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NAMORALnews | Força Nacional é ação de cuidados paliativos


Na moral, é muito bom ter histórias para contar, principalmente quando fazemos parte dela, e o melhor, quando tentamos mudar a situação do espaço onde moramos. Essa é a trajetória de todos que se sentem incomodados com a situação atual e querem construir um mundo melhor.

“Precisamos nos unir, é necessário que tenhamos força para lutar. E por que não criarmos uma força nacional”? Nosso país precisa mudar! Essas expressões são encontradas nos discursos de todas as manifestações políticas, filosóficas, encontros familiares, salas de aulas e até mesmo nas mesas de bares.

No primeiro momento pode parecer que se está intencionando uma ação sobre as forças armadas e de segurança pública apenas. O que não é bom, pois mostra uma negação de vários fatos. De qualquer forma, é importante se preparar e discutir a questão, com ações que nos leva a refletir, pois estamos em um momento de cuidados paliativos.

Especialistas na área da saúde afirmam que cuidado paliativo tem o objetivo de cuidar da pessoa e da doença, e não apenas da doença. E hoje se vive a dor, sem suporte emocional, frágeis a todo violência, descaso nos desvios de verbas públicas, intolerância ao sofrimento do outro.

Busca-se a todo instante, a força, essa criação do orgulho da humanidade, com milhões de seres humanos iguais e ao mesmo tempo tão desiguais gerando a degradação do ambiente e da qualidade de vida.

Forças que buscam corrigir os danos já feitos e minimizar ações que tornam o mundo “pior”. Realizam ações que inibem as pessoas, individualmente ou coletivamente através de uma forma positiva de “construir um mundo melhor, uma verdadeira força nacional”.

Mas tudo isso se resume em ações sobre e com as pessoas. São essas que criaram ou criam um “mundo pior”. A violência, real ou simbólica, só existe nas ações das pessoas.

Só vamos construir um mundo melhor se construirmos pessoas melhores, estruturas sociais mais justas e comprometimento com os valores humanos acima de qualquer valor.

Você quer “construir um mundo melhor” para seus filhos, comece se construindo, com ações e atitudes melhores, com sua família e amigos.

Ações de amor ao próximo, vindas de convicções pessoais, religiosas, filosóficas ou ideológicas. É a constatação e a compreensão que fazer o bem é construir pontes entre o real e o ideal.

Milhares de pessoas, em qualquer ambiente, precisam de ajuda. Ajuda que pode vir na forma de um simples prato de comida, até uma orientação para um problema vivenciado e um forte abraço.

Muitas vezes se pensa que fazer o bem é desenvolver assistência social e criando ações de pura políticas públicas de saúde e segurança paliativas. É inegável que essas ações, especialmente as emergenciais, tem o seu lugar e relevância. Mas não se limita e nem se esgota nisso.

Fazer discurso sobre é preciso nos unir criar uma “força nacional,” para quem está sem perspectivas e vivendo de forma paliativa é, no mínimo, demagógico e infame.

Fazer o bem, pode significar, e muitas vezes significa, criar uma oportunidade, capacitar para uma ação mais duradoura. Fazer o bem tem de ser entendido como a construção social, econômica, emocional, e/ou psicológica. Através do sair desse quadro que verdadeiramente dificultam a vida das pessoas.

Se faz o bem ajudando alguém a sair das ruas e tendo um teto, roupas e comida para uma vida com um mínimo de decência. Se faz o bem capacitando alguém para conseguir um emprego e um salário que lhe permita ter dignidade/autonomia econômica para suas necessidades básicas, se faz o bem valorizando os profissionais que buscam a cura de doenças, professores, policiais e inclusive a você que ler esta coluna.

Faça o bem e construa um mundo melhor, na moral crie uma força para se viver de forma real e não paliativa, acredite existe CURA para um mundo melhor!

Eu sou Ane Louise Michetti dos Anjos, psicóloga, coach da vida, irremediavelmente apaixonada e ainda aprendiz na arte de ser dona de casa.

Tire suas dúvidas para o e-mail:

anelouisepsicologa@gmail.com

fonte da Foto: Um carregador de maca vietnamita usa uma máscara devido ao cheiro dos cadáveres, soldados norte-americanos e vietnamitas mortos na luta contra os vietcongues na plantação de seringueiras Michelin, cerca de 45 km a noroeste de Saigon, 27 de novembro de 1965. Mais de 100 corpos foram recolhidos depois de um ataque vietcongue. (AP Photo / Horst Faas).


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