• Andressa Gonçalves - Estudante de Design de

CINEnews | Efeitos Especiais - Parte 2: Termos Técnicos e Indicações


Olá cinéfilos! Nesta semana continuaremos nosso tema sobre efeitos especiais, explicando alguns termos técnicos e indicando três filmes que são bons exemplos nessa categoria.

Termos Técnicos

Durante a narração da história dos efeitos especiais, termos como “slow motion”, “matte painting”, dentre outros, foram introduzidos no vocabulário dos leitores desta coluna. Assim sendo, hoje explicaremos os principais deles:

Slow-motion: é o nome original em inglês dado ao efeito câmera lenta. Há duas formas de produzí-lo: Por meio de uma sequência de imagens (vídeo) que tem sua velocidade alterada, de forma a serem reproduzidas mais lentamente; ou, utilizando “super câmeras” que são capazes de capturar muitos frames (quadros) por segundo. Geralmente, este recurso é utilizado quando o diretor deseja que o espectador seja capaz de perceber detalhes específicos em uma cena, ou para ampliar momentos de clímax e criar tensão.

Stop-motion: É uma técnica utilizada principalmente em filmes de animação, que consiste em fotografar modelos (geralmente feitos em massa de modelar ou materiais semelhantes) em várias posições diferentes e, posteriormente, transformar essas “fotos” (os chamados frames) em vídeo. Não é necessário dizer que, essas mudanças de posição, devem ser mínimas e feitas aos poucos, para que, ao reunir todos os frames, tenhamos de fato um movimento completo em determinado personagem. Um filme de uma hora e meia, por exemplo, pode demorar anos para ficar pronto, dependendo da complexidade da história e movimentos necessários, mas, o resultado, é incrível. Alguns exemplos são: O Estranho Mundo de Jack (1993), A Fuga das Galinhas (2000) e A Noiva Cadáver (2005).

Matte Painting: É uma paisagem, cena ou local pintado à mão, que é inserido em um quadro para representar um ambiente que não está presente no set de filmagem em questão. Esse recurso foi utilizado em diversos longas, tais como, nos da saga Star Wars e Senhor dos Anéis.

CGI: Computer Generated Imagery, ou seja, Imagem Gerada por Computador. Este termo se refere aos efeitos especiais que são feitos de forma assistida, por meio de programas de design 3D. Quando você ver dragões voando e cuspindo fogo, humanos com força sobrenatural e o fim do mundo acontecendo nas telonas, provavelmente é tudo graças a esse recurso.

Indicações

MATRIX (1995) – Irmãos Wachowski

Se você quer aprender mais sobre efeitos especiais e para isso assistir a um exemplo de sucesso, umas das melhores recomendações possíveis é a trilogia Matrix. Os efeitos são tão bem trabalhados que na metade do filme você acredita piamente que a realidade do filme é também a sua.

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE ASKABAN (2004) – Alfonso Cuarón

Qualquer um dos filmes desta saga valeria a pena mencionar aqui, mas este foi escolhido em especial pela riqueza de detalhes que seus efeitos apresentam, e por ser um dos filmes que mais varia os tipos de efeito utilizados. Se você já conferiu o longa, vale a pena assisti-lo novamente com outros olhos.

O CONTO DOS CONTOS (2015) – Matteo Garrone

A película conta três histórias diferentes ao mesmo tempo, intercaladas, e uma com a temática mais inusitada do que a outra. Devido a isso, é um filme que necessita da atenção e um pouquinho de paciência por parte do espectador no início mas que toma um rumo surpreendente e intrigante na reta final. Aliado a um enredo cheio de referências e “lições de moral” disfarçadas de contos de fadas, temos efeitos visuais de tirar o fôlego.

E e vocês? São á favor do uso de efeitos especiais ou contra? Semana que vem, teremos a análise de um dos filmes mais comentados e esperados do ano, não percam!

Andressa Gonçalves é colunista de cinema

Contato: miss.gonc00@gmail.com

#Cinema

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