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Levantamento inédito registra espécies raras e ameaçadas no Parque Estadual da Pedra Branca

  • Writer: Da Redação
    Da Redação
  • 3 days ago
  • 2 min read

Um monitoramento inédito da fauna silvestre no núcleo Piraquara do Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio, revelou a presença de 21 espécies de mamíferos de médio e grande porte ao longo dos últimos três anos. Entre os registros mais comemorados estão o gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) e a paca (Cuniculus paca), ambos classificados como “vulneráveis” na lista estadual de espécies ameaçadas de extinção.


O estudo, realizado na região de Realengo, também identificou animais raros na área, como o tapiti (um coelho silvestre), o cachorro-do-mato, a cutia e o furão-pequeno. É a primeira vez que essas espécies são oficialmente registradas na vertente Piraquara, uma face do parque que historicamente sofreu com desmatamento e incêndios florestais.


Os flagrantes foram feitos por meio de armadilhas fotográficas instaladas em trechos da Trilha Transcarioca que cruzam a unidade de conservação, administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Os equipamentos foram doados pela empresa Alpha Group.


O impacto da descoberta na gestão ambiental

O monitoramento é liderado pelo biólogo Diego Monsores, pesquisador e coordenador de voluntariado da Trilha Transcarioca, em parceria com guarda-parques do Inea. Há três anos o grupo acompanha de perto a dinâmica dos animais na região.

“Quando vi o gato-do-mato-pequeno passando pela trilha, comemorei. Essa é uma espécie que exige áreas bem preservadas. A presença dela comprova o poder de recuperação e a qualidade ambiental do parque, mesmo estando inserido em plena área urbana”, destaca Monsores.

Além de registrar as espécies, o chamado Projeto Fauna Transcarioca tem o objetivo de avaliar como o fluxo de visitantes afeta o comportamento desses animais, identificando pressões e ameaças. Segundo o pesquisador, esses dados ajudam a definir estratégias mais eficazes de conservação.


Para a diretora de Biodiversidade, Áreas Protegidas e Ecossistemas do Inea, Julia Bochner, os resultados do levantamento validam os esforços de preservação.

“O trabalho desenvolvido ao longo da Trilha Transcarioca tem sido fundamental para ampliar o conhecimento sobre a fauna local. Esse levantamento reforça a importância de políticas públicas voltadas à proteção da biodiversidade em florestas urbanas”, concluiu.

Fonte: Tupi

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