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  • Foto do escritorAlexandre Madruga

Pesquisa sobre covid-19, coloca Realengo e Campo Grande como bairros de maior letalidade


Com metodologia do Ibope, estudo foi feito a partir de 3,2 mil testes rápidos em moradores de Rocinha, Maré, Cidade de Deus, Rio das Pedras, Realengo e Campo Grande


A Prefeitura do Rio divulgou nesta segunda-feira (22/06) o resultado da primeira etapa da pesquisa realizada com colaboração do Ibope para identificar incidência e letalidade da covid-19 em comunidades cariocas. O trabalho analisou 3.210 coletas de testes rápidos feitos em moradores de seis regiões: Rocinha, Maré, Cidade de Deus, Rio das Pedras, Realengo e Campo Grande. A pesquisa é dividida em cinco fases. A segunda começará em 01/07, nos mesmos locais. O trabalho serve para acompanhamento sobre a prevalência e a incidência do novo coronavírus em áreas carentes e com grande número de pessoas.


O resultado da primeira etapa da pesquisa mostra o percentual de infectados, de pessoas sintomáticas e não sintomáticas, e permite comparação entre as regiões. A investigação ainda correlaciona sintomas, letalidade e faixas etárias acometidas pela covid-19. “Fizemos amostras e verificamos quantos positivos e negativos para o coronavirus há nesses locais, e qual a proporção de letalidade. Chegou a circular em algum momento a notícia de que a taxa de letalidade por covid-19 no Rio era maior do que em outras grandes cidades do Brasil e do mundo, mas esse levantamento mostrou que não. E na próxima fase da pesquisa, vamos apurar qual a velocidade de disseminação do vírus. Esse estudo, feito com o Ibope, mostra como a doença se espalha nas nossas comunidades”, explicou o prefeito Marcelo Crivella, ao lado da secretaria municipal de Saúde, Beatriz Busch, e da subsecretária municipal de Vigilância Sanitária, Márcia Rolim.

Veja alguns dados importantes da pesquisa

O levantamento da Prefeitura e do Ibope apontou que o maior percentual de casos positivos nas seis regiões pesquisadas ocorreu na Cidade de Deus: 28%. O menor, em Campo Grande: 5%.


Em relação aos sintomas, entre os positivos para o coronavirus, o índice que prevaleceu foi o de assintomáticos. As pessoas que tinham o vírus mas não apresentaram sintomas foram 52%. Apenas 1% dos entrevistados e testados relataram ter apresentado todos os sete sintomas averiguados: febre, cansaço, dor no corpo, dor de garganta, tosse, dispnéia (falta de ar) e diarréia.

Quanto à letalidade (número de mortos em relação ao total de infectados), os índices foram os seguintes: 0,2% em Rio das Pedras; 0,3% na Maré e na Rocinha; 0,4% na Cidade de Deus; 1,2% em Realengo; e 1,8% em Campo Grande. Letalidade é a proporção, ao longo de um determinado período de tempo, entre o número de mortes por uma doença e o número total de doentes que sofrem dessa doença.

A taxa de letalidade é calculada: número de óbitos pela doença numa área e período (ex. 6)/ número total de pessoas com a doença na mesma área e período (ex. 48) * 100 = 12,5.

Outra informação relevante: o percentual de casos positivos mas sem sintoma foi mais alto entre os mais idosos. A incidência foi de 67% entre quem tinha de 80 a 89 anos. Esse percentual foi de 50% entre os adultos de 30 a 39 anos e de 45% entre os com idades de 40 a 49 anos.


Segunda fase da pesquisa vai identificar velocidade do contágio do covid em comunidades

O levantamento foi feito com indivíduos de 18 anos ou mais, residentes na cidade do Rio de Janeiro. As áreas, domicílios e indivíduos que participaram do trabalho foram escolhidos por meio de sorteios randomizados (processo de seleção em que cada paciente tem a mesma probabilidade de ser sorteado para formar a amostra ou para ser alocado em um dos grupos de estudo).


O estudo foi realizado por equipes da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância de Saúde e da Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, órgãos vinculados à Secretaria de Saúde do município. Com a realização das próximas etapas, a Prefeitura do Rio vai acompanhar a velocidade de expansão do número de contaminados.

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