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  • Drª Dolores Silva - Pediatra

PEDIATRIAnews | Febre amarela – você conhece essa doença?


No dia 20 de fevereiro, foram confirmados 77 casos de febre amarela no estado do Rio de Janeiro, com 34 óbitos no total. Esses números podem ser ainda maiores, uma vez que alguns casos ainda estão em investigação e podem ser confirmados.

A febre amarela é uma doença causada pelo vírus da febre amarela e transmitida pelos mosquitos da espécie Haemagoguse Aedes aegypti. O vírus entra no organismo pelo sangue, através da picada, e se dissemina para diversas partes do corpo, incluindo cérebro, rins, coração e fígado.

A doença circula por duas vias diferentes: o ciclo silvestre, onde os mosquitos se alimentam a partir de macacos adoecidos e podem transmitir para humanos que adentram as áreas silvestres; e o ciclo urbano, com os mosquitos se alimentando de pessoas doentes e transmitindo para outros seres humanos. No momento, apenas casos de ciclo silvestre foram identificados; porém, pelo alto índice de Aedes aegypti circulantes nas cidades fluminenses, existe risco potencial de início de febre amarela urbana.

A doença pode se apresentar desde formas mais leves, semelhantes a um quadro gripal, até um quadro mais grave com letalidade aumentada. Os sintomas iniciais incluem febre, calafrios, mal estar, prostração, dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor no corpo e tonturas. Os pacientes apresentam melhora após cerca de 3-4 dias, e algumas pessoas apresentam a segunda fase da doença, que é mais grave. Esses casos evoluem com insuficiência renal, insuficiência hepática e hemorragias graves, podendo ocorrer morte.

Não existe tratamento específico para a doença. O tratamento é realizado com sintomáticos e tratamento de suporte orientado pelos médicos conforme a gravidade do quadro. Os casos mais graves necessitam de internação hospitalar.

As formas de prevenção da doença são: uso de repelentes, telas e roupas de proteção; combate ao vetor (mosquito) e a vacinação.

Lembrando que existem alguns grupos que não podem receber a vacina e não podem ser protegidos dessa forma; crianças abaixo de 6 meses também não podem utilizar repelentes. Dessa forma, a melhor maneira de se realizar a prevenção, principalmente dos pequenos, é a retirada dos criadouros do mosquito e a vacinação em massa, que ajuda a reduzir a circulação do vírus da febre amarela no meio urbano. Se vacine e vacine seu filho! Na próxima semana, falaremos sobre a vacinação contra a febre amarela, suas indicações e suas complicações! Até lá.

Drª Dolores Silva fez Residência em pediatria pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (2014-UERJ), Médica do Ministério da Educação (CEFET-RJ) e Médica pediatra (Unidade de internação e UTI pediátrica) do Hospital Caxias D´or Contato:99530-1763 (marcação de consultas) Email: dolores-silva@cefet-rj.br

Referências bibliográficas: 1- Cennimo, DJ. PediatricYellowFever. Disponível em https://emedicine.medscape.com/article/970016-overview. Acesso em 23/02/2018. 2- http://www.jb.com.br/rio/noticias/2018/02/20/casos-de-febre-amarela-sobem-para-77-no-estado-do-rio-de-janeiro/ - Acesso em 23/02/2018 3- https://www.bio.fiocruz.br/index.php/produtos/vacinas/virais/febre-amarela - Acesso em 23/02/2018 Dra. Dolores Silva

#Pediatria #FebreAmarela

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