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PSICOnews | A Morte e a Beleza

A triste notícia sobre a morte da bancária Lilian Calixto e de mais três mulheres causou comoção e reacendeu um importante alerta para todos nós. Quais os limites para se alcançar o corpo perfeito?

 

Desde os gregos, a busca pelo belo é uma constante do pensamento humano, alvo quase sempre das mais variadas tramas em dramas e tragédias envolvendo deuses e mortais.

 

A partir de Aristóteles, a beleza passou a agregar ainda mais atributos com o objetivo de provocar verdadeiras catarses (termo de origem filosófica com significado de limpeza ou purificação pessoal), e atravessou todos os tempos, impreguinando na arte a capacidade de transformar, mobilizar e surpreender tudo aquilo que era humano, fazendo-o alcançar patamares intangíveis.

 

O que falar e como não se impactar com a Mona Lisa, famosa pintura de Leonardo Da Vinci? E o que dizer do Davi   ou da Pietà de Michelangelo?

 

O que parece-me claro,  é que toda essa questão sobre a beleza é algo cíclico desde as primeiras sociedades, e fortemente presente no cenário atual. Haja vista que somos campeões em consumo da poderosa indústria de cosméticos e produtos relacionados à beleza de uma forma geral.

 

Infelizmente, junta-se a tudo isso o grande problema da dimensão ética de profissionais obsecados pelo poder da fama e do dinheiro, inclinados também a uma certa "psicopatia" e donos de egos altamente inflados, deformados e capazes de atravessar toda e qualquer barreira do bom senso e do respeito pela vida humana. Burlam seus conselhos e órgãos de classe e buscam vender de forma venal as ilusões como íscas para atrair pessoas, que muitas vezes necessitam de um cuidadoso trabalho de acolhimento e de interpretação no contexto psicológico antes mesmo de qualquer procedimento estético e cirúrgico.

 

Não esqueço da afirmação de uma conhecida minha e respeitada cirurgiã plástica no Rio de Janeiro, dizendo que todo cirurgião plástico deveria antes de qualquer coisa considerar-se quarenta por cento psicólogo.

 

Apesar de concordar em número, gênero e grau, confesso que não sei qual fórmula matemática fora utilizada para se alcançar essa curiosa porcentagem.

 

E assim, Lilian e tantas outras mulheres foram as mais novas vítimas de toda essa conjuntura social inclinada a enxergar de maneira míope o verdadeiro sentido da beleza.

 

E que sentido da beleza é esse que estamos aqui tentando traduzir?

Quem se arrisca em dar um palpite?

 

Acertou quem disse que a verdadeira beleza é aquela de vem de dentro, no sentido oposto do que somos habituados a imaginar.

 

Sentir-se pleno e em paz com suas próprias inseguranças, é o mesmo que estar o mais próximo possível da autêntica autonomia de sentir-se livre de bem com a vida e com o próprio corpo.

 

E antes de terminar, convoco aqui nosso habital exercício semanal:

Reconhecer nossos limites e aceitar nosso corpo é questão de prática e leva tempo, mas quando acontece é libertador!  E aí, vamos praticar?

 

Beijos, abraços e até a próxima semana!

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