• Marluce Rosa - Prof. Yoga

YOGAnews | Yoga: a ciência da autorrealização


Olá! Hoje abordaremos o verdadeiro sentido do Yoga: a autorrealização. Estamos imersos a convites externos, onde os nossos sentidos estão captando tudo que acontece ao nosso redor. Ainda bem que é assim, né? Pois certamente isso mantém a nossa sobrevivência. Porém, o excesso de atenção sensorial é um dos nossos maiores sabotadores para o desenvolvimento da autodisciplina, autocuidado, autoestudo e tão logo do Autoconhecimento. Observe: uma pessoa está assistindo um filme na TV e passa àquele lindo comercial de Natal de um determinado refrigerante e tão logo vem uma vontade inesperada de tomar um gole desse refrigerante. Na verdade, uma vontade de tomar abundantemente uma lata, não uma lata qualquer, mas àquela lata linda, decorada, do comercial toda especial para o Natal e tão logo quando acaba o filme a pessoa vai atrás rapidinho de comprar a lata de refrigerante que ela nem estava pensando em comprar. Você pode me perguntar assim: mas Marluce, é a indústria do consumo estimulando a comprar cada vez mais, a consumir cada vez mais coisas que não necessitamos de verdade, é o apelo da moda para “atualizarmos” o guarda roupa, enfim, como a “Mente mente”. Arrumamos um monte de desculpas para cedermos aos estímulos externos, aos estímulos sensoriais, aos desejos projetivos da Mente e tão logo criamos cenários mentais de necessidades de consumo que muitas vezes não passa de supérfluo.

O Yoga como ferramenta de Autoconhecimento vem nos convidar através dos Niyamas (atitudes que o praticante de Yoga deve ter consigo mesmo) um valor que o praticante de Yoga experencia durante as aulas regulares e leva para a vida diária: Pratyahara (abstração dos sentidos, abstração do universo externo). Essa conduta não é a alienação do que acontece ao redor. É de fato aplicar a não identificação projetiva dos acontecimentos externos. Lembra do comercial do refrigerante lá no início? Pois bem, é identificar o apelo convidativo ao consumo e não ceder. Controlar os desejos sensoriais e digo até emocionais, pois já sabemos cientificamente como e o que consumimos está totalmente relacionado ao nosso estado emocional e até amadurecimento emocional. Estou a narrar um exemplo simples como um apelo de um comercial. Mas quantas coisas durante nossa vida vamos cedendo para o universo externo? Chega uma hora que percebemos o quanto nos sabotamos não identificando nossas projeções talvez para mantermos uma aparência social, mantermos uma relação amorosa ou de amizade, mantermos um emprego que não faz mais o coração vibrar, mas o salário compensa, e assim vamos sempre recebendo os convites externos e cedendo... Porém, como todo carnaval tem seu fim, chega um momento da existência que paramos para fazer um balanço do nosso viver... Um dia nos deparamos levando uma vida que de fato, não é nossa. A essência do nosso SER foi consumida por todos os convites externos que permitimos ceder.

A autorrealização para qual o Yoga nos aponta como caminho é de fato vivenciar Santosa (contentamento). Eu acomodo as coisas como elas são. O conflito da dualidade do real e o ideal acabam em estado de contentamento. Em contentamento, em autorrealização, eu primeiramente sou verdadeiro comigo mesmo: sei da minha luz e reconheço a minha sombra. Reconheço as qualidades e as más tendências que ainda devo cuidar. Na autorrealização eu acolho que a vida real – diferente da ideal – vem misturada de coisas boas e ruins. Lya Luft, com sua narrativa naturalmente existencialista, nos convida em seu livro Perdas e Ganhos a olhar de forma realista para a dualidade da existência e analisarmos que tudo, tudo na vida é uma questão de ponto de vista... Tudo é uma questão de autorrealização. “O mundo não tem sentido sem o nosso olhar que atribui forma, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. É uma ideia assustadora: vivemos segundo o nosso ponto de vista, com ele sobrevivemos ou naufragamos. Explodimos ou congelamos conforme nossa abertura ou exclusão em relação ao mundo. E o que configura essa perspectiva nossa? Ela se inaugura na infância, com suas carências nem sempre explicáveis. Mesmo se fomos amados, sofremos de uma insegurança elementar. Ainda que protegidos, seremos expostos a fatalidades e imprevistos contra os quais nada nos defende. Temos de criar barreiras e ao mesmo tempo lançar pontes com o que nos rodeia e o que ainda nos espera. Toda essa trama de encontro e separação, terror e êxtase encadeados, matéria da nossa existência, começa antes de nascermos.” Vamos seguindo! Um abraço.

Prof. Marluce Rosa é idealizadora do Espaço Lumarce Yoga, Pedagoga, Psicomotricista, Prof. de Educação Física, Yoga e Motociclista. Contatos: Watsapp: 99343-8895 Facebook e Instagram: @yogalumarce

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