• Alexandre Madruga

TRANSOLÍMPICA – Parte 1 | Como tudo começou


Em 9 de julho a Transolímpica completa 3 anos de inauguração, quando serviu para atender o corredor de BRT com circulação restrita nas primeiras semanas a espectadores e veículos de serviço para os Jogos Olímpicos 2016. O corredor de BRT só entraria em operação comercial regular no dia 23 de agosto e a via expressa aberta ao público dias depois, em 26 de agosto.

Nos próximos dias, contaremos como foi todo o processo, desde a construção, reuniões até a definitiva implantação do Corredor Presidente Tancredo Neves, nome oficial da Transolímpica.

Em abril de 2011, começaram as notícias sobre as desapropriações que atingiriam o bairro do Jardim Sulacap. Na época., um filme divulgado pela Prefeitura do Rio, mostrava que a via ligaria Av. Brasil a Barra da Tijuca com diversas desapropriações no bairro, o que não aconteceria no projeto inicial. O terreno onde hoje está o Parque Shopping Sulacap, que foi comprado por R$ 100 milhões, inicialmente passaria a via expressa, mas acabou por ser o motivo da mudança do trajeto, que passou a atingir a Vila Carolina e a comunidade do Jardim Elisa. Como a Prefeitura adotou a postura em reduzir o orçamento da obra em mais de R$ 1 milhão, em desapropriações,o terreno do futuro shopping se tornado enviável. Também, junto ao terreno, teria que ser construído um túnel, posteriormente um elevado (tipo de viaduto), que beiraria o morro atrás do Cemitério Parque Jardim Sulacap, o que também mexeria com o meio ambiente, já que o Parque da Pedra Branca é uma APA – Área de Preservação Ambiental, o que deve inviabilizou o projeto inicial. Com as mudanças, parte do Motel Caravellas e o estande de tiros do Centro de Formação de Praças (Cefap), acabaram sendo atingidos. Com as mudanças apresentadas numa audiência pública com a Prefeitura, claramente o bairro de Jardim Sulacap seria muito atingido. Então, a Associação de Moradores da Sulacap (Amisul) começou a participar mais ativamente junto ao Prefeito Eduardo Paes e conseguiu uma reunião no dia 29 de abril no Galpão Cultural, com intuito de conversar com os moradores sobre as mudanças da Transolímpica.

Em maio de 2011, numa reunião semanal da Amisul no Galpão Comunitário, mais de 150 preocupados moradores estivem presentes, um recorde de presença em reuniões da associação. Mas a preocupação era justificada., pois a mudança do trajeto atingiria a rua Carlos Pontes até chegar a Estrada do Catonho. Na época, representantes da Prefeitura estiveram presentes e afirmaram que o projeto não estava definido, sendo necessárias outras audiência públicas. Mesmo com essa afirmação inicial, os moradores mostraram-se revoltados e preocupados com as desocupações. Ainda em maio, a Prefeitura publicaria o decreto sobre via expressa.

Mas isso, veremos na segunda parte dessa reportagem.


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