• Alexandre Madruga

Crise do coronavírus: como empreender durante o pânico do mercado?

Por Guy Peixoto Neto, mentor de empreendedorismo jovem

A pandemia do coronavírus foi oficialmente declarada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) no último dia 11 de março, mas, antes disso, o mercado já sentia os efeitos da doença, também chamada de COVID-19. No Brasil, a alta contínua do dólar fez com que a moeda norte-americana atingisse o pico histórico (e negativo) de R$ 5. A Bolsa de Valores opera em quedas sucessivas, chegando perto da perigosa marca de 70 mil pontos. Diante desse cenário, inseguranças e dúvidas em relação a como investir o dinheiro e empreender no país são naturais. O que se nota, porém, é que as pessoas não têm tido paciência para esclarecer as incertezas e lidar com os problemas financeiros decorrentes do coronavírus e mesmo para pensar em como ter os negócios menos impactados por eles. Isso fica muito claro quando se observa a rápida retirada de investimentos da Bolsa de Valores, porque as pessoas não querem arriscar mais perdas. Quem tem negócio próprio tende a ser menos prejudicado pelo coronavírus do que as empresas aéreas, cujas ações estão derretendo, por exemplo. Esta é a hora de analisar o que está ocorrendo no mercado como um todo e pensar em onde colocar o dinheiro disponível de forma segura. Que tal aplicar capital em serviços que ajudem quem está se adaptando a uma nova realidade de trabalho motivada pelo coronavírus? A adoção do home office por muitas empresas, a fim de minimizar os riscos de contágio pelo COVID-19, faz surgir um público acostumado a trabalhar em escritório e que precisa de soluções para o dia a dia em casa, como refeições, lanches e até garrafas de água mineral. Investir no fornecimento dessas facilidades para o consumidor final é, além de um caminho inteligente para ter lucros, uma forma de levar o conforto e a tranquilidade de que essas pessoas precisam para continuar executando bem suas tarefas profissionais. Belas e saudáveis marmitas, bolos caseiros, salgados para o lanchinho da tarde, entregues em em casa e prontos para consumo, são sinônimo de menos preocupações para trabalhadores que, muitas vezes, nem saberiam como preparar tudo isso -- e acabariam se alimentando mal. Serviços simples de entregas -- de água mineral, café, sucos e até material de escritório -- também são possibilidades para novos negócios neste cenário. Realizar uma pesquisa entre uma potencial nova clientela ajuda na definição do melhor foco a ser dado. E o melhor: o modelo de trabalho em home office tende a ficar como legado no pós-crise, o que significa a alta probabilidade de seguir atendendo um público fidelizado quando o turbilhão passar. Estamos falando, portanto, de um investimento pelo bem estar das pessoas e com retorno em curto, médio e longo prazos. No geral, é importante ter em mente que o mercado mundial sente e ainda vai sentir bastante os efeitos do coronavírus. Não é possível saber, neste momento, até que ponto irão as quedas. Mas elas passarão, e quem tiver tido clareza para tirar proveito das necessidades criadas por elas terá boas histórias para contar no futuro.

Clique na imagem para baixar aplicativo da Rádio para celular
image1.jpg
Ajude a manter vivo o Jornalismo Local

Pedimos sua contribuição para mantermos um jornalismo profissional, valorizando informações qualificadas, contra fake news e dando voz a nossa região. Somente com seu apoio e ajuda financeira, conseguiremos continuar trabalhando para todos vocês, que confiam na nossa missão.

© 2020 Sulacap News

Jardim Sulacap - Zona Oeste do Rio de Janeiro - Brasil