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PSICOnews | Xô preconceito!

Nas vésperas da realização do maior evento esportivo do mundo, o Rio de Janeiro foi destaque na mais intensa semana de combate ao preconceito e a intolerância do ano.

 

Em apenas quatro ou cinco dias foram realizados diversos eventos que lembraram e reforçaram a necessidade das campanhas na conscientização de temas que ainda parecem ser um desafio para a evolução de uma sociedade mais justa e mais inclusiva.

 

Quem dera que tivéssemos em destaque em nosso calendário, os dias mundias de combate ao preconceito, unindo todas as nações assim como acontece com um certo esporte bastante popular, capaz de superar até mesmo as consideráveis barreiras do fuso horário. Certamente os resultados poderiam ser muito mais rápidos e satisfatórios.

Em 17 de maio de 2018 marcou-se o dia internacional contra a homofobia, evento que coloriu a fachada do Palácio Pedro Ernesto no centro do Rio com as cores da bandeira do arco-iris, e que promoveu encontros e caminhadas em vários momentos.

 

No dia 18 foi a vez de duas causas não menos importantes. O dia da Luta Antimanicomial e o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Ambos originados de iniciativas populares que denunciaram a violência e até mesmo a impunidade presente em setores da sociedade.

 

Corroborando afirmativas positivas a todo esse panorama sócio-político, o Conselho Federal de Psicologia relembrou no dia 13 de maio, data dos 130 anos da assinatura da Lei Áurea, uma importante resolução de número 018 do ano de 2002, na qual fica vetado a qualquer profissional psicólogo, fomentar, incentivar ou induzir direta ou indiretamente toda e qualquer iniciativa de discriminação de raça, cor e etinia.

 

Mesmo parecendo óbvio o papel e a função social nesse profissional, sabemos que ainda é necessário combater discursos tendenciosos que fogem aos princípios éticos e científicos que norteiam o preparo e uma formação livre de dogmas e de estigmas sociais.

 

Debates presenciais e on-line, video-conferências, palestras, caminhadas, passeatas passíficas e importantes iniciativas junto a associações e grupos, marcaram positivamente o calendário, deixando claro a mensagem de que ainda precisamos muito atingir um público cada vez maior, assim como fazer reverberar mais fortemente as vozes contra a violência em todos os setores, principalmente no campo político e educacional.

 

Quem sabe haverá um dia em que o famoso fenômeno de viralização tome conta de temas como estes e consigam fazer tanto sucesso quanto alguns memes ou alguns "influenciadores", quase sempre mais atentos ao próprio bolso do que na sua importante prática enquanto papel de transformador social.

 

E não nos esqueçamos jamais que falar sobre preconceito é o mesmo que olhar-se nos espelho todos os dias e ver refletida a própria imagem, num sequencial exercício de reflexão, auto-crítica e até mesmo de auto-análise. Pois o preconceito que habita do lado de dentro só se torna perigoso quando não sabemos reconhecer e medir sua dimensão na própria vida.

 

Antes de qualquer coisa, lembremos também daqueles preciosos pensamentos orientais, nos quais somos convidados a ouvir mais, julgar menos e amar de forma livre e saudável. Tudo isso não necessariamente nessa ordem.

 

E para terminar, deixo aqui uma pequena dinâmica chamada: Responda se puder!


Pergunta: De 0 a 10, qual o tamanho do seu preconceito?

 

Beijos e abraços em vossos corações e até a próxima semana.

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