: a rotina habitual prejudicada, a falta do contato físico com outras pessoas e a sensação de isolamento do resto do mundo tem sido angustiante para muitas pessoas nesse período;


• Suprimentos inadequados: o receio de não encontrar os suprimentos necessários para higiene pessoal e proteção contra o coronavírus, até mesmo o medo de comprar alimentos com embalagens contaminadas, ou somente a suspeita de uma possível falta de algum produto, ou aumento abusivo de preços, tem provocado sintomas de ansiedade, raiva, estresse, podendo perdurar por 6 meses ou mais.


• Informações inadequadas: não é um segredo que vivemos em uma crise política em nosso país, onde os poderes não entram em acordos para o bem da população. Isso acaba comprometendo as informações quanto ao uso de máscaras, abertura dos comércios ou a data final para a quarentena. Além disso, pelo fato do coronavírus ser uma doença totalmente desconhecida, não se sabe ao certo como ela atua, muito menos o método adequado para o tratamento, nem mesmo a tão esperada notícia de uma vacina para a cura do novo coronavírus.


O que fazer para combater o estresse?

Como todas as doenças relatadas em meus artigos aqui publicados, recomendo que procure um medico especialista como principal medida para o diagnóstico de tais problemas emocionais. Porém, existe algumas atividades terapêuticas cientificamente provadas que podem auxiliar na diminuição de crises de ansiedade, depressão, estresse, entre outros, como: hipnose clínica, prática de atividades físicas, atividades esportivas, yoga, pilates, meditação ou mindfulness, prática de respiração consciente que são

exercícios respiratórios que atuam no estímulo do sistema nervoso parassimpático relaxando o corpo e mente.


Danny Reis é Hipnoterapeuta, Constelador Familiar, graduando em psicologia(Estácio), pós graduando em neurociências(UFRJ) e treinador comportamental.

Para mais informações sobre programas terapêuticos e técnicas de respiração consciente: Instagram: @dannyreis.terapeuta; cel e whatsapp: (21) 96496-9622.





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