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  • Alexandre Madruga

Um caso de coronavírus em Sulacap não consta nos dados oficiais da Prefeitura


Mas outro caso está confirmado por documento de rede particular, mas hospital nega contaminação


Após atingir a zona oeste no mês de março, abril segue com más notícias. Um caso está confirmado e outro tem o termo "coronavírus" no documento entregue a paciente, mas hospital nega que seja Covid-19. Ambos são de moradores do bairro Jardim Sulacap.


Uma delas é Lylia Oliveira de Souza, advogada, 44 anos e um filho adolescente. Segundo ela, na terça-feira (24) começou a ter os sintomas do coronavírus e na sexta-feira (27), após uma piora no estado de saúde, foi para um hospital particular na Barra da Tijuca. Após exame de sangue, recebeu orientação por escrito como “suspeita” e recomendações a iniciar isolamento social.


Na última terça-feira (31), Lylia retornou ao hospital pois estava passando mal com dores, tosse e com falta de ar. Ela fez uma tomografia, que constatou comprometimento do pulmão, recebeu novo documento do médico relatando “coronavirus” (agora sem a informação “suspeita”) e recomendações a ficar de quarentena. “Ontem foi confirmado que estou com o COVID-19 no 8º dia”, afirmou ela em rede social.

Mesmo com 44 anos, boa saúde e sem doenças pré-existentes, a advogada afirmou estar passando grandes dificuldades com a doença. “Eu não faço parte do grupo de risco, não tenho doença pré-existente, não possuo comorbidades, nunca fumei e mesmo assim estou com complicações respiratórias em virtude do vírus. Sigam as orientações da Organização Mundial da Saúde e sejam cautelosos”, informou Lylia, que aproveitou para passar um recado a todos. “Façam quarentena. Nada valerá a pena, se você não ficar vivo para usufruir”, finalizou a advogada.


Outro caso no bairro, que está confirmado através de exame de laboratório datado de 24/03, mas que manteremos sigilo e não daremos a identidade a pedido da pessoa, pois é profissional de outra rede particular de saúde e teme pelo emprego. No momento, segue de quarentena domiciliar. “Meus sintomas não agravaram. Mas tive febre, muita dor no corpo, um pouco de falta de ar, perdi o olfato e paladar. Não me internaram porque estava instável. Não quero ser identificado, porque trabalho no hospital onde fiz o exame e com certeza foi onde fui infectado”, informou a pessoa, que tem mais de 30 anos, tem família em casa e está em isolamento num quarto.


Sobre o caso da Lylia, questionamos a Unimed sobre qual protocolo seguiram para diagnosticar como Covid-19. Apesar do primeiro documento constar "suspeita" e o segundo contar "coronavírus", a empresa informou que trata o caso de suspeita de coronavírus e que o Hospital Unimed-Rio continua seguindo as orientações do Ministério da Saúde de fazer teste apenas em pacientes com sintomas graves.


O Ministério da Saúde (MS) respondeu na coletiva de imprensa dessa quarta-feira (01), nosso questionamento sobre notificações do coronavírus. Segundo informou o Ministro Henrique Mandetta, toda notificação é a secretaria municipal que recebe dos hospitais (públicos e particulares) e exporta para o MS, que consolida os números de dados que vem, tanto por parte dos municípios, quanto das secretarias estaduais de saúde.


Sobre os dois casos não contabilizados oficialmente, ou seja subnotificados, a SMS respondeu que os resultados dos teste confirmados são tratados diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde, responsável por enviar os dados para o Ministério da Saúde. Todos os dias o painel é atualizado com os casos notificados por unidades da rede pública e privada, ressaltando que a SMS trabalha intensamente para sensibilizar as unidades da necessidade de notificação dos casos suspeitos e confirmados.


É importante que os cidadãos participem do processo de sensibilização e comuniquem às autoridades sanitárias de sua região para que sejam tomadas as medidas necessárias.


Os dados atualizados pela secretaria nessa quarta-feira (01/04) às 18h, ainda não continham nenhum caso do bairro Jardim Sulacap.

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