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CINEnews | Além de Star Wars: um pouco mais sobre Carrie Fisher

Sendo um dos maiores marcos e referência até hoje nos quesitos “ficção científica” e “efeitos especiais”, Star Wars marcou gerações com suas histórias divertidas e emocionantes. Uma das personagens principais da primeira trilogia foi Leia Organa, interpretada por Carrie Fisher.


Carrie faria 62 anos no próximo domingo, dia 21. Por isso, o CINENews resolveu fazer uma pequena homenagem à atriz, mostrando que ela não era apenas uma princesa/general na saga, ela era também uma rainha dos roteiros e serviu de inspiração para muita gente. Embarque conosco nesta aventura:

Carrie Frances Fisher nasceu em Burbank, na Califórnia. Seus pais, o cantor Eddie Fisher e a atriz Debbie Reynolds perceberam, desde cedo, o interesse de Carrie pela atuação e sempre a apoiaram a seguir carreira na área. Não tardou para que o interesse se tornasse profissão, e, durante seus estudos na renomada London’s Central School of Speech and Drama, Carrie fez sua estreia nas telonas, na comédia “Shampoo” de 1975.

Daí em diante, ela não parou mais. Dois anos mais tarde, a atriz americana atuaria no longa que a eternizaria por gerações: “Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança”. Nele, Fisher interpretou a destemida e forte Princesa Leia Organa, que luta para salvar a galáxia de um terrível tirano.


Em 1980, ela participou da continuação da saga: “Star Wars Episódio V: O Império Contra Ataca”, e também do longa de comédia “Os Irmãos Cara de Pau”.

Apesar de a carreira estar indo de vento em polpa, Fisher desenvolveu um sério vício em drogas e, seu companheiro de cena em “Os Irmãos Cara de Pau”, John Belushi, a acompanhava nele. Belushi faleceu de overdose aos 33 anos e Carrie, continuava a usar maconha, álcool e cocaína.


Algum tempo depois, já recuperada, Carrie foi diagnosticada com transtorno bipolar. O assunto teve grande importância em sua vida, e ela se pronunciava abertamente sobre ele em discursos, entrevistas e palestras. Ela foi uma das primeiras celebridades a falar, sem reservas, sobre o tema, e isso fez com que muitos outros fizessem o mesmo. Em diversas ocasiões, a atriz afirmou que escrever e atuar a ajudavam bastante a lidar com a bipolaridade.

Em 1983, Carrie Fisher mais uma vez protagonizou um filme da trilogia Star Wars, dessa vez “Star Wars Episódio VI: O Retorno Jedi”. Dois anos depois, estrelou no longa de Woody Allen, “Hannah e Suas Irmãs”, que foi muito bem recebido pela crítica e consolidou de vez o nome de Carrie entre as maiores estrelas do cinema.


No ano de 1987, toda a sua paixão pela escrita se transformou em um livro auto-biográfico chamado “Postcards from the Edge”, em que conta sua história pessoal de vida de forma satirizada e novelizada. Em 2004, o livro ganhou uma continuação, chamada “The Best Awful There Is”, que dá sequência ao enredo e eventos explorados no primeiro volume.


“Postcards from the Edge” foi adaptado cinematograficamente em 1990 e, aqui no Brasil, recebeu o nome “Lembranças de Hollywood”, o elenco foi composto por estrelas como Meryl Streep, Shirley MacLaine e Dennis Quaid. Fisher foi a responsável por adaptar o livro em um roteiro, uma decisão acertada pela produção do longa, já que ele lhe rendeu uma indicação ao prêmio BAFTA do ano seguinte, na categoria Melhor Roteiro Adaptado.

Uma faceta de Fisher que, talvez, poucos saibam a respeito, é que ela costumava trabalhar também editando e aprimorando textos e roteiros de outros escritores. O ofício começou com pequenas alterações em falas de personagens que ela interpretava até que, no início da década de 90, recebeu um convite de George Lucas, para ajudá-lo na escrita do roteiro de “O Jovem Indiana Jones”. Posteriormente, ela contribuiu no roteiro de diversos outros longas, dentre eles: “Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma” (1999), “Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones” (2002), “Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005) e “Hook – A Volta do Capitão Gancho (1991)”.


Em 2001, Carrie Fisher volta a escrever seus próprios roteiros e lança o longa “As Damas de Hollywood”, onde também foi produtora e atuou, juntamente com sua mãe Debbie Reynolds, Shirley MacLaine, Joan Collins e sua ex-madrasta, Elizabeth Taylor.

Cinco anos depois, Carrie enveredou pelo teatro, atuando e escrevendo a peça biográfica “Wishful Drinking” que, em 2008, foi transformada em livro e em 2009, ganhou uma versão em audiobook que foi indicada ao Grammy Awards. Um ano mais tarde, a obra também ganhou uma versão cinematográfica em formato de documentário, exibido apenas na HBO. Em 2011, o documentário foi indicado ao Emmy de Melhor Especial de Variedade, Música ou Comédia.

Falando em indicações, anos antes, em 2008, Fisher já havia sido indicada ao Emmy; na citada ocasião, concorria na categoria de Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia, por sua participação em “30 Rock”.


Em 2015, temos o retorno da Princesa Leia ao cinema, agora, ocupando o cargo de General, no filme “Star Wars: O Despertar da Força”.

 

No ano seguinte, Fisher lança uma nova autobiografia intitulada “Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher”, nela, Carrie narrou apenas fatos reais de sua vida, como o caso que teve com o ator Harrison Ford, durante as gravações do primeiro filme da série Star Wars.


Carrie Fisher faleceu em 27 de dezembro de 2016, aos 60 anos de idade, após sofrer complicações de um ataque no coração que teve quatro dias antes de uma viagem de avião entre Londres e Los Angeles. Ela deixou uma filha, que também é atriz, Billie Lourd (a Chanel #3 em Scream Queens) de 26 anos, e um legado enorme no campo da atuação e roteiro. Ela era muito querida por fãs do mundo inteiro do universo Star Wars, e sempre surpreendeu a todos com sua sinceridade e eloquência em tratar de assuntos importantes, como a saúde mental. Ela inspirou e continuará inspirando pessoas de todas as partes do globo, por várias e várias gerações futuras.

 

Andressa Gonçalves é Colunista de Cinema por paixão. Designer de Interiores por opção. E futura Jornalista por vocação. Escrevo também para o Expedição Musical, Portal Mais Pop, George Ezra Brasil, Indieoclock e James Bay Brasil. Música e Cinema me fascinam.

Contato: miss.gonc00@gmail.com

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