• Benilce Benvindo - Assistente Social

SERVSOCIALnews | Eu só quero é ser feliz, amar e ser amado na família que eu nasci


Muitos com certeza vão lembrar do início desse título por conta da letra de um funk da década de 90, bom e foi isso mesmo que aconteceu comigo, nesse tempo eu começava a me preocupar com as questões sociais e algo dentro de mim remoía para que eu mudasse esse cenário. E ao me pegar em longos questionamentos a cerca da realidade brasileira de muitas famílias pobres, mesmo com tamanha ingenuidade pois tinha apenas 19 ou 20 anos, percebia que eu sozinha não poderia fazer muito, mas acreditava que com algum conhecimento poderia agir nem que fosse por uma minoria.

Decidi que seria Assistente Social e hoje eu sou, no decorrer desses 20 anos entre faculdade, experiências de estágio e de profissão, já em exercício me dei conta de tão grandioso é o trabalho com famílias, sua existência sua complexidade e ao mesmo tempo sua simplicidade. Muitos dão um valor extremo a bens materias sem nenhuma noção do que é ser, pertencer, estar, amar e ser amado por uma família.

Família não tem valor financeiro, não se compra, não se aluga, família se vive momentos de afeto, de esperança e de verdadeiros amigos, e é no seio familiar que construímos os alicerces de nossas vidas, que deixamos o legado de princípios e valores.

Em minha experiência profissional tenho me alegrado bastante em ver famílias de classes sociais com menos recursos, criando laços afetivos entre seu filhos, dando margem a se tornarem exemplos para tantas outras, pois cultivam a autonomia, o desenvolvimento humano e o fortalecimento de boas condutas.

A família hoje é algo precioso, não importa sua formação ou seja, não importa quem são seus membros ou como foi organizada ou reorganizada. Enquanto família ela tem o poder de traçar conceitos, eliminando formas de preconceito, intolerância, discriminação e violência, através do diálogo, conversas e esclarecimentos, não delegue a outros o papel da família e a sua função ativa de orientar futuros cidadãos.

Caros leitores existe uma necessidade enorme de ouvir e ser ouvido, nenhum de nós vive sozinho, nenhum de nós é capaz de não estabelecer contato com outras pessoas, então comece por ouvir quem te cerca, perceber seus movimentos, durante minha experiência com famílias que possuíam algum membro da família envolvido com o uso de drogas ou envolvido em algum delito, relataram não ter percebido o que acontecia com esse individuo e quando se davam conta a situação já estava bem avançada. As principais desculpas eram “poxa eu nem parava em casa” ou “Nossa como eu não percebi, quase não falava com ele, só vivia trancado no quarto” ou “Fulano passava o dia fora de casa”.

E não há de ser necessário explicar que entre essas situações muitas se diferem, famílias não são iguais, e é claro, todo tipo de família deve ser respeitada, pois quando me refiro ao título dessa coluna, me refiro também a família adotiva pois a partir do momento que a criança ou o adolescente passa a ser parte daquele grupo familiar adotante ele acabou de nascer para essa família, considero um renascimento e portanto deve e deverá ser feliz, amar e ser amado.

Essa coluna tem como base uma reflexão a cerca das famílias acompanhadas e atendidas por mim, pautada no meu conhecimento e em minhas experiências profissionais.

Caro leitor querendo contribuir ou realizar alguma sugestão , entre em contato através do email: valeubere@hotmail.com. Agradeço imensamente a oportunidade.

Sou Benilce, Assistente Social pela Universidade Castelo Branco, especialista em Terapia de Família pela Universidade Cândido Mendes e Historiadora pelas Faculdades Integradas Simonsen, possuo ampla experiência com famílias em situação de vulnerabilidade social e crianças e adolescentes com deficiência.

#Família #Amado #Amor #ServiçoSocial

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