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  • Alexandre Madruga

CONDOMÍNIOnews | Você se sente seguro em seu Condomínio?


A harmonia nos condomínios deve ser buscada com persistência!

Esses dias eu e meu sócio fizemos uma experiência que resultou em uma constatação espantosa! Visitarmos pessoalmente vários condomínios localizados no Bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Bairro de classe média alta tem uma incidência grande de condomínios. Em sua maioria são prédios pequenos de três a quatro andares, com quatro unidades por andar, em média, com apartamentos confortáveis onde quase todos são avarandados. As ruas onde se localizam normalmente são arborizadas e sem transito. Dependendo do horário, na verdade, nenhum transito de veículos é observado por longos períodos!

E o melhor é que todos estão localizados a poucos metros de uma das melhores praias do Estado! Nosso objetivo era “escanear” o perfil destes condomínios para definirmos uma estratégia de prospecção e oferecermos nossos serviços de Assessoramento Condominial.

Para um melhor mapeamento e buscando fugirmos de resultados tendenciosos, panejamos as visitas de duas formas: Um roteiro planejado com endereços escolhidos segundo alguns critérios nossos para a visita de um determinado número de prédios, e outro foi um roteiro aleatório para visita do mesmo número de prédios.

Estruturalmente todos são muito semelhantes, tanto que consideramos esta como uma variável constante e que não influenciou em nada nossas conclusões!

O que realmente chamou a atenção foi o relacionamento com os Porteiros/Zeladores e como fomos recepcionados pelos mesmos! Isto mesmo a incidência deste profissional que é 50% Porteiro e 50% Zelador é extremamente alta. Aliás, para 100% da nossa amostragem fomos atendidos por este profissional “hibrido”.

Alguns nos atenderam em sua cabine, outros no jardim enquanto regavam ou podavam as plantas, outros ao lado externos do edifício em conversa animada com outros colegas de profissão, ou ainda simplesmente no portão vendo a vida passar ao lado de uma portaria destravada.

Na medida em que fazíamos contato com os “Porteiros/Zeladores” a forma como os mesmos nos atendiam variava bastante. Mais todos demonstraram desconhecimento das regras básicas de segurança. Em algumas situações percebeu-se que uma invasão ao edifício pode ser realizada sem muito esforço!

Outra característica destes profissionais é que os mesmos, em sua maioria, têm dificuldade em se comunicarem ou estão muito mal orientados pelos Síndicos em como procederem a uma abordagem e questionamento sobre as rotinas do condomínio. Nomes, horários, e rotinas foram facilmente conseguidos com cinco minutos de conversa. Eles contam tudo!

Mais também observamos estarrecido que moradores facilitam o acesso às dependências do edifício. Em uma das visitas uma moradora que saía do prédio fez a “gentiliza” de segurar o portão para que pudéssemos entrar. Sem trocar uma palavra conosco!

Em outra situação uma equipe da Light que saíam do prédio após concluir seu trabalho simplesmente deixou o portão aberto. Neste caso o Porteiro/Zelador lavava a lateral do prédio e continuou em sua tarefa, inclusive nos atendendo pela muro gradeado. Viu mais não se importou com o portão aberto. Neste caso fizemos a gentileza de fechar o portão!

Realmente fiquei impressionado com este resultado inesperado que nossa pesquisa apontou! Minha conclusão óbvia é que mesmo com uma realidade caótica de insegurança que assola nosso Estado, mesmo assim, a preocupação com a segurança em condomínios é muito incipiente. E isto não é característica exclusiva destes condomínios estudados.

O serviço na maioria dos casos é prestado com um amadorismo espantoso. E a coisa piora ainda mais porque em muitos casos o “Porteiro/Zelador”, permanece no condomínio por meio período ou se ausenta por longo período para poder estar presente na portaria no horário da manhã e da noite, proporcionando aos próprios moradores uma falsa sensação de segurança.

Temos ainda que considerar o fato que vários destes profissionais já residem a muitos anos nos edifícios, e por isso mesmo já têm a absoluta confiança dos condôminos. Até aí tudo bem!

No entanto refletindo sobre este cenário lembrei-me de um trecho do livro: O Código dos Homens Honestos, Balzac, 1825; ode o escritor chama a atenção para o fato que a maioria dos roubos acaba ocorrendo por facilitação dos nossos próprios colaboradores. Não necessariamente de forma intencional.

O fato é que simplesmente ao divulgarem uma rotina do prédio, ao comentarem sobre o estilo de vida dos condôminos, permitirem livre circulação de seus próprios amigos nas dependências do condomínio e outras pequenas atitudes, acabam por fornecerem valiosos dados para um mal intencionado. Facilitando uma ação criminosa!

Como resolver ou mitigar este risco?

Para uma excelência em segurança presencial, inicialmente, eu recomendo “cada um no seu quadrado”!

Porteiro na portaria, Agente de segurança no perímetro de segurança e Zelador na coordenação dos serviços determinados pelo Síndico!

Além disso, treinamento, treinamento, treinamento e treinamento! Também pode ser contratada empresa especializada em serviços segurança.

Uma alternativa que vem ganhando espaço é o serviço remoto de portaria. Por ser um serviço totalmente impessoal e de funcionamento em 24 X 7 (nível de serviço), tem inúmeras vantagens em relação ao modelo tradicional apresentado neste texto.

No próximo artigo vou detalhar o funcionamento da portaria remota, mostrando suas vantagens e aplicabilidade!

Então até lá. Grande abraço!

Gilberto L Ferreira faz Assessoria, Gestão e Tecnologia para Condomínios.

Dúvidas e sugestões estou à disposição:

e-mails: srsindicoprof@gmail.com; gilberto@tecninfo.com.br

Facebook: @srsindicoprof; @ceftecninfo

#Condomínio #Segurança

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