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  • Cristiane Pontes - Enfermeira

SAÚDEnews | Desidratação: Em crianças e idosos o cuidado deverá ser redobrado!


A desidratação é causada pelo baixo nível de líquido no corpo, quando há excesso de calor (sem reposição suficiente da água eliminada), diminuição do consumo de água, febre, sudorese, diarreia, vômitos ou pelo uso de medicamentos diuréticos. Isso pode acontecer em qualquer pessoa, mas as crianças e os idosos são mais susceptíveis a ela.

O corpo humano possui normalmente certa percentagem de água, variável com a idade. O corpo é capaz de manter a quantidade de água de que necessita e providenciar a conservação da hidratação, seja pelo mecanismo da sede, que leva à ingesta de água, seja pela ação dos hormônios, que limitam a quantidade de água perdida através da urina. Os mecanismos normais de perda são respiração, transpiração, urina e fezes. A água necessária ao organismo é reposta pela ingesta de água ou de bebidas como chás, sucos, refrigerantes, soluções salinas, e de alguns alimentos que possuam água.

As necessidades de líquidos dos idosos são as mesmas dos adultos mais jovens. No entanto, os idosos tendem a beber menos do que seus corpos precisam por diversos motivos, dias quentes ou com baixa umidade no ar. Com a idade, o corpo perde sua capacidade de detectar a sede. Existem várias mudanças fisiológicas no processo de envelhecimento que podem afetar o equilíbrio hídrico nesta população, colocando os idosos em risco de desidratação.

Em idosos, os sinais e sintomas comuns de desidratação incluem: • Pele seca e inflexível • Olhos fundos • Boca seca • Pouca urina e/ou urina amarelo escura • Coração acelerado (taquicardia) /Irritabilidade/Confusão

Sinais de desidratação severa podem frequentemente levar a cãibras musculares graves, confusão, perda de consciência e convulsões.

Por estas razões, é importante para os cuidadores e familiares saber como olhar para os sinais e sintomas de desidratação em idosos.

No caso de desidratação grave, a sensação de sede pode efetivamente diminuir e a pressão arterial pode cair, provocando sensação de desmaio iminente ou desmaio, especialmente ao levantar-se Tontura ou sensação de desmaio iminente ao se levantar. Se a desidratação continuar, ocorrem choque e graves danos aos órgãos internos, tais como rins, fígado e cérebro. As células cerebrais são particularmente sensíveis a níveis mais graves de desidratação. Por isso, a confusão é um dos melhores indicadores do agravamento da desidratação. A desidratação muito grave pode levar ao coma.

Os idosos sentem sede mais lentamente e com menor intensidade do que os jovens, por isso, mesmo os que se encontram bem de saúde podem não beber quantidade suficiente de líquidos.

Os idosos têm maior porcentagem de gordura corporal. O tecido adiposo contem menos água do que o tecido magro, o volume total de água no corpo tende a diminuir com a idade.Alguns idosos também sofrem de deficiência de memória, imobilidade ou doenças e tudo isso pode resultar em uma menor ingestão de líquidos. Além disso, determinadas medicações também podem bloquear o mecanismo da sede.

As medidas preventivas são simples: A melhor maneira de evitar a desidratação em idosos é ter certeza de que eles recebem uma quantidade adequada de água todos os dias.Devem ser encorajados a beber água com frequência, sopas, picolés, gelatinas ou outros alimentos aromatizados ricos em líquidos sempre que possível. Se você achar que um idoso não está ingerindo líquidos de que precisa ou que pode estar apresentando sinais de desidratação, procure um profissional da área médica.

Cuidados: Acesso fácil à água potável, vestir roupas leves e frequentar ambientes bem ventilados no verão. Durante os meses mais quentes do ano os idosos devem ter ainda mais cuidado com a desidratação e criar o hábito de ingerir líquido mesmo que não tenham sede. Copos cheios de água causam uma sensação de “barriga cheia” que pode ser desconfortável para o idoso. É melhor ingerir em pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Além disso, colocar sabor na água, por meio de sucos e refrescos, é uma estratégia eficaz para conseguir ingerir a quantidade de líquidos desejada. Manter o corpo hidratado deve ser a principal preocupação para garantir que a quantidade de líquidos ingerida seja mais ou menos igual às perdas.

