• Andressa Gonçalves - Estudante de Design de

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Quem algum dia imaginou, nos primórdios da civilização moderna, que o homem poria os pés na lua? E quem ousaria sonhar em ver o tal feito representado no cinema, com tecnologias e efeitos que praticamente nos transportam a esse momento importante da história? É neste clima de 'romper barreiras' que começa o longa 'O Primeiro Homem'.

Dirigido por Damien Chazelle (La La Land), o filme é estrelado por Ryan Gosling (Blade Runner 2049; La La Land) e Claire Foy (The Crown), e conta a história do famoso astronauta americano Neil Armstrong, em sua perigosa jornada à lua em 1969.

Um dos pontos mais comendáveis da película foi a escolha e utilização, em algumas cenas, de ângulos de filmagem que focavam em pequenos detalhes. Este recurso também foi utilizado por Chazelle em 'La La Land', e confere ao longa uma certa delicadeza e suavidade mesmo em cenas emocionalmente fortes. Isso também trouxe uma sensação de intimismo e realidade ao filme, e, faz com que, mesmo aqueles que não são muito fãs do estilo de filme 'histórico', tenham sua atenção retida por ele.

Inclusive este é outro ponto que vale a pena mencionar aqui, a direção impecável de Chazelle. Desde 'Whiplash' (2014), ele vem nos surpreendendo com sua capacidade criativa e profunda sensibilidade artística na direção de seus longas. Com 'O Primeiro Homem', um filme tão diferente dos outros de sua carreira, a impressão que fica é que Damien se consolida de vez no hall dos grandes diretores, e que podemos esperar dele, trabalhos cada vez maiores e melhores.

Como é de se esperar em filmes com temática espacial, os efeitos especiais impressionam e, no caso de 'O Primeiro Homem', parecem ser o verdadeiro protagonista do longa. A narrativa também não deixa a desejar, mostrando um equilíbrio muito bem trabalhado, entre flashes da vida pessoal de Neil, narrando a perda de alguns amigos, dentre outros dramas de sua vida pessoal, e o avanço de sua missão rumo a lua, e a responsabilidade em ser 'o primeiro' a pisar nela. Essa mistura tão cuidadosamente bem feita, permite ao espectador entender um pouco melhor do porque Neil foi essencial na missão e porque foi bem sucedido nela.

Como pontos negativos, temos a duração do filme como um todo, que nos dá a impressão de ter sido um pouco maior que o necessário, além disso, ainda na questão tempo, alguns 'takes' perduraram na tela por aquele 'minutinho a mais' que não agregou valor ao filme e isso, por vezes, entediou o público.

Sobre as atuações no filme, foram em geral muito boas. Apesar de Ryan não impressionar muito no papel de Neil, mesmo assim pode-se dizer com certeza que este foi um dos melhores papéis de sua carreira, já que este combinou perfeitamente com seu estilo de interpretação.

Este filme recebeu: 3,5 de 5 pipocas.

Andressa Gonçalves é colunista de cinema por paixão. Designer de interiores por opção. E futura jornalista por vocação. Escrevo também para o Expedição Musical, Portal Mais Pop, George Ezra Brasil, Indieoclock e James Bay Brasil. Música e Cinema me fascinam. Contato: miss.gonc00@gmail.com


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