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  • Renata Cyríaco

O brincar na vida da criança


Devemos pensar que o brincar da criança é tão importante quanto o trabalho do adulto. Se todos tivessem essa consciência, com certeza teríamos crianças e adultos mais felizes. O brincar é uma importante forma de comunicação, e é por meio deste ato que a criança reproduz seu cotidiano em um mundo de imaginação e fantasia. O brincar ainda possibilita a criança desenvolver habilidades essenciais para seu amadurecimento, assim como aspectos motor, emocional, cognitivo, afetivo, social e cultural. Só que muitos pais e educadores não têm essa visão. Devemos partir do princípio que se nós, adultos, temos nossas necessidades e precisamos de algo prazeroso que nos estimule a “seguir em frente”, as crianças também têm suas necessidades, e devemos respeitá-las.

Eu, Renata, já tinha minha opinião enquanto mãe e agora como educadora, tenho mais certeza ainda, do quanto a brincadeira é coisa séria na vida de uma criança. Digo que a criança não deve ser respeitada de acordo com sua fase ou faixa etária, e sim de acordo com seu momento, de acordo com as individualidades de cada um. Não adianta querer que uma criança leia em determinada faixa etária (exemplo: 3/4anos), se ela não tem, por exemplo, seu movimento de pinça adequado, formado, se ela não tem noção de espaço, se ela ainda não senta direito em uma cadeira, se a coordenação motora não está de acordo com aquele momento, sabe por quê? Porque isso vai gerar uma frustração desnecessária nessa criança, e talvez nós, enquanto pais, só

possamos perceber isso de alguma forma na fase adulta. O movimento de pinça (pegar no lápis com os dedos polegar e indicador), para quem não sabe, é de extrema importância para atividades do cotidiano, como a escrita.

A mensagem que quero deixar para os pais e educadores, é que tenham consciência em não pular etapas do

desenvolvimento da criança, pois não sabem o quanto frustrante pode ser, caso ela não consiga atingir um objetivo que, de fato, não é para “aquele tempo” da vida dela.

Do ponto de vista de Oliveira (2000), o brincar não significa apenas recrear, mas sim, desenvolver-se, integralmente. Brincar, segundo o dicionário, é “divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se, folgar”

Renata Cyríaco é Diretora escolar, Pós graduada em educação especial e inclusiva e em gestão escolar, Cursando Kidscoaching.


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