• Alexandre Madruga

Professoras incentivam alunos em produção de textos para virar HQ


Uma escola pública de Cosmos e outra particular de Botafogo lançaram suas HQs hoje

Essa quarta-feira (27) foi especial para duas escolas localizadas na Zona Sul e Oeste do Rio. Com incentivo das professoras de língua portuguesa, os alunos produziram textos que viraram revistas de histórias em quadrinhos (HQ) para toda a turma, com direito até lançamento e sessão de autógrafos.

Em Botafogo, a professora Veronica Ruiz Machado do Colégio Imperial, leciona em turmas de Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Teve a ideia de produzir a HQ para a turma de 9º ano em homenagem ao fechamento do período. O nome da revista foi “Mistérios de Iguaba”, que contou uma história dos alunos que viajaram para Iguaba e um cachorro salva os jovens. “Os alunos amaram a ideia de virarem história e produziram a história nas aulas de produção textual. Nossa intenção é incentivar a leitura, explorando a criatividade”, afirmou a professora, ressaltando os inúmeros benefícios da atividade. “Acredito que o processo de aprendizagem deve acontecer com dedicação e amor. Produzir com eles foi maravilhoso. Motivados criaram com felicidade e dedicação”, finalizou ela.

Na Zona Oeste, na Escola Municipal Professora Maria Luíza Lima Silva em Cosmos, a professora Giselle Torres Fiquene leciona nas disciplinas de história, português, matemática, ciências e geografia. Atendendo um projeto da Prefeitura do Rio, a turma do 6º ano experimental que fez a HQ. Eles contaram como foi “Uma Viagem ao Centro do Rio”, onde os alunos relatam as experiências vividas em um passeio escolar ao Theatro Municipal e ao Museu Nacional de Belas Artes. “A ideia da revista surge a partir de uma aula extra interdisciplinar com o professor de artes. Os alunos visitaram o museu e o teatro. Como forma de registro, os alunos fizeram um livrão (produção coletiva) contando as experiências vividas na aula passeio. Tivemos a ideia de transformar a narrativa da turma em HQ para mostrar as diferentes formas de contar a mesma história. Ressaltando os elementos que compõe o texto narrativo e os elementos da HQ (linguagem verbal e não verbal)”, disse a professora, reforçando os benefícios da atividade. “A HQ também foi utilizada como forma de incentivo à produção de texto e a leitura. Os benefícios são muitos. Os alunos sentiram-se prestigiados ao se reconhecerem como personagem. Pegaram a revista e a leram imediatamente. O silêncio tomou conta da turma por alguns minutos. Coisa rara de acontecer”, sentencia ela.

Para as professoras, ao escreverem a história, sabendo que viraria uma HQ, os alunos tirem a preocupação de ampliar o vocábulo e utilizarem a pontuação correta dos diálogos, além da preocupação de citar os colegas da turma. “Houve a atenção para que todos tivessem uma aparição na história e pude observar que os laços de afetividade se estreitaram”, disse a professora Giselle Torres, da escola de Cosmos.

A criação do projeto das revistas em quadrinhos partiu de Bruno Formidável, morador do bairro Jardim Sulacap, zona oeste do Rio. “A proposta é das crianças criarem uma história, até com diálogos se possível e com eles como personagens e eu transformo em quadrinhos. É para incentivo a produção textual e leitura das crianças”, finaliza ele, que é proprietário da Formidável Comics e recentemente lançou uma HQ do bairro que mora, chamada “Sulacap Z”, quando o local é invadido por um apocalipse zumbi. (Ler mais sobre isso, clique aqui).


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