• Alexandre Madruga

Foz Águas 5 alcança 40% de cobertura em coleta de esgoto na Zona Oeste (AP5)


Responsável pela coleta e tratamento de esgoto em 21 bairros situados na Área de Planejamento 5, que corresponde a 48% de todo o território municipal, a Foz Águas 5 chegou a 40% de cobertura em coleta de esgoto na zona oeste do Rio de Janeiro. O objetivo é chegar a 70% em 2022. Além da coletar e tratamento do esgoto produzido pelos 21 bairros citados da cidade do Rio, as estações de tratamento da Concessionária tem a função de tratar todo o resíduo que chega até elas, devolvendo para o ambiente um efluente tratado não prejudicial ao meio ambiente.

Atualmente, 40% da área tem cobertura por redes de coleta de esgoto, mas a conexão à rede depende de cada morador, já que a Foz Águas 5 realiza a implantação de redes de coleta nas ruas e disponibiliza uma ligação para cada imóvel. Cabe então cada residência realizar a interligação de seus esgotos ao sistema público de esgotamento sanitário.

Estivemos na principal Estação de Tratamento de Esgotos da Concessionária, em Deodoro, para conhecer e entender o funcionamento de todo o processo de tratamento. Gabriel Roberti (foto acima), responsável pela operação das unidades de tratamento da Foz Águas 5, fez um tour com nossa equipe, mostrando passo a passo como funciona a estação.

Após a chegada do esgoto, a primeira etapa é chamada de gradeamento, responsável pela retenção dos sólidos grosseiros (latas, garrafas pet, papelão, entre outros) do esgoto bruto, evitando o entupimento e danos em tubulações e bombas. De acordo com Gabriel, é fundamental que o esgoto chegue sem contribuições irregulares, como por exemplo águas pluvias (proveniente das chuvas).

- Infelizmente, as redes de coleta de esgotos sofrem com mau uso e contribuições irregulares da população. Despejo de águas pluviais e resíduos sólidos, como lixo e vegetação, dificultam o processo de tratamento na unidades. – afirma ele.

Na segunda etapa são as peneiras e caixas de areia, responsáveis pela retenção de sólidos finos (areia, cascalho, pedrisco, entre outros) presentes no esgoto bruto, evitando desgaste por abrasão em equipamentos e tubulações. Passada a etapa preliminar, tudo vai para uma elevatória intermediária, que é um sistema composto por conjunto moto-bomba, responsável pelo bombeamento do esgoto para o início do tratamento biológico. Os tanques de aeração fazem a oxigenação do esgoto, provocando a degradação da matéria orgânica por bactérias aeróbias. Este processo requer a injeção mecânica de ar para auxiliar o processo de degradação.

Em seguida vem a etapa de decantação, responsável pela separação física do lodo (composto por sólidos sedimentares). Parte do lodo retorna para o processo de tratamento, e a outra parte é condicionada e destinada para a etapa de desidratação, que tem a finalidade de reduzir o teor de umidade do lodo a ser destinado para aterro sanitário. Por fim, o esgoto tratado é devolvido ao meio ambiente através do Rio Marinho, que desemboca na Baía de Guanabara.

Para ver todas as etapas, segue um vídeo:


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