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PSICOnews | #Não é normal - A saúde mental nas universidades (Parte 1)

Há mais de uma semana nosso canal canal de psicologia (@ofredexplica) vem realizando publicações dando especial destaque a respeito da saúde mental dos nossos jovens universitários. A preocupação com o assunto parece aumentar em resposta ao crescente número de casos de adoecimento e até mesmo de suicídio registrados nos últimos cinco ou seis meses.

 

Estima-se que 1(um) em casa 3(três) estudantes universitários apresentam algum tipo de doença mental. Entre as mais comuns estão a depressão, os transtornos de ansiedade, distúrbios do sono e alimentares, transtorno de pânico, além da somatização de doenças clínicas, tais como a gastrite nervosa e as doenças de pele como por exemplo. 

 

Um importante adendo que podemos fazer ao alerta de hoje, é o fato  inquestionável que algumas pesquisas de países como Estados Unidos e Canadá veem conferindo especial destaque nos últimos anos ao sofrimento e ao adoecimento psicológico mais acentuado dos grupos LGBT. Principalmente na população jovem, em geral, estudantes da graduação. Fatores como, estar longe de casa, adaptação, pressão social, preconceito, aceitação e auto-aceitação, parecem ser os principais gatilhos para o surgimento de inúmeros transtornos de ordem emocional e mental que se pode observar no panorama atual.

 

Um importante movimento denominado "#Não é normal", surgiu na Universidade Federal de Viçosa e ganhou voz na Federal do Rio de Janeiro, justamente com o objetivo de fomentar debates e "por as cartas na mesa" no sentido de conscientizar a sociedade sobre a importância de se propor mudanças efetivas nas políticas públicas e no formato de uma certa lógica cultural institucionalizada nas universidades públicas brasileiras.

Segundo alguns importantes porta-vozes do movimento, é necessário repensar a universidade enquanto um ambiente tradicionalista, burocrata, violento e cada vez mais míope ao aluno enquanto indivíduo humano.

 

E quanto a questão da violência, é evidente que trata-se aqui do pior e mais cruel tipo de violência. A violência silenciosa, que muitas vezes parece caracterizar-se por aquela tradicional imagem do lobo vestido de cordeiro. Ou seja, a violência do abuso de poder, das exigências que estão para além do absurdo, do apagamento da subjetividade do aluno, das ameaças diretas ou veladas, etc.

 

Não podemos e nem devemos naturalizar o sofrimento, mesmo quando este se mostra aparentemente a favor das conquistas do jovem aluno. É possível produzir, e principalmente produzir com qualidade sem acabar com a saúde mental! Sabemos também que competência e dedicação costumam andar de mãos dadas, mas de nada adiantam diante do aluno em crise, repleto de culpa e com sentimentos de inferioridade e de auto-desvalorização.

 

Além disso tudo, ainda precisamos combater aqueles desavisados que insistem em achar que saúde mental é frescura e que tudo se resolve com frieza e racionalidade. Estes também certamente padecem de uma séria doença mental!

 

E nesse contexto, convido ao caro leitor mais uma vez ao exercício da reflexão para que possamos propor juntos algumas sugestões, idéias e iniciativas para auxiliar nessa importante campanha aqui apresentada.

Na próxima semana continuaremos a falar sobre o assunto e revelaremos boas surpresas do nosso canal para ajudar nessa importante causa.

 

Não percam e até semana que vem!

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