• Josi̊ Sàldanha - Numeróloga Cabalista

HOLÍSTICOnews | Lilith – a Lua Negra


Dando continuidade ao nosso estudo sobre a Lua, hoje fecharei a série de 3 artigos sobre este tema. Talvez, em outra oportunidade, voltemos a esse assunto, que é bem vasto. Hoje vamos conversar sobre Lilith, um ser mitológico, quem sabe real, talvez as duas coisas, pois, como diz o ditado, “onde há fumaça, há fogo”... O importante é que o arquétipo de Lilith tem muito a nos ensinar e traz à tona vários sentimentos e situações a serem trabalhadas.

Comecemos pela lenda hebraica de Lilith. Bem resumidamente, segundo essa lenda, Lilith foi a primeira mulher que Deus criou para ser companheira de Adão e que, assim como ele, era formada do barro. Mas Lilith era “rebelde” e não aceitava ser considerada inferior nem submissa ao homem. Tentou reclamar com Deus, mas não tendo conseguido apoio do Criador, foi embora do Paraíso, saindo “mundo a fora”.

Nesse seu “abandono de lar”, Lilith voluntariamente uniu-se aos demônios e seres da noite e tem sido, desde então, associada à “rebeldia feminina”, às astúcias demoníacas, a terceira pessoa infiltrada em um relacionamento, à luxúria e várias outras situações ruins ou consideradas ruins.

Adão, abandonado pela rebelde Lilith, ficou triste e solitário, angariando a compaixão do Criador que, por sua vez, tratou de dar um jeito na situação: fez com que Adão adormecesse e, assim, retirou uma das suas costelas e criou Eva, uma mulher muito diferente de Lilith: bondosa, carinhosa e, especialmente, submissa... O restante dessa estória já sabemos.

Creio que não devo entrar no mérito das questões sobre gênero embutidas nessa lenda, certo? Até porque, trata-se de outro tema muito vasto, que iria “tumultuar” nossa reflexão de hoje.

A lenda de Lilith era muito popular entre os antigos hebreus e creio que ainda o seja até os dias atuais. Retirando os exageros (que sempre existem) Lilith nos aponta para o resgate do feminino, nos fazendo lembrar que todos somos um, que todos somos filhos do mesmo Pai que, portanto, merecemos respeito e bom tratamento. Cada um tem seu papel e sua importância na Roda da Vida. Lilith reivindicou isso e foi marginalizada, banida, comparada aos demônios.

Na Bíblia, as referências a ela foram quase totalmente retiradas, ficando apenas uma “sombra” em Isaías 34.14:

“Os animais do deserto se encontrarão com as hienas e os bodes selvagens clamarão uns aos outros; animais noturnos ali pousarão e acharão para si lugar de repouso.”

Na Língua Portuguesa, o nome “Liyliyth”, foi traduzido nas Escrituras como “animais noturnos” e “espectro noturno”, dependendo do autor/versão (Almeida, Ave-Maria etc.).

O arquétipo de Lilith é aquele impulso que nos chama à realidade e nos mostra que temos valor. É a fertilidade, a criação, a coragem de se aventurar, de enfrentar os obstáculos ao invés de ficarmos parados lamentando-nos de má sorte. É aquela que vai à luta e vence. Representa, outrossim, nossa sombra, nossos medos que precisam ser tratados, curados, vencidos.

Na Astrologia, Lilith é também conhecida pelo nome de Lua Negra e tem relação com a sexualidade, os medos, os desejos ocultos, por exemplo. É um ponto em nosso Mapa (signo onde Lilith se encontra) que precisa ser melhor trabalhado, pois o mesmo gera expectativas, frustrações e insatisfações. É possível que, em outra vida, a pessoa tenha dado muita importância aos aspectos do signo onde Lilith se encontra na vida atual e é devido a isso que hoje existam tantas expectativas ao redor desses temas que precisam ser refletidos e resolvidos, especialmente o desapego.

A grade questão é que, apesar de Lilith ser retratada de forma tão negativa nos mitos, pelos povos antigos e atuais e, na astrologia, ela nos mostrar um ponto de insatisfação, creio que a mesma deva ser encarada como algo positivo, pois ela nos mostra o que pode ser mudado, revertido, dando-nos a possibilidade de crescimento, de evolução pessoal e até mesmo espiritual.

Para finalizar, ainda precisamos saber o que tudo isso tem a ver com nosso Satélite, a Lua!

Da mesma forma como se nomeia a segunda Lua Cheia no mesmo mês, de Lua Azul, a Lua Negra acontece quando há duas Luas Novas dentro do mesmo mês.

Por exemplo: o fenômeno da Lua Negra (duas luas novas no mesmo mês), aconteceu em fevereiro deste ano de 2018 e o próximo acontecerá em agosto de 2019.

Existem três situações que envolvem a Lua Negra (astronômica):

1 – a mais rara: quando um mês não tem nenhuma Lua Nova. A última vez que isso aconteceu, foi no ano de 1990 e a próxima, não há previsão de que aconteça antes de 2030.

2 – a intermediária: é quando o mês não tem nenhuma Lua Cheia, como em fevereiro deste ano de 2018. Esse fenômeno foi registrado pela última vez em 1999 e o próximo só acontecerá em fevereiro de 2037.

3 – a mais comum: quando coincidem duas Luas Novas dentro do mesmo mês. A última vez que aconteceu foi em fevereiro de 2018 e a próxima vez será em agosto de 2019.

Em termos esotéricos, a Lua Negra, ou Lilith, ocorre no 5º ou 6º dia da Lua Minguante, três dias antes da Lua Nova, correspondendo ao primeiro dia em que a Lua “desaparece”, ou seja, quando ela fica totalmente escura.

A Lua nos remete ao lado feminino de todos nós. Sim, todos nós, pois todos somos Yin e Yang, masculino e feminino (tanto que Lilith aparece nos mapas astrológicos de ambos os sexos, não só das mulheres).

Para os povos antigos e para os estudantes e praticantes de esoterismo, esse período é considerado um excelente momento de introspecção e reflexão, pois simboliza a “morte” de tudo aquilo que não nos serve mais, que não faz mais sentido, que precisa ser retirado da nossa vida, especialmente as emoções negativas. Sendo, também, um período de regeneração, de transformação e evolução pessoal e espiritual.

A Lua Negra é associada à criação, à concepção, aos sonhos e desejos postos em prática, carregando a Lua Nova de todas as boas vibrações que serão dadas aos projetos que, durante essa fase, forem iniciados. É uma fase da Lua poderosa para rituais, magias, início de atividades, pois ela nos dá um impulso para a ação.

Não se esqueçam: quando forem iniciar um projeto, abrir uma empresa, comprar um bem móvel ou imóvel etc., façam-no na fase da Lua Nova!

Um grande abraço e até semana que vem!

Namastê!

Josi̊ Sàldanha é Numeróloga Cabalista, formada pela ABNC – Academia Brasileira de Numerologia Cabalística, Terapeuta Psicopedagoga Holística, em várias especialidades, afiliada à ABRATH – Associação Brasileira de Terapeutas Holísticos, Pedagoga formada pela UERJ, Teóloga especialista em Ciências da Religião pela UNESA, Sacerdotisa há 15 anos, com dois livros de reflexões publicados, em parceria, na área da Teologia.

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