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TRANSOLÍMPICA – Parte 3 | Mapas da Transolímpica divulgados

July 9, 2019

Em junho de 2011, uma moradora da Vila Carolina (que fica em frente ao Cefap) esteve no escritório do engenheiro Eduardo Fagundes, responsável pela Transolímpica, e conseguiu uma cópia detalhada do mapa da via expressa, do setor que abrangeria da estrada Marechal Fontenelle até parte da rua Tobias Monteiro em Sulacap. Dias depois, a planta completa do projeto básico da Transolímpica, feita em parceria da Invepar com a Sandotécnica, foi apresentado a Amisul numa reunião no mesmo mês de junho. 


O engenheiro da Transolímpica, Eduardo Fagundes, buscou mais informações sobre a via expressa. Na época, houve a informação que o shopping não existiria devido a passagem da Transolímpica, mas a Prefeitura desejava o novo empreendimento na região e buscaria negociar com o Parque Shopping Sulacap a cessão parcial do terreno para a passagem da via expressa. Como o shopping disponibilizou apenas 20 metros do terreno, a opção foi descartada. Fagundes explicaria a necessidade de pelo menos 30 metros em caso de passagem da estrada exclusivamente, e 40 metros caso instalasse um ponto de BRT no mesmo terreno junto ao shopping, o que era desejo do empreendimento comercial. Diante da inflexibilidade nas negociações em ceder mais metros, a Prefeitura estudou outro projeto, buscando minimizar despesas, já que se a via passasse pelo Parque Shopping Sulacap o custo da obra seria muito alto. Nesse trajeto haveria a construção de um pequeno túnel perfurando a pedreira, viadutos e contenção de encostas no morro por trás do Cemitério Jardim da Saudade até a entrada dos túneis no Morro do Engenho. A solução, então, foi mudar o trajeto.

Após os insistentes pedidos da Amisul pela mudança que impactaria menos remoções de casas, o engenheiro da obra viu possibilidade de alteração da via de saída, no sentido Av.Brasil. Contudo, mesmo com a alteração, Fagundes entendia que no máximo apenas cinco casas da rua Tobias Monteiro seriam poupadas parcialmente. Ou seja, mesmo com a mudança na alça da via expressa, essas cinco casas seriam atingidas em parte. Quanto ao restante das casas, nada seria alterado, assim como na avenida Carlos Pontes, nos imóveis paralelos à Tobias Monteiro, e, próximas ao cemitério até a altura do início do terreno do Posto de Saúde Prof. Masao Gotto. De acordo com a norma técnica, se no terreno desapropriado sobrar 100m², este somente sofreria desapropriação parcial e não em sua totalidade.


Na época, as chances da Vila Carolina “sobreviver” eram pequenas, uma vez o Cemitério não poderia sofrer desapropriação, além da construção do viaduto para manter o acesso ao Jardim da Saudade, a curva possível para evitar que o condomínio torna-se inviável.


Diante dos fatos, mas mantendo a luta para apresentar mudanças possíveis, a Amisul resolveu convocar os moradores que poderão ser desapropriados, para orientá-los de todos os procedimentos para conseguirem receber os valores de indenização. “Agora, nossa preocupação é com os moradores que devem ser atingidos. Ajudá-los a entender as normas de desapropriação e o que precisam fazer, caso não estejam com documentação regularizada e como devem proceder quando os técnicos da Prefeitura forem às suas residências’, informou o então Diretor de Comunicação da Amisul, Alexandre Madruga.


Uma reunião em julho de 2011 seria realizada no Galpão Comunitário, a pedido da associação de moradores, com o engenheiro da Transolímpica, Eduardo Fagundes e a Secretária do Departamento de Desapropriações, Ana Nacif, para tirar as dúvidas dos moradores e responder questionamentos. Quanto as desapropriações, Nacif trouxe novos dados sobre promessas de compra e venda, inventariantes e documentação.


Toda reunião foi registrada e postada nas redes sociais. Confiram abaixo:

 

 

 

 

 

No fim de julho de 2011, a licitação seria criada e um vídeo atualizado seria divulgado com o novo trajeto, reduzindo o número de desapropriações no bairro em quase 60%, graças a união de moradores e da Amisul, que se empenhou diretamente ao então prefeito Eduardo Paes.


Após a conquista na redução de quase 60% de remoção de residências na Rua Carlos Pontes e Vila Carolina (que fica em frente ao Cefap), em agosto de 2011 um último vídeo, mais atualizado sobre o Corredor de Transporte Transolímpica foi divulgado no mês anterior. Percebam que esse difere na pintura cinza no meio da pista, indicando o corredor segregado do BRT. Outra diferença é o começo da via na Barra da Tijuca.

Mas a licitação era o mais importante, pois daria todas as informações detalhadas do projeto. Em 04/08/2011, o Diário Oficial do Município publicaria a licitação, que teria como objetivo a “Concessão para Implantação, Operação, Manutenção, Monitoração, Conservação e realização de melhorias do Corredor Expresso Transolímpica, ligando a Barra da Tijuca a Deodoro”.


A Secretaria Municipal de Obras publicou edital de licitação de concessão de obra da ligação Transolímpica, via com aproximadamente 13 quilômetros ligando a Avenida dos Bandeirantes (Barra da Tijuca), até a Avenida Brasil, na altura de Deodoro. O valor estimado da obra foi de R$ 1,6 bilhão, com recursos de quem vencesse a licitação, teria direito a pedagiar a via por 35 anos, incluindo os quatro anos de obras.

De acordo com o projeto, a Transolímpica integrava o caderno de encargos assinado pela Prefeitura com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para a competição, para encurtar o tempo de deslocamento – de carro ou de ônibus – entre as duas regiões (Deodoro-Barra), o que facilitará o acesso do público.


Atualmente, o Corredor Tancredo Neves, mais conhecido como Transolímpica será administrado pela ViaRio até 2047, quando devolverá ao município toda estrutura criada, como o prédio, Central de Operações e toda logística de operação da via, como carros, guinchos e socorros.

 

Nessa nova licitação, certamente o valor será consideravelmente reduzido (Como aconteceu na Ponte Rio-Niterói), uma vez que todo custo da obra já terá sido pago durante a gestão da ViaRio.

 

 


 

 

 

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