• Tatiana Galvão

Vacina para as crianças | Voz da ciência com pesquisadora e cientista Tatiana Galvão

Atualizado: 14 de jan.


Será que não tem motivos para vacinar seu filho contra COVID-19 mesmo? O Brasil é o segundo País no Mundo onde mais ocorreram mortes por COVID em crianças. E CADA criança faz diferença para nós, não é verdade? A COVID matou mais que todas as doenças infecciosas preveníveis por vacina juntas no período. E sabemos que a COVID pode trazer sequelas como síndrome inflamatória multissistêmica, problemas cognitivos, cardíacos entre outros. Além disso, crianças são pouco testadas e não sabemos o real efeito de reinfecções nessa faixa etária. Já não temos motivos suficientes para vacinar nossos pequenos, portanto?


Sei que alguns apresentam medo das vacinas de mRNA achando que são tecnologias novas e não suficientemente testadas. O que não é verdade. As vacinas de mRNA já vem sendo testadas há anos em estudos pra outras doenças não sendo feita a “toque de caixa” não. A pandemia só favoreceu o aprimoramento e aplicação para COVID (tenho no feed a explicação da técnica). Essa tecnologia é um avanço e é bastante segura. Vacinas não podem gerar efeitos adversos após anos como muitos andam falando por aí. Os componentes são eliminados do organismo em pouco tempo. O que precisa ficar e fica é a memória que seu sistema imune adquire para agir rapidamente quando encontrar a proteína igual a gerada pela vacina. No caso, a proteína Spike no vírus. Testes pré-clínicos (em animais, antes de avançar para humanos) são conduzidos levando em consideração estudos de efeitos carcinogênicos (efeito cancerígeno) teratogênicos (durante desenvolvimento embrionário) e assim elas avançam para os ensaios clínicos. Existem muitas vacinas que ficaram pelo caminho. Não cumpriram segurança e eficácia e não seguiram!!! Seguem as que mostram segurança somente. Outro erro é chamar vacina aprovada e autorizada por agências reguladoras sérias, de experimental. Para a vacina ser aprovada, é preciso apresentar tantos dados, mas tantos dados… nossa! Desde o início de estudo até a finalização dos ensaios clínicos com todas as fases exigidas (tenho um vídeo no feed sobre as fases de ensaios clínicos).

Se foi autorizada não é experimental. A fase experimental foi realizada. Ponto! E nesse caso, ou seja, da vacina da Pfizer para crianças, além da autorização por diferentes agências reguladoras no Mundo, pelo corpo técnico da Anvisa aqui, ainda contaram com a avaliação de várias sociedades médicas externas dando parecer favorável.

Ok, vocês vão falar da miocardite. Evento raríssimo que é tratável e recuperável. Existe uma chance muito maior de se ter miocardite pela covid do que pela vacina. Estima-se algo em torno de 4 X mais chance com maior gravidade. Temos mais de 8,5 milhões de crianças entre 5-11 anos vacinadas no Mundo. E zero óbito! Leva isso em consideração!

Para aprovação, os benefícios no uso da vacina precisam superar os riscos. E a vacina da Pfizer traz benefícios superando, e muito, os riscos. E como verificaram isso? Conhecendo as reações adversas em estudo e durante a farmacovigilanfica (quando já utilizada no mundo real fora de estudos controlados) comparando com os efeitos da própria doença. Incluindo o que pode acontecer no pós-Covid como já mencionei acima. Eventos adversos em crianças por vacina são raros. Considera-se graves os que precisam de intervenção.

Já pararam para pensar que pais e responsáveis voluntariaram suas crianças nos estudos? E graças a isso e a Deus, temos resultados excelentes de uma vacina eficaz e segura.

Vacine seu filho com amor individual que você tem por ele, mas também como estratégia de saúde pública e coletiva. Várias doenças no Mundo só foram erradicadas por alta cobertura vacinal. Confie em Deus, na ciência e na vacina! Vacine!


Tatiana Galvão é pesquisadora e cientista da Fiocruz.

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