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HOLÍSTICOnews | O poder curador do abraço

Eu estava meditando sobre qual tema abordaria nessa semana. Nem pensei por muito tempo e uma frase “saltou” em minha mente, por escrito e “audível”: “O abraço. Fale sobre o abraço”.

 

Uma forma muito comum de cumprimentarmos uns aos outros é o abraço. Nem todos os povos têm esse hábito e mesmo aqui, no Brasil, nem todas as pessoas têm o hábito de cumprimentar com um abraço.

 

Mais que um cumprimento, o abraço pode ser terapêutico, trazendo sensações de bem-estar, conforto, aceitação etc.

 

De acordo com pesquisas na área médica, quando o abraço tem duração de aproximadamente 30 segundos, provoca um efeito benéfico, curativo, no corpo e na mente. Quando abraçamos outra pessoa ou mesmo nosso animal de estimação, aproximadamente no vigésimo segundo já começam a acontecer diversas reações bioquímicas nos cérebros dos que estão se abraçando. A reação mais importante é a liberação de um hormônio chamado ocitocina ou oxitocina, que vulgarmente é conhecido como o “hormônio do amor”, “hormônio do abraço”, “hormônio dos vínculos emocionais”.

 

Esse hormônio é produzido pelo hipotálamo (uma parte do nosso cérebro, considerada o centro de controle da maioria dos hormônios). Dentre outras coisas, o hormônio oxitocina é responsável por desenvolver o apego e a empatia entre as pessoas e reduzir nossa sensibilidade ao medo do desconhecido.

 

O ato de abraçar também nos faz liberar endorfinas, os mesmos hormônios que são os liberados após exercícios físicos e que dão uma grande sensação de bem-estar. E não para por aí: a ação da oxitocina diminui a pressão arterial e desacelera os batimentos cardíacos e também diminui os níveis do hormônio cortisol, que é o responsável pelo estresse.

 

Há vários “tipos” de abraço: ele pode ser um rápido gesto formal de cumprimento, com pouco contato e os conhecidos tapinhas nas costas; pode ser apenas colocar as mãos nos ombros apenas para fazer um “suporte” para que se dê os tradicionais beijinhos no rosto; pode ser aquele “abraço de homem” (onde apenas um dos ombros encosta no do outro), dentre outros. Entretanto, o abraço que realmente tem o poder de curar sensações ruins é aquele prolongado, afetuoso, dado com a alma, sem medo, sem receio de incomodar, mas pleno de afeto, que dá a sensação de aceitação, conforto, felicidade, plenitude e outras sensações positivas.

 

Existe uma troca energética muito forte e profunda com o abraço que é dado na intenção de gratidão, afeto, amor, empatia, solidariedade. Ele pode não curar o estresse de uma pessoa, já que a causa pode ser o convívio familiar, o trabalho etc, mas no momento em que é dado, traz um grande alívio e sensação de bem-estar a quem passa por problemas. O abraço também transmite e amplia o sentimento de gratidão.

 

Todavia, existem pessoas que sentem dificuldade em lidar com esse gesto de carinho. É como se elas criassem ao redor de si mesmas uma bolha, um arco de proteção imaginários. Alguns chegam a ter realmente medo de abraçar, o que já é um caso de transtorno e que precisa ser tratado não apenas com terapias, mas também com medicina convencional, pois o medo do contato os torna introvertidos e reservados excessivamente. Precisamos ter sensibilidade e respeitar os limites dos nossos irmãos e não sair por aí querendo forçar todo mundo a se abraçar!

 

O psicanalista Geraldo Caldeira (Belo Horizonte/MG), conta um caso interessante: um cliente foi atendido emergencialmente por seu psicanalista. Quando foi prescrever a medicação, o médico colocou a sua mão esquerda no ombro direito do paciente e escreveu a receita com a mão direita, que ficou livre. Quando teve que retornar ao consultório, aquele paciente contou que aquele gesto do médico foi sentido por ele como se fosse um abraço e que isso, para ele, foi o fato mais importante daquele atendimento emergencial (fonte: https://goo.gl/5uk4sE). Essa história nos dá uma pequena dimensão da importância de um abraço!

 

Existe até a Terapia do Abraço. Crianças autistas apresentam um bom resultado quando tratadas com a terapia do abraço, que é uma forma codificada de abraçar terapeuticamente. Michele Zappella, psiquiatra italiano, diz que a terapia do abraço visa reduzir o isolamento social, desenvolver laços de união e aumentar a comunicação entre as pessoas. Ele testou a terapia do abraço em 50 crianças autistas, com idade entre 3 a 15 anos, juntamente com suas famílias e os resultados foram os seguintes: 12% dessas crianças se normalizaram após 2 anos de tratamento; 18% delas perderam o comportamento autístico; 44% tiveram progressos considerados moderados e 26% não obtiveram resultados (fonte: https://goo.gl/5uk4sE).

 

Mas o abraço sempre precisa ser desejado e compartilhado, para não causar constrangimento, mal-estar etc. Particularmente, prefiro cumprimentar meus clientes (e a maioria das outras pessoas que eu cumprimento) com um afetuoso abraço, com muita troca de energia, que com um simples aperto de mão. Mas, respeitando a individualidade de cada um, o local e o momento, também cumprimento com aperto de mão, com mão nos ombros e um ou dois beijinhos no rosto... O importante é que todos se sintam bem, que o gesto seja verdadeiro, provido de fraternidade, empatia, calor humano. Abraçar por abraçar, não resolve muita coisa. Precisa haver “ágape”, o amor fraterno (leia meu artigo sobre o amor em https://goo.gl/5cZGuQ).

 

Um grande e afetuoso abraço em todos vocês!

Namastê!

 

Josi̊ Sàldanha é Numeróloga Cabalista, formada pela ABNC – Academia Brasileira de Numerologia Cabalística, Terapeuta Psicopedagoga Holística, em várias especialidades, afiliada à ABRATH – Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos, Pedagoga formada pela UERJ, Teóloga especialista em Ciências da Religião pela UNESA, Sacerdotisa há 15 anos, com dois livros publicados na área de Teologia.

 

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