• Andressa Gonçalves - Estudante de Design de

CINEnews: A União fez (literalmente) a força


Olá cinéfilos! Bem-vindos ao nosso primeiro encontro semanal, no CineNews. Todas as sextas, conversaremos sobre estreias da semana, paletas de cores, curiosidades, e muito mais, tudo para que você fique por dentro sobre o que há de melhor e mais interessante na sétima arte.

Com a ida de A Liga da Justiça aos cinemas no dia 16 de novembro e toda a ansiedade que o filme vinha causando desde bem antes de sua estreia, não poderíamos começar nossa coluna com um assunto diferente. Nesta semana, conferi o longa, e hoje venho dar meu veredicto em primeira mão a vocês.

Antes de mais nada, preciso dizer: É completamente possível assistir à obra cinematográfica aqui abordada sem ter previamente acompanhado a saga solo dos heróis desta película. Eu mesma só havia assistido ao filme da Mulher-Maravilha e, ainda que algumas informações deste tenham me ajudado a compreender melhor alguns conceitos de A Liga, percebi que mesmo que não o tivesse assistido, seria perfeitamente capaz de entender o enredo.

Ou seja, se você, assim como eu, estava apreensivo(a) em assistir este filme por não ter acompanhado os anteriores do universo DC, fique tranquilo, pois tudo flui com muita facilidade de assimilação.

O filme começa com um grupo de crianças entrevistando o Superman, em um período que dá a entender ter se passado antes dos eventos de Batman vs Superman. Esta cena é bem interessante, pois seu formato propositalmente “amador”, confere ao filme um toque muito realista, como se pessoas da vida real estivessem falando com o personagem.

Nas tomadas seguintes, a película continua a utilizar-se de recursos sutis para transmitir a mensagem desejada. Em todas elas, a paleta de cores tem grande predominância do jogo de claro e escuro, das cores preto e branco, que transmitem ao espectador a sensação do caos de um mundo sem o Superman e sem uma certa Liga para protegê-lo.

Tudo isso ocorre ao som de Everybody Knows, cantada pela norueguesa Sigrid. A trilha sonora do filme como um todo está de parabéns, com transições corretas e escolhas acertadas, mas esta música em especial conecta muito bem esta sequência inicial, passando um ar de esperança e, ao mesmo tempo, de desespero.

Outro fator que chama bastante atenção é a dinâmica do filme como um todo. O filme não foca na história de um herói por vez, ele vai mesclando as narrativas, fazendo com que a “vida” de todos os personagens evolua ao mesmo tempo. Isso traz movimento e integração a obra, já que assim todos os protagonistas acabam chegando praticamente “ao mesmo tempo” no momento de formação da Liga.

Mas, como nem tudo são flores, alguns pontos ficam um pouco mal costurados, como os motivos que realmente movem o vilão da trama, o Lobo da Estepe. Em determinado momento, ele diz que quer reunir as três Caixas Maternas pelo (simples) prazer de acabar com o mundo, que “pertence” a ele. Contudo, em um segundo momento ele firma querer reuni-las para a mãe, o apocalipse, poder se alimentar. Além de um tanto impreciso, ele não se mostra um personagem tão interessante.

Ainda falando sobre o Lobo, uma de suas cenas mais importantes foi prejudicada (mas não por causa dele, coitado! Chega de pegar no pé dele... Ou seria pata? Enfim!).

Em uma de suas últimas aparições, quando ele está prestes a pegar uma das Caixas Maternas... O foco da câmera não está nele! Na verdade, ele quase não aparece (eu mesma vi um “vento”, não ele). Só temos ciência do evento por um breve comentário casual da Mulher Maravilha. Cortes são necessários, e escolhas difíceis precisam ser feitas, talvez isso tenha ocorrido devido a troca de diretor no final da produção, quando Joss Whedon substituiu Zack Snyder, mas, neste caso em específico, não consigo deixar de pensar que teria sido bem interessante e diferente ver a cena pela perspectiva dele, enquanto tentava realizar o furto e os heróis não estavam percebendo.

Os atores, no geral, têm uma interação muito boa e, apesar de não termos a presença de outros personagens importantes da Liga (como a queridíssima Mulher Gavião, minha preferida, confesso), ao fim do filme uma porta é aberta e a possibilidade de que o grupo cresça é real, já que há um comentário sobre a necessidade de se ter mais “pessoas com habilidades especiais” na equipe.

Quanto aos atores, um em especial se destaca, o expressivo Ezra Miller, mais conhecido por filmes como Precisamos Falar Sobre Kevin (2011), As Vantagens de Ser Invisível (2012) e Animais Fantásticos e Onde Habitam (2016). Sua interpretação leve, (super) engraçada e descontraída de Barry Allen, certamente trazem um clima agradável e muito divertido para a obra cinematográfica como um todo. Em geral, a união realmente fez a força, a química entre os personagens também, fazendo de Liga da Justiça um dos principais filmes do ano e satisfazendo a ansiedade de muitos fãs eufóricos. Recomendo bastante assistir A Liga da Justiça nos cinemas, vale o ingresso. Ah, e antes que esqueça, o filme tem duas cenas pós-crédito, então nada de ser apressadinho(a) e sair correndo da sala, hein? Elas dão dicas sobre como serão os próximos filmes da franquia.

Este filme valeu: 3,5 pipocas de 5!

É isso aí pessoal, até semana que vem com mais um CineNews!

Andressa Gonçalves é estudante de Design de Interiores e futura jornalista. Como adora cinema, sempre pesquisa sobre paletas de cores, curiosidades, e tudo o que pode sobre este universo! Adora colocar suas incríveis descobertas em palavras. Contato: miss.gonc00@gmail.com

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