• Alexandre Madruga

O pior está por vir. O que faremos? Juntos podemos e já começamos a resolver...


- Bom dia, onde o senhor vai? - Eu? Vou pra minha casa, eu moro aqui? - Mora aqui? Como eu nunca te vi?

Em tempos de coronavírus, essa conversa não é nada mais que normal. Vizinhos que não se falavam, seja por pouca afinidade ou devido a não confluência das agendas, agora se vêem normalmente graças ao recolhimento social determinado pelo governo. Alguns poucos sortudos, que tem cantores como vizinhos, tem aproveitado pequenos shows particulares, ajudando a sofrer menos nessa quarentena forçada. Solidadriedade.


Em tempos de coronavírus, a humanidade começa a mostrar resquícios que pode passar por isso, com ajuda uns dos outros. Campanhas sociais de coleta de alimentos para pessoas sem emprego, ajuda emocional disponível, compartilhamento de exercícios nas varandas, shows abertos pela internet, sala virtuais de bate-papo e até aulas com professores vistos de pequenas telas de celulares ou computadores. A humanidade se reinventa, prova que numa grande guerra é capaz de dar as mãos e seguir em frente. O ser humano sempre se adapta. E sim, isso é uma guerra contra uma pandemia mundial, numa crise sem precedentes no tempo moderno.

Mas essa modernidade é uma das principais ferramentas num tempo de reclusão. Empresas de comunicação abriram canais antes pagos, pacotes inteiros a disposição para ajudar no retiro forçado. Pasmem, nem os canais eróticos se furtaram a abrir e permitir acesso a conteúdo adulto. São os novos tempos, para quem quiser, claro.


Mas não podemos nos comportar como egoístas, como é magnificamente retratado no romance Ensaio sobre a Cegueira, do escritor português José Saramago, que narra a história da epidemia de cegueira branca que se espalha por uma cidade, causando um grande colapso na vida das pessoas e abalando as estruturas sociais. Quer saber mais desse livro e filme, clique aqui. Nas barbas de uma crise financeira, uma recessão jamais vista desde o inicio do século 20, os governos se movimentam com bilhões e trilhões de dólares, euros e reais, para ajudar as pessoas, sejam empregados, empregadores, autônomos e mais necessitados. Abriu-se a caixa de pandora e de lá, estão retirando dinheiro do fundo do poço.


Fundo do poço estamos todos nós. Mas fiquem atentos, a luz só vem de uma direção. Logo, não há outra a alternativa a não ser subir, firme no propósito de alcançar a luz e todos juntos sairmos mais fortes de uma grande crise que está por vir. Lembra muito o Mito da Caverna, também conhecido como Alegoria da Caverna, escrito por Platão, um dos mais importantes pensadores da história da Filosofia. Através do método dialético, esse mito revela a relação estabelecida pelos conceitos de escuridão e ignorância, luz e conhecimento. Quer saber mais, clique aqui.

Não temas. Temos uns aos outros e se entendermos que juntos somos fortes, passaremos por isso, com dificuldade, mas mais unidos do que nunca, com claras demonstrações de solidariedade, como as fotos que terminam essa crônica, da igreja Batista Betânia de Sulacap doando aos mais necessitados.

O mundo não será o mesmo pós-Covid-19. Podem ter certeza!



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