A ingestão de líquidos deve ser incorporada à rotina, refrigerante e cerveja não devem substituir a água. A ingestão de líquidos deve ser aumentada em dias quentes e durante ou após exercício prolongado. As bebidas isotônicas foram elaboradas para repor os eletrólitos perdidos durante exercício físico intenso. Estas bebidas podem ser usadas para evitar a desidratação. As pessoas devem beber líquidos com eletrólitos antes, durante e depois dos exercícios.

Os líquidos servidos em temperaturas ambiente,tendem a ser consumidas em volumes maiores.

Atenção: Antes de se exercitarem, as pessoas com distúrbios cardíacos ou renais devem consultar seus médicos para obter informações sobre como repor os líquidos com segurança.

Ter sempre uma garrafinha ou um copo de água por perto.

Não confie exclusivamente na sede. Às vezes, ela não é uma medida confiável de hidratação devido a algumas medicações ou outras condições de saúde.

Alguns idosos podem não reconhecer que estão ficando desidratados.

Em adultos e jovens, um sinal de desidratação é o enrugamento ou diminuição da elasticidade da pele. Os indivíduos mais velhos têm, geralmente, pele enrugada, então esses sinais podem frequentemente ser menos perceptíveis nos mesmos.

Uma maneira de testar a desidratação em idosos é, puxar a pele da mão (delicadamente) e soltá-la, a pele não retornará ao seu estado anterior imediatamente, deixando uma prega visível.

Em crianças: As principais causas da desidratação em crianças são os distúrbios gastrointestinais, como por exemplo, vômito e diarreia, febre, sudorese excessiva, ingestão insuficiente de água.

Os lactentes são particularmente suscetíveis aos efeitos da desidratação por suas maiores necessidades hídricas,além da inabilidade para comunicar sede ou procurar líquidos.

Os níveis de gravidade da desidratação são variáveis. Nos casos menos graves, a criança pode ser tratada em casa, apenas com a ingestão oral de água ou soro de reidratação. Já a criança que apresentar quadro de desidratação moderada e mais graves será hospitalizada e receberá hidratação por via endovenosa e correção de distúrbios hidroeletrolíticos, quando necessário. De qualquer maneira, sempre levar a criança ao médico.

CUIDADOS: Ofereça água com frequência. A criança deve vestir roupas leves, adequadas às temperaturas do verão Procure atendimento médico imediato em caso de vômito ou diarreia Evite intoxicações alimentares, alimentando a criança de maneira adequada. Na medida do possível, evitar o calor excessivo e a exposição excessiva ao sol.

Os pais/responsáveis podem identificar se a criança apresenta sintomas de desidratação: • Muita sede • boca seca e pouca saliva, • olhos fundos e olheiras, • diminuição da quantidade de urina, que também pode ficar mais escura, • no caso de bebês, o afundamento das moleiras

É necessário procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente para atendimento médico. Se a criança ficar mais quieta e apática, ou muito irritada, chorando sem lágrimas, deverá ser levada imediatamente a um médico, para a realização de exames e início do tratamento.

Soluções de reidratação oral que contêm volumes adequados de eletrólitos estão disponíveis em postos de saúde e farmácias. Estas soluções funcionam bem para tratar a desidratação leve.

A desidratação mais grave requer tratamento por médicos com soluções intravenosas. A desidratação grave é uma situação potencialmente fatal e por isso exige uma intervenção médica de urgência!

Aplicativos para IOS e Androidque te lembram de beber água: Saiba mais: https://www.ativosaude.com/saude/6-aplicativos-que-te-lembram-de-beber-agua/

#Saúde #Desidratação

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