• Alexandre Madruga

Mutirão do Procon Carioca termina com mais de 2.700 atendimentos em Bangu


Na ação foram alcançados descontos de até 100%

O mutirão de conciliação, promovido pelo Procon Carioca com a participação de 30 empresas, no Bangu Shopping, terminou, nesta quinta, com 2.721 atendimentos e muita gente com o nome limpo. Houve descontos de até 100%. OAB, Proteste e Procuradoria da Dívida Ativa do Município apoiaram o evento.

Segundo o presidente do Procon Carioca, Jorge Braz, a data escolhida para o mutirão foi proposital. A ideia foi proporcionar aos endividados uma nova perspectiva financeira para 2019. “A dívida corrói a paz e a dignidade das pessoas. Elas não comem e não dormem direito, principalmente as honestas. E só tem um jeito: é pagar. Muitas vezes, essas dívidas são impagáveis por causa dos juros de cartão de crédito, cheque especial. Como um trem: descarrilou, ninguém consegue segurar mais, ninguém aguenta. E é aí que entra a conciliação feita pelo Procon Carioca”, disse o presidente do órgão, Jorge Braz.

Tania Cristina Camillo de Lacerda tinha uma dívida de 29.667,08 reais com a Cedae. “Tive inquilinos que não pagaram à Cedae e os imóveis ficaram sem água. Hoje, através do mutirão, a dívida foi zerada”, afirmou.

Já Eliseu Morais conta que contraiu uma dívida de 71 mil reais devido ao cartão Construcard, que solicitou à Caixa, no valor de 26 mil reais: “A dívida foi crescendo e crescendo, e eu tinha uma renda muito boa, mas infelizmente a minha segunda fonte de renda secou e eu fiquei nesta situação. A minha renda caiu bruscamente e eu tive que optar por honrar o compromisso com algumas coisas e tive que deixar o Construcard”. Com a negociação junto à empresa, o valor diminuiu para 2.500 reais. “A sensação é maravilhosa, porque a gente que gosta de ser correta tem essa índole e aprende com nossos pais a ser”, finalizou.

Sheila Ferreira de Oliveira Barros viu a dívida de 7.200 reais com a Light subir para 8.819,03. Ela explica: “No dia em que foram fazer a vistoria eu estava em casa, só que era um dia chuvoso, e não vi que tinha ocorrido uma vistoria. Eu só fiquei sabendo depois pelas câmeras da minha vizinha, que achou estranho mexerem no relógio e não me chamarem.”. Com a chegada da cobrança, foi à empresa conversar e soube que já havia um parcelamento em 60 vezes de 152,04 centavos. Pagou a primeira parcela, mas buscou solução: “Eu ia acabar entrando em uma situação que eu sempre fui contra, nunca tive gato. Pedi a Deus porque sempre fui honesta e não aceito passar por isso. hoje, orei até pela pessoa que ia me atender e minha dívida foi zerada. Estou muito feliz.”

Entre as 30 empresas que atenderam no mutirão estavam bancos, operadoras de telefonia, TV e varejo.


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