• Alexandre Madruga

Testes rápidos são aliados para reabertura da economia

Exames permitem o mapeamento da doença e o desenvolvimento de estratégias para a redução da curva de contágio

Após mais de três meses em isolamento social para combater o avanço da pandemia pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), diversos estados e municípios brasileiros estão desenvolvendo protocolos para a retomada gradual das atividades econômicas. Dentre as regras estabelecidas pelos governos, a testagem em massa vem se mostrando uma das mais importantes, juntamente com medidas de higiene e proteção pessoal. Grandes cidades, como São Paulo, têm reforçado a necessidade de que todos os colaboradores de lojas, escritórios e outros estabelecimentos que têm contato diário com o público, sejam submetidos a testes rápidos, para garantir uma retomada segura e evitar que o contágio se espalhe.

"Os testes rápidos são eficazes para identificar aqueles que estão contaminados ou que já tiveram contato com o vírus, além de permitir o mapeamento da evolução da doença, possibilitando traçar estratégias eficazes para a proteção do maior número possível de pessoas, sem a paralisação completa da economia", explica Alexandre Chieppe, diretor médico da Medlevensohn, distribuidora brasileira de produtos médico-hospitalares e uma das primeiras empresas a trazer esses produtos ao País.

A testagem massiva é altamente recomendável para que o poder público possa verificar o estágio de infecção de cidades e estados, de modo a preparar toda a rede hospitalar para atender aos pacientes mais graves, reduzindo a mortalidade por complicações provocadas pela Covid-19 e traçando a real dimensão da epidemia no País.

"A subnotificação é um enorme problema que precisa ser corrigido não apenas por distorcer o alcance do vírus, mas também porque prejudica o sucesso das medidas de prevenção adotadas, já que as pessoas passam a não confiar mais nos números divulgados, aumentando os contágios desnecessários e sobrecarregando o sistema hospitalar", acrescenta Chieppe.

Imunidade de rebanho

Ao fornecer um mapa completo do número de infectados pelo novo coronavírus, a aplicação de testes rápidos em muitas pessoas permite, também, saber a real quantidade daqueles que em algum momento já tiveram contato com a doença e, mesmo sem manifestar sintomas, desenvolveram anticorpos para se imunizar contra o vírus.

"Conhecendo a real quantidade daqueles que já estão imunes ao SARS-CoV-2, é possível desenvolver estratégias que permitam ampliar essa defesa, contribuindo assim para o fortalecimento da chamada ‘imunidade de rebanho’, quando um grande número de pessoas torna-se imune à doença, reduzindo assim seu contágio e permitindo que voltemos a normalidade mais brevemente", finaliza.

Testes rápidos

Também chamados de exames imunocromatográficos, os testes rápidos são capazes de identificar a existência de anticorpos contra o novo coronavírus, identificando, assim, se a pessoa está doente ou se já teve contato com o vírus. Apontam um resultado em até 10 minutos e são feitos com uma gota de sangue, colhida com uma picada na ponta do dedo, com a ajuda de uma lanceta descartável.

Ao contrário de outros testes, o Medteste Coronavírus é capaz de identificar a existência tanto da IgM (Imunoglobulina M) quanto da IgC (Imunoglobulina C), tornando-o capaz de fornecer um diagnóstico mais preciso. Esses anticorpos são produzidos pelo organismo quando atacado pelo vírus que causa a Covid-19.

Interpretando os resultados

Quando, ao se submeter ao teste, os dois indicadores apresentarem resultado negativo, a pessoa testada não está com a doença ou ainda não desenvolveu anticorpos. Caso o resultado apresentado seja IgC negativo e IgM positivo, a infecção é recente. Mas, quando o teste indica IgC positivo e IgM negativo, a infecção é antiga, o que pode indicar que aquela pessoa esteja imune ao vírus.

No entanto, para que os resultados possam ser interpretados com maior confiança, é indicado que a coleta do material seja feita após o sétimo dia do início dos sintomas.

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