• Alexandre Madruga

Quebra molas ou carros? Equipamento fora do padrão danifica carros


Não é de hoje que o bairro Jardim Sulacap tem a companhia dos famigerados quebra-molas. Há décadas são parceiros de motoristas e pedestres, por conta do abuso na velocidade de alguns condutores. Após a implantação da "solução", algumas de modo artesanal e outras instaladas pela Prefeitura do Rio, alguns moradores perceberam quebra-molas fora do padrão e que estão danificando alguns veículos.

Um dos péssimos exemplos estão instalados na Rua Mota Maia, colocados no inicio desse ano. De acordo com um morador, que não se identificou e abriu chamado no 1746, a rua é pequena e com pouco movimento de carros, mesmo assim recebeu três quebra molas.

- Estão totalmente fora do padrão e gigantes. Todo carro que passa, arrasta. Quando estavam construindo, eu falei para o pedreiro que estava muito alto, mas ele foi bem rude comigo. Acionei 1746 em 12 de janeiro, solicitando que a prefeitura arranque esse quebra-molas de concreto super alto e coloquem um no lugar no padrão estipulado em Lei, mas a prefeitura nunca fez nada. - afirma o morador, informando que semanas depois da reclamação, a Central do 1746 respondeu, com a informação foi que "a equipe esteve no local, mas moradores impediram que a remoção fosse executado, que o caso seria encaminhado a Secretaria Especial de Ordem Pública (SEOP)".

De posse do protocolo, nossa reportagem entrou em contato com a Prefeitura. Desde o fim de maio, o que percebemos foi uma total falta de sincronia entre os órgãos municipais e vamos informar todos os passos, que como resultado pareceu um grande "jogo de empurra".

Em 24 de maio, a Central 1746 nos respondeu que "verificamos aqui e este caso não é da SEOP e sim SECONSERMA (Secretaria de Conservação). Como a execução do serviço é de responsabilidade do órgão, e não do 1746, eles vão apurar o caso e responder à vocês". Na mesma data, a "equipe será enviada ao local para vistoria e avaliar as intervenções necessárias". Dias depois, por telefone, a informação foi que a demanda pertenceria a Cet-Rio.

Passados quase trinta dias, apuramos junto a Cet-Rio sobre o problema, mas não obtivemos retorno. Então, retornamos a SECONSERMA, que ontem respondeu por e-mail informado que "a solicitação deverá ser feita diretamente à CET RIO por meio de baixo (sic) assinado. O órgão é responsável por fiscalizar se as ondulações (quebra-molas) são feitas de acordo com a resolução 600 do Conselho Nacional de Trânsito - CONTRAN". Causou estranheza a informação do "abaixo assinado", uma vez que irregularidade não precisa desse documento.

Sem resposta de um setor e com encaminhamento de outro, mesmo com orientação falha, nossa apuração descobriu através de uma fonte, que a Cet-Rio já repassou o problema para a SECONSERMA desde o dia 14 de janeiro. A Companhia de Engenharia de Tráfego já atestou a irregularidade e repassou a Seconserma, que tem os equipamentos adequados para retirar a irregularidade e até mesmo autuar o responsável, caso seja identificado.

Nessa quinta-feira (22), retornamos a SECONSERMA com as informações de nossa apuração e hoje (23), após enviarmos o e-mail mais um vez, informou por telefone que "estava encaminhando o caso para equipe responsável e que nos daria retorno". Até o fechamento dessa reportagem, nenhuma outra resposta foi enviada.

Enquanto falta comunicação municipal, cabe aos motoristas que querem preservar seus carro evitar a Rua Mota Maia.


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