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  • Foto do escritorDa Redação

Realengo recebe seletiva da "Batalha do Passinho" nesse sábado (11)

Evento promove cultura do funk e do "passinho" será realizado durante quatro sábados de junho em diferentes bairros

Nos próximos sábados do mês de junho, a Zona Oeste será palco do "passinho", considerado patrimônio cultural imaterial da cidade, com apresentações em quatro bairros e programação com espetáculo de dança, oficina de passinho e batalha de dança com premiação. O objetivo é promover ações artísticas, fomentar a arte da favela e desconstruir a imagem negativa que o funk tem na sociedade, além de inspirar e dar oportunidades para o surgimento de novos talentos e girar o capital econômico das comunidades, com programação gratuita e aberta a todos os públicos. Para a graduanda em Dança pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e responsável pelo evento em Campo Grande, Bruna Bastos, é muito importante reaproximar o Passinho da Zona Oeste, principalmente depois da pandemia da Covid-19.

“A pandemia afetou todas as classes, mas, sem dúvidas, nossa população foi a que mais sentiu os efeitos de uma quarentena. O Passinho antes da pandemia já era um estilo com poucos recursos, poucos apoios e patrocínios, justamente por sermos ligados à favela. Ser contemplado neste projeto e conseguir realizar o Passinho da ZO vai fazer uma grande diferença na vida de todos que vão participar das nossas ações”, ressalta.

Ela lembra ainda que o evento vai gerar renda passiva, incentivar e promover reflexões acerca do mercado de trabalho artístico, premiar e valorizar artistas e dançarinos urbanos que viram seus sustentos diminuir ano após ano.

“Além disso, queremos deixar um legado, mesmo após o encerramento do projeto, com o devido sucesso das quatro coordenações vão surgir novos artista, mais dançarinos compondo o movimento passinho, aproximação entre público favelado e espaços culturais, valorização de artistas locais e promoção de ações sociais gratuitas para os mais necessitados”, afirma.

O projeto, que é contemplado com o incentivo da Secretaria Municipal de Cultura do Rio através do Programa de Fomento à Cultura Carioca (FOCA), será coordenado por quatro jovens artistas crias da zona oeste, que idealizaram e construíram o programa de forma individual e colaborativa.

A programação começou em Campo Grande, no último sábado (04), no Pistão, com a apresentação do espetáculo de dança "Que se funk", da Jp Move, companhia de dança que há mais de 20 anos atua na formação e criação artística das danças urbanas na Zona Oeste.

Outras duas coordenações irão realizar uma Batalha de Passinho. A primeira etapa será a seletiva, que irá selecionar oito dançarinos para disputar a final da batalha. A seletiva será realizada no sábado (11), a partir das 16h no Largo do Chuveirinho em Realengo, e terá como jurado o dançarino do Heavy Baile, Neguebites. Essa atividade ficará sob a tutela de Kinho JP, artista negro, com forte atuação nas danças periféricas, produção cultural e teatral.

“Nos juntamos acreditando que nossos conhecimentos e experiências com o passinho podem ser o diferencial do nosso projeto, pois, cada um possui sua visão e tem suas contribuições para a melhoria e crescimento da cultura. Quatro artistas locais, negros, que pretendem, através do passinho, resgatar e fazer da Zona Oeste um ponto de referencia artístico” afirma Kinho, um dos líderes do projeto.

No dia 18 terá "Oficina de Passinho" em Santa Cruz. No encerramento, dia 25 de junho, a quarta semana será em Padre Miguel, sob a coordenação de Thamires Cândida, artista desde os oito e que já rodou o mundo com apresentações de dança. No dia, será realizada a grande final da "Batalha de Passinho" e a cerimônia de premiação, com prêmios que vão de R$ 500 a R$ 1200. A batalha terá como jurados Sidy Idd, Camila Perfect’s e novamente Neguebites e será conduzida pela DJ Seduty. Os eventos serão gratuitos.


Após a premiação da batalha será realizada uma mesa de debate sobre “Passinho Foda e mercado de trabalho”. Um encontro entre os praticantes e pensadores de artes voltada para o passinho, a fim de discutir sobre assuntos e questões que cercam a cultura no cenário atual.

Com o intuito de levar o Passinho a mais lugares da capital fluminense, os idealizadores relembram os tempos que os eventos eram mais difundidos e com público fiel e diversificado.

“Entre 2007 e 2013 o movimento Passinho foda estava presente em todas as favelas do Rio de Janeiro, chegando a ocupar diversos lugares até mesmo fora das comunidades. Nosso projeto pretende atingir o público em geral, sem limite de faixa etária”, explica Brendon Edson, considerado uma relíquia do Passinho carioca.

Ele ressalta também que, nos últimos anos, esse movimento foi diminuindo, beirando sua extinção.

“Tal fenômeno se deu por alguns motivos, e um deles foi o passinho não conseguir apoios financeiros. Com isso, seus praticantes tiveram que abandonar a dança e seguir sua vida com outras profissões. Resgatar algo próximo a esse auge faz parte dos nossos objetivos”, finaliza.

Fontes: Sopa Cultural e Passinho da Zona Oeste

 

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