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  • Alexandre Madruga

Supervisão Regional desaparece desde junho e deixa bairros órfãos da Prefeitura


Em 11 de janeiro desse ano, a nova gestão Marcelo Crivella criou as Superintendências em substituição as antigas Subprefeituras, através do Decreto nº 42.820. A Superintendência Regional da AP 5.1, que fica em Bangu ficou responsável pelas XVII Região Administrativa (que cobre os bairros de Padre Miguel, Bangu e Gericinó), Supervisão Regional da Vila Kennedy e Vila Aliança, Supervisão Regional de Senador Camará, XXXIII RA em Realengo (cobrindo Deodoro, Vila Militar, Campo dos Afonsos e Realengo;) e Supervisão Regional de Jardim Sulacap e Magalhães Bastos.

Ocorre que desde que Vagner Castellane foi transferido para a XXXIII RA, a Supervisão de Sulacap e Magalhães deixou existir. Não há sede, não a titular na pasta e com isso os bairros dessa cobertura estão sem o órgão municipal. Até o fim de 2016, a base era no Galpão Comunitário Jardim Sulacap e agora o espaço e ocupado pela Ouvidoria da Associação de Moradores de Sulacap (Amisul), que recebeu novos integrantes. Em contato com a Prefeitura, a resposta foi que a XXXII R.A de Realengo está responsável por Sulacap e Magalhães, conflitando com a informação do Diário Oficial do início do ano.

Desde dia 20 de janeiro questionamos a Prefeitura sobre ausência do órgão desses dois bairros, uma vez que o setor foi criado oficialmente pelo Prefeito Marcelo Crivella e, desde então, não tem teto, não tem nada. Hoje (19), novamente pedimos informações a Prefeitura, mas até o fechamento dessa reportagem, não obtivemos resposta.

As novas supervisões regionais são braços importantes da Superintendência, pois estão mais próximas das comunidades, podendo atender as demandas com mais eficiência. Exemplo recente foi a inauguração da iluminação da nova Praça D. Hélder Câmara em Sulacap, que ainda na gestão Eduardo Paes, através do então Supervisor Regional Vicente Reis e assessoria, conseguiu chamar ao bairro o engenheiro da obra em 3 de dezembro e agendar a visita da RioLuz. Naquela época, a Supervisão atendia as comunidades de pronto, mesmo não resolvendo algumas questões, sempre estavam a disposição dos moradores.

Sem ninguém no cargo desde mês passado, a Supervisão Regional de Sulacap e Magalhães Bastos deixou vários órfãos, que somente podem acionar o município via 1746, seja por celular ou internet. Mas a proximidade das pessoas, função principal da criação desse setor, definitivamente acabou e o silêncio da Prefeitura demonstra que espaço permanecerá inexistente por mais algum tempo.


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