• Marluce Rosa - Prof. Yoga

YOGAnews | Medo e ansiedade: o Yoga e Meditação como terapias integrativas


Olá! Como você tem passado? Como professora de Educação Física, carrego em minha essência a certeza de que é melhor prevenir do que remediar. E sem dúvida, uma atividade física que envolva não apenas o componente físico, mas o emocional também vai, e muito, melhorar a qualidade de vida e manter a saúde psicofísica. Mas não adianta nos sentirmos forçados a estar a fazer uma atividade física porque o médico recomendou,porque necessito ocupar meu tempo para não pensar demais, em fim, a atividade física deve vir como um valor em nosso viver. Isso, um valor! O profissional de Educação Física tem como objetivo maior educar seu aluno para o prazer em estar com o seu próprio corpo, perceber as reações hormonais e emocionais nesse contato com o seu próprio corpo. Porém, podemos vivenciar, tantas vezes, o reducionismoda atividade física para fins estéticos e desta forma ao invés desse aluno, caminhar cada vez mais, oportunizando intimidade consigo mesmo, entra em um perigoso território de competição, comparação, exibicionismo, identificação exacerbada com o seu próprio corpo e cada vez mais vai se distanciando da sua própria essência e buscando em outros corpos um “modelo” a ser seguido.

Bom, como a “Mente mente”, mais uma vez caímos em profunda distração onde não partimos do material real que temos: o nosso próprio corpo. Uma conversa aberta com nós mesmos já é o suficiente para voltarmos ao nosso próprio caminho. O que de fato meu corpo precisa? Esses sinais que meu corpo vem demonstrando através de uma dor na coluna, dores de cabeça, joelhos, medo, ansiedade é para eu continuar a seguir esse caminho já conhecido por mim, ou são convites para uma efetiva mudança? Será que de fato o que todo mundo anda a fazer é um bom caminho para mim? A repetição de modelos pré-estabelecidos socialmente de fato fazem meu coração vibrar? O que eu verdadeiramente necessito experenciar para imprimir uma mudança real em meu cotidiano? São perguntas, que tantas vezes, vivemos uma vida e não nos perguntamos... Porque nos acostumamos a sentir medo e ansiedade. Vivemos nesse modo operante: tenho sinais de ansiedade por medo em ser assaltado, por medo em terminar relações, por medo de dizer não ao chefe, por medo de contrariar filho, mãe, pai e o que a sociedade espera de mim... Vivemos com medo de viver. Viver quem somos em essência demanda coragem. E definitivamente essa “disciplina”, coragem, não tem nos bancos acadêmicos, está na possibilidade no qual nos permitirmos em investir em Autoconhecimento.

A raiz do medo e da ansiedade está na carência do investimento em Autocuidado (eu me cuido tanto que todo mês eu compro uma blusa nova para mim), sinto muito, isso não é Autocuidado. O Autocuidado está intimamente ligado ao Autoconhecimento. Oque eu invisto em Autoconhecimento que irá proporcionar novas sinapses cerebrais, novas plasticidades cerebrais, novas mudanças comportamentais, pois agora, de fato,substituímos valores que causavam grandes toxidades emocionais por valores salutares, valores esses que apontam o caminho de momentos sadios de recolhimento e de socialização. Já aprendemos a gerenciar o “não” nos permitindo não criarmos rótulos de nós mesmos (pois as pessoas vão criar, basta acomodarmos e entendermos qual é o sentimento do Outro e o qual é o nosso) e sim mantermos uma harmonia mental para tomar decisões assertivas e decisivas que envolva a nossa própria qualidade de vida, e o principal valor dos dias atuais que está ligado profundamente a auto observação é o TEMPO. Estamos “sem tempo”de cuidarmos de nós mesmos: se cuida da família, da carreira, do corpo físico, do vizinho, do cachorro, da artista da televisão... Mas será que fato “cuidamos” ou “controlamos” pessoas e situações? Ana Claudia Quintana Arantes é médica e responsável pela elaboração e implementação de políticas de Cuidados Paliativos e Terapia da Dor no Hospital Israelita Albert Einstein e de forma bem clara e objetiva nos convida ao seguinte questionamento: “A responsabilidade para consigo mesmo é a medida da capacidade de ser responsável pelos cuidados com a vida de qualquer outra pessoa amada. Precisará apropriar-se da própria vida para tornar-se digno de estar ao lado de alguém. Como ajudar o Outro a achar a paz dele se não fazemos ideia de onde está a nossa paz?”O medo e a ansiedade são doenças psiquiátricas, mas sugiro a dizer que o medo e a ansiedade são doenças de uma Alma que pegou um caminho distraidamente sem a vigilância do Autocuidado e do Autoconhecimento e foi parar longe de sua verdadeira essência.

“Quando não estamos ligados a nossas raízes podemos adoecer ou ter sérios problemas de ordem psíquica, como uma insuportável ansiedade e medo.” - Jung e o Yoga – A ligação corpo – mente de Judith Harris

Vamos seguindo! Um abraço.

Profª. Marluce Rosa é idealizadora do Espaço Lumarce Yoga, Pedagoga, Psicomotricista, Profª. de Educação Física, Yoga e Motociclista. Contatos: Watsapp: 99343-8895 Facebook e Instagram: @yogalumarce

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