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PEDIATRIAnews | Infecções após início da creche

Olá, mamães e papais! Uma condição muito comum que deixa muitos pais com os cabelos em pé são as inúmeras doenças que assolam as crianças quando elas começam a frequentar a creche ou a escola. Isso é bem mais comum e costuma preocupar mais ainda os pais quando as crianças são bebês. Mas será que isso é normal? O que fazer para prevenir infecções mais graves?


A imensa maioria dos quadros de infecções que ocorrem após a entrada da criança na creche ou escola são infecções virais, principalmente as de vias aéreas superiores – os chamados resfriados. Outras infecções, como doenças exantemáticas (incluindo a catapora, ou varicela), também se encontram no rol de doenças que as crianças transmitem de um lado para o outro. 


A grande questão é que nas crianças o sistema imunológico ainda não está completamente desenvolvido. Na verdade, o que faz com que os seres humanos adquiram a tão desejada imunidade às doenças é a ocorrência da infecção. Outras formas muito interessantes que temos para o desenvolvimento da imunidade são as vacinas. 


O leite materno também é uma proteção muito boa, mas não dura muito tempo: dura apenas o período que a criança é amamentada. Enquanto isso, o desenvolvimento das infecções ou as vacinas levam à chamada Imunidade Adquirida, ou seja, uma vez que ela se forma, estará lá a vida toda, protegendo contra as mesmas doenças, ou pelo menos, atenuando os sintomas. 


Sendo assim, as crianças, por não apresentarem ainda a imunidade adquirida para os milhões e milhões de vírus e bactérias que podem causar doenças, se tornam um prato cheio para o desenvolvimento de infecção atrás de infecção. E dá-lhe nariz entupido, depois febre, depois pintinhas no corpo etcetc (quem é pai / mãe de criança que está na creche sabe bem do que eu estou falando!). 


Mas e aí? O que fazer? Num primeiro momento, o ideal é não se desesperar! Isso que está acontecendo com seu filho acontece com quase todo mundo! Não tem muito como evitar: as crianças pequenas têm poucas noções de higiene e trocam brinquedos, chupetas, saliva, secreções... sem muitos pudores. Assim, é um tal de troca-troca de vírus que não dá para evitar e nem ficar neurótico!


É claro que muitas crianças apresentam infecções graves e ficam bem caidinhas... Esses casos sempre devem ser avaliados pelo pediatra da criança, que poderá sugerir uma investigação para imunodeficiência de acordo com cada quadro. Mas de uma maneira geral, infecções virais de repetição quando a criança entra na creche ou escola não indicam imunodeficiência não.


E o que fazer para evitar essas doenças? As doenças mais comuns, como resfriados de forma geral, são quase impossíveis de serem evitadas. O certo é ensinar a criança a lavar sempre suas mãos, principalmente após espirrar ou tossir, oferecer bastante líquido e se possível, evitar que a criança vá a creche quando estiver doente (eu sei que isso é muito difícil de fazer sempre, porque na maioria das vezes, se seguirmos isso, a criança nunca vai para a aula!). 


Outra medida de fundamental importância é a realização das vacinas nas épocas certas do calendário de vacinação. Dessa forma, você previne as doenças mais graves e com maiores chances de complicação no seu filho. 


As mamães que amamentam seus bebês até pelo menos 2 anos de idade também saem na frente: ajudam seus bebês a passarem por essa etapa da vida até que consigam formar bem seu sistema imunológico, evitando infecções de repetição e formas graves das doenças. 


De resto, só tenho a dizer a vocês: muita paciência que tudo isso passa!
Um abraço e até a próxima!
    
 

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