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Bangu recebe banco de leite e lactário no Hospital da Mulher Mariska Ribeiro

Unidade teve investimento de R$ 1,3 milhão em setores que atenderão bebês internados em UTI neonatal

Foto: Beth Santos - Prefeitura do Rio

Foi inaugurada, neste sábado (01), o banco de leite e o novo lactário do Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu. Será o maior banco de leite da rede, que atenderá, inicialmente, os bebês internados no Complexo Neonatal da unidade. O local recebeu um investimento de aproximadamente R$ 840 mil em obras estruturais e R$ 500 mil em equipamentos, materiais e mobiliário. A implantação dos serviços será feita de forma gradual, passando gradativamente a atender também a demanda externa, dos bebês internados em outras maternidades da rede.

"Um dos nossos maiores desafios é conseguir fazer com que as crianças tenham uma alimentação natural e saudável, e o leite humano é essencial para isso. O Hospital Mariska Ribeiro inaugura hoje o seu banco de leite com o objetivo de incentivarmos que as crianças sejam nutridas com leite humano in natura. A ideia é que possamos processar o leite aqui na própria maternidade para quem está na UTI neonatal e também para as crianças que recebem alta e que não conseguem amamentar em casa. Esse banco de leite pretende atender, aproximadamente, 100 crianças por mês e também esperamos suprir outras necessidades de outras maternidades - afirmou o secretário de Saúde, Daniel Soranz.

O banco de leite tem capacidade para armazenar cerca de 2 mil litros de leite humano e conta com uma sala de apoio à amamentação, durante 24 horas por dia, com ambientação e identidade visual do Cegonha Carioca, que visa oferecer um ambiente humanizado e acolhedor para as mães. Também conta com consultório de atendimento médico específico para os bebês e doadoras, uma recepção de acolhimento e triagem, além de cinco salas: de extração de leite manual e com bomba elétrica, de higienização, de processamento, de estocagem e de distribuição. O banco de leite tem a função de armazenar e ofertar leite humano ordenhado pasteurizado (LHOP) aos recém-nascidos internados em UTI neonatal, que por algum motivo não podem ser alimentados pelas próprias mães, além de atendimento para apoio e orientação para o aleitamento materno. Toda lactante saudável que esteja com boa produção de leite e amamentando seu próprio filho está apta a doar. O leite passa por um processo de qualidade e segurança antes de ser oferecido aos bebês prematuros (nascidos com menos de 37 semanas de vida intrauterina) e recém-nascidos com baixo peso (menos de 2.500 gramas ao nascimento, independentemente da idade gestacional). O leite humano é considerado o principal fator de redução da mortalidade na infância.

"O banco de leite em si nos ajuda muito, por exemplo, com orientação pois, muitas das vezes, temos dificuldade de amamentar e aqui somos instruídas para isso. O banco de leite é fundamental porque existem mães que não têm condições de amamentar e aqui elas são ajudadas. Mães são acolhidas quando se sentem inferiores por não terem o leite, por não saberem como trabalhar para produzirem o leite", declarou Shaiene da Silva Gomes, de 34 anos, mãe de Shawan Junior, nascido há dois dias.

Já para os recém-nascidos que necessitem do uso de fórmula láctea, a unidade contará com um novo lactário, com produção própria, que irá gerar economicidade e terá melhor rigor de qualidade desse leite ofertado aos bebês. O setor terá salas da coordenação de nutrição, de preparo, fracionamento e distribuição. Tamara Faustino Guimarães, de 27 anos, mãe do pequeno Tito, que nasceu prematuro no dia 20 de maio e está internado na UTI, elogiou as novas instalações e a importância do banco.

"Está muito bonito. Por ser mãe e não ter a quantidade suficiente de leite para suprir meu bebê, o banco de leite vai conseguir nutrir meu filho da maneira mais adequada. Eu sei que a fórmula ajuda, mas sabemos que o leite materno é muito superior em qualidade, em nutrientes. Então, acho que o leite materno vai conseguir ajudar muito mais meu filho, assim como outras crianças. Acho também uma atitude muito bonita das mães que fazem as doações, a questão de apoiar outras mamães. Vou continuar fazendo os estímulos para conseguir ter leite para o meu bebê e também para ser uma possível doadora".

O Hospital da Mulher Mariska Ribeiro realiza cerca de 1.650 atendimentos na emergência, 300 partos por mês e 5 mil consultas ambulatoriais. Em 2022, a UTI neonatal da unidade atendeu 459 bebês, estando entre as maternidades da rede que mais oferecem vagas para os recém-nascidos de risco. Muitos desses bebês dependem do leite humano doado.

 

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