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  • Alexandre Madruga

Sucesso de aulas virtuais põe em xeque modelo de negócio de academias de ginástica


Para manter alunos, saída pode ser a disponibilização de modelos híbridos, diz especialista Diante da impossibilidade de treinos presenciais, as aulas e consultorias virtuais, que já vinham crescendo no mercado fitness, tornaram-se o "novo normal" para milhares de brasileiros que não abrem mão da atividade física regular e da manutenção dos cuidados contra o novo coronavírus. Para Sandro Legey, professor de Educação Física da Universidade Veiga de Almeida (UVA), essa nova tendência veio para ficar e põe em risco a sobrevivência de muitos estabelecimentos do tipo, principalmente os pequenos, que também terão que lidar com as dificuldades para se adaptar aos protocolos de segurança necessários para a retomada dos exercícios presenciais nas academias.

"Muitas pessoas experimentaram pela primeira vez atividades e prescrições de treino à distância, gostaram e desejam continuar usando os recursos virtuais", diz o pesquisador, que é mestre em Ciência da Motricidade Humana.

Além do sucesso desse modelo, o receio dos alunos em voltar a treinar em espaços confinados é uma realidade. Somam-se a isso as normas e condutas que deverão ser adotadas pelas academias e centros de ginásticas para a reabertura, como as desenvolvidas pelo Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Segundo o documento elaborado pelo órgão, as academias deverão controlar o número de alunos nos estabelecimentos. Entre outras medidas estão a autorização para aulas coletivas apenas em locais arejados, preservando a distância de segurança e sendo obrigatório o uso de máscara; a sanitização geral dos espaços durante o dia com hipoclorito de sódio ou outro produto comprovadamente eficaz na eliminação do vírus; e a renovação de todo o ar ambiente, de acordo com exigência da legislação, e a troca dos filtros de ar, no mínimo, uma vez por mês, usando pastilhas adequadas para higienização das bandejas dos aparelhos de ar-condicionado.

Modelo híbrido: uma possível saída O fator de sociabilização é o que motiva a maioria dos alunos a manter uma rotina regular de condicionamento físico em academias e centros. E é esse aspecto que os serviços em casa nem sempre conseguem fornecer.

"Os operadores de academia devem fornecer treinamentos em casa, que, de alguma forma, mantenham esse elemento social. Não apenas gravando conteúdos instrutivos, mas realizando aulas ao vivo diretamente do estabelecimento que estimulem o trabalho em grupo, a contribuição ativa dos alunos, a competição e a interação por meio de jogos e desafios, por exemplo", defende Legey.

Para a sobrevivência das academias, a adoção do modelo híbrido, que mescla atividades presenciais com aulas online, seria uma alternativa promissora. Além de atender aos protocolos de saúde, por reduzir o número de alunos presencialmente, esse modelo proporciona conveniência e flexibilidade a um baixo custo.

"Quando a situação atual acabar, haverá um período de transição. Parte dos membros matriculados voltará às aulas regulares, enquanto outra continuará malhando em casa. Portanto, o serviço funcionaria para manter o vínculo nesta fase e atrair os alunos de volta para a academia", finaliza o professor da UVA.
